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Com investimentos da ordem de US$ 1,2 bilhão, a expansão
da unidade de Mucuri, na Bahia, é um dos mais recentes projetos
da empresa. O início das obras está previsto para
2005 e o projeto deve contar com cerca de 40% a 50% de recursos
próprios e 50% a 60% de financiamento de terceiros - sendo
grande parte do BNDES e uma menor parte de agências
de crédito de exportação dos países
onde os equipamentos importados são produzidos.
O programa vai expandir em um milhão de toneladas por ano
a capacidade de produção atual da unidade, que é
de 650 mil toneladas - incluindo celulose de mercado e papel.
Este acréscimo será feito à capacidade de produção
de celulose de mercado - as atuais 455 mil toneladas produzidas
por ano serão elevadas para 1,455 mil toneladas. A previsão
é de que, em 2008, a capacidade total de produção
da fábrica chegue a 1,65 milhão de toneladas. A inserção
da nova produção deve acontecer gradativamente a partir
do terceiro trimestre de 2007.
A expansão da Unidade foi analisada e aprovada pelo Centro
de Recursos Ambientais (CRA) e licenciada pelo Conselho Estadual
de Meio Ambiente (Cepram). Estima-se que as obras absorvam mão
de obra de 6,7 mil pessoas, sendo a maior parte da própria
região. Atualmente, cerca de 40% da produção
da Suzano fica no Brasil e 60% é exportada.
Ainda na unidade Mucuri, um outro importante projeto é o
de otimização, que já está em implantação
e deve adicionar 60 mil toneladas de celulose por ano, a partir
de 2005, à produção da fábrica trazendo
resultados como o descongestionamento de alguns processos, melhoria
do desempenho ambiental e redução de custos. Para
a implantação deste projeto, a empresa investiu US$
11 milhões (R$ 33,9 milhões) em 2003, de um total
estimado em US$ 66 milhões.
Tecnologias Considerando a automação, a unidade
de Mucuri conta com tecnologia baseada em SDCD. O que já
era comum no final da década de 80, época em que foram
realizados os investimentos unidade, diz Toscano.
A linha de produção de celulose da unidade de Suzano
também é integrada em SDCD, já as três
linhas de produção de papel (couchê, cartão
e papel branco para escrever e imprimir), são diversificadas
com SDCD e redes de PLCs. No total, esta unidade possui mais
de 140 PLCs instalados, conta o gerente. Com o surgimento
de novas tecnologias, a Suzano foi realizando atualizações
na unidade de São Paulo. A diferença é
que a de Mucuri foi baseada num projeto único, padronizado
e já uniformizado em sistemas de automação.
A intenção, de acordo com o gerente, também
é uniformizar as plantas de São Paulo. Mas isso
exige um conhecimento muito grande dos profissionais, enfatiza.
Segundo ele, com a grande quantidade de tecnologias diferentes,
também é preciso que o profissional tenha conhecimentos
diferentes, saiba um pouco de tudo. A diversificação
nos obriga a ter as ferramentas necessárias para resolver
todos os problemas técnicos que possam ocorrer, diz.
Toscano também adianta que a nova linha de produção
de Mucuri será ainda mais moderna. Sua base será
feita na atual geração de SDCDs. Serão novos
tipos de SDCDs, diferentes dos instalados na década de 90
onde, para a troca e processamento de dados, ainda existe muita
cablagem. Os atuais já passaram por modificações
e eliminaram este problema, explica.
Quando se investe numa nova linha, busca-se padronização
do processo, uniformização da tecnologia e intercambiabilidade.
É isso que estamos buscando ainda mais em Mucuri, conclui
o gerente.
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