Revista Controle & Instrumentação – Edição nº 97 – Outubro de 2004
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Expansão da Unidade de Mucuri/BA elevará produção em 1 milhão de toneladas
Toscano: empresa tem que apostar na tecnologia que vai usar

Com investimentos da ordem de US$ 1,2 bilhão, a expansão da unidade de Mucuri, na Bahia, é um dos mais recentes projetos da empresa. O início das obras está previsto para 2005 e o projeto deve contar com cerca de 40% a 50% de recursos próprios e 50% a 60% de financiamento de terceiros - sendo grande parte do BNDES – e uma menor parte de agências de crédito de exportação dos países onde os equipamentos importados são produzidos.

O programa vai expandir em um milhão de toneladas por ano a capacidade de produção atual da unidade, que é de 650 mil toneladas - incluindo celulose de mercado e papel.

Este acréscimo será feito à capacidade de produção de celulose de mercado - as atuais 455 mil toneladas produzidas por ano serão elevadas para 1,455 mil toneladas. A previsão é de que, em 2008, a capacidade total de produção da fábrica chegue a 1,65 milhão de toneladas. A inserção da nova produção deve acontecer gradativamente a partir do terceiro trimestre de 2007.

A expansão da Unidade foi analisada e aprovada pelo Centro de Recursos Ambientais (CRA) e licenciada pelo Conselho Estadual de Meio Ambiente (Cepram). Estima-se que as obras absorvam mão de obra de 6,7 mil pessoas, sendo a maior parte da própria região. Atualmente, cerca de 40% da produção da Suzano fica no Brasil e 60% é exportada.

Ainda na unidade Mucuri, um outro importante projeto é o de otimização, que já está em implantação e deve adicionar 60 mil toneladas de celulose por ano, a partir de 2005, à produção da fábrica trazendo resultados como o descongestionamento de alguns processos, melhoria do desempenho ambiental e redução de custos. Para a implantação deste projeto, a empresa investiu US$ 11 milhões (R$ 33,9 milhões) em 2003, de um total estimado em US$ 66 milhões.

Tecnologias – Considerando a automação, a unidade de Mucuri conta com tecnologia baseada em SDCD. “O que já era comum no final da década de 80, época em que foram realizados os investimentos unidade”, diz Toscano.

A linha de produção de celulose da unidade de Suzano também é integrada em SDCD, já as três linhas de produção de papel (couchê, cartão e papel branco para escrever e imprimir), são diversificadas com SDCD e redes de PLCs. “No total, esta unidade possui mais de 140 PLCs instalados”, conta o gerente. Com o surgimento de novas tecnologias, a Suzano foi realizando atualizações na unidade de São Paulo. “A diferença é que a de Mucuri foi baseada num projeto único, padronizado e já uniformizado em sistemas de automação”.

A intenção, de acordo com o gerente, também é uniformizar as plantas de São Paulo. “Mas isso exige um conhecimento muito grande dos profissionais”, enfatiza. Segundo ele, com a grande quantidade de tecnologias diferentes, também é preciso que o profissional tenha conhecimentos diferentes, saiba um pouco de tudo. “A diversificação nos obriga a ter as ferramentas necessárias para resolver todos os problemas técnicos que possam ocorrer”, diz.

Toscano também adianta que a nova linha de produção de Mucuri será ainda mais moderna. “Sua base será feita na atual geração de SDCDs. Serão novos tipos de SDCDs, diferentes dos instalados na década de 90 onde, para a troca e processamento de dados, ainda existe muita cablagem. Os atuais já passaram por modificações e eliminaram este problema”, explica.

“Quando se investe numa nova linha, busca-se padronização do processo, uniformização da tecnologia e intercambiabilidade. É isso que estamos buscando ainda mais em Mucuri”, conclui o gerente.

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