| Revista Controle & Instrumentação
Edição nº 99 Dezembro de 2004
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Artigos Técnicos
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| Comentando o OPC Unified
Architecture |
Delcio Prizon
Gerente de Desenvolvimento Eletrônico
Smar Equipamentos Industriais Ltda. |
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Enquanto fabricantes e usuários aproveitam os benefícios
do atual padrão OPC, temos agora em fase de desenvolvimento,
mais um avanço desta tecnologia: o OPC UA.
Neste artigo serão abordadas, inicialmente, questões
sobre o OPC e então será detalhada a Arquitetura Unificada,
que está sendo desenvolvida.
Para quem já integrou sistemas utilizando OPC, sabe bem que
a mágica do OLE for Process Control é
na verdade conseguida utilizando a tecnologia Microsoft, para a
integração entre aplicativos Windows. Desde o início
do desenvolvimento do sistema operacional Windows, o grande desafio
sempre foi a comunicação e troca de dados entre diferentes
aplicativos. Portanto, quando você faz uma tabela no Excel
e a insere como um objeto dentro de um documento Word, o sistema
operacional está se encarregando das conexões entre
as duas ferramentas. Ou seja, uma vez que uma alteração
seja feita na tabela, lá no Excel, o Word instantâneamente
perceberá isto.
Esta ligação entre o Word e Excel é conseguida
através de uma arquitetura conhecida como OLE (Object Linking
and Embedding) e que opera sobre o COM, responsável pelo
transporte dos dados entre os aplicativos. Portanto, uma vez estas
tecnologias existindo, utilizá-las entre aplicativos Windows
para trocar dados de Automação, foi a forma com que
alguns fabricantes, após a criação de uma fundação,
decidiram em 1996. Criou-se a OPC Foundation e hoje são mais
de 300 membros (usuários e fabricantes) no mundo todo.
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| Construção e intrumentação
com tecnologia Fieldbus de uma coluna piloto de destilação |
Cintia Marangoni, UFSC, Prog. de Pós-Graduação
em Eng. Química
Giovani Pasetti,UFSC, Prog. de Pós-Graduação
em Eng. Elétrica
Julio Elias Normey Rico, UFSC, Depto. de Automação e
Sistemas
Ricardo Antonio Francisco Machado, UFSC, Depto. de Eng. Química
e Eng. de Alimentos
Ariovaldo Bolzan, UFSC, Depto. de Eng. Química e Eng. de Alimentos |
Resumo
Este trabalho descreve a implementação de uma unidade
piloto de destilação, instrumentada com tecnologia fieldbus,
para estudos na formação de especialistas na área
de controle de processos, para atuação nos setores de
petróleo e gás natural. Este projeto consiste em uma
parceria entre a Universidade Federal de Santa Catarina e a Agência
Nacional de Petróleo.
1. Introdução
Com a necessidade de ampliação e modernização
que se observa atualmente nas refinarias de petróleo e com
o processamento de óleos pesados, característicos da
exploração brasileira, os investimentos na área
de refino têm sido direcionados, entre outros, para a adaptação
tecnológica das unidades de destilação. Com o
objetivo de ampliar a quantidade de óleo nacional processado
bem como produzir derivados mais nobres e atender aos padrões
de qualidade dos produtos, inúmeros estudos vem sendo desenvolvidos
nas áreas do processamento de óleo cru. Manter o processo
de destilação no ponto de maior lucratividade exige
sistemas de controle flexíveis e robustos para eliminar perturbações
de diversas naturezas desde as decorrentes de mudanças econômicas
como estratégias de mercado a perturbações locais
como a origem da carga de óleo cru processado.
Outra premissa consiste no investimento que é destinado a projetos
de excelência buscando maior segurança em todos os setores
de petróleo. Uma proposta para tal é o estímulo
da introdução de novas tecnologias em instrumentação
e controle de processos através da implementação
dos chamados instrumentos inteligentes fieldbus. A necessidade
de ter um controle preciso nos equipamentos em indústrias de
petróleo e petroquímicas é decorrente da grande
projeção destas empresas, da necessidade de sistemas
de controle mais seguros e eficientes, com demanda pequena de custos
e manutenção. Hoje, procura-se cada vez mais sistemas
de controle inteligentes que possam monitorar um processo de forma
automática e eficiente (Thomesse, 1998). Com a evolução
dos sistemas de controladores surge a tecnologia fieldbus, cuja aplicabilidade
está baseada na integralização de elementos simples
ao nível de chão de fábrica. Consistindo em uma
rede para os instrumentos utilizados no processo de automatização,
esta tecnologia de comunicação possui a finalidade de
distribuir a aplicação do controle, através de
rede industriais (Bentley 1995). Existem inúmeras possibilidades
de aplicação de fieldbus e esta tecnologia precisa ser
explorada.
Os aspectos citados incentivam a criação de novas propostas
na abordagem do controle bem como de estudos aprofundados na dinâmica
destes processos (mais especificamente a destilação).
Assim, buscando a formação e o aperfeiçoamento
de engenheiros direcionados à indústria de petróleo
e gás natural, desenvolveu-se uma unidade experimental piloto
de destilação. O objetivo consistiu em projetar, construir
e instrumentar esta unidade para a realização de ensaios
experimentais visando o estudo e a implementação de
técnicas avançadas de controle de processos em refinarias
de petróleo. |
FF DD x FDT/DTM
Origens, Características e Tendências |
Omar Sacilotto Donaires
Engenheiro Eletrônico, gerente do Grupo de
Sistemas da Smar |
Introdução
A era dos sistemas abertos
A indústria de computadores pessoais popularizou o sucesso
das soluções abertas, mostrando que sistemas compostos
a partir de dispositivos de fabricantes diferentes não só
são viáveis mediante a definição de padrões
abertos como também trazem aos clientes, usuários e
até mesmo aos pequenos fabricantes vantagens indiscutíveis.
Tanto que nem mesmo a indústria de automação
e controle de processos, que é por tradição conservadora,
não escapou de seguir esta moderna tendência, e foi sendo
dirigida pela pressão do mercado a definir padrões para
permitir soluções abertas.
Os grandes sistemas de automação eram até bem
pouco tempo soluções tipicamente proprietárias,
por causa das dificuldades técnicas para se implementar soluções
abertas, comumente tachadas de utópicas. Uma justificativa
conveniente para os grandes fornecedores de sistemas, porque suas
soluções proprietárias lhes permitiam manter
cativos seus clientes, de forma que se um desses clientes adquirisse
um dispositivo daquele fabricante ele teria que adquirir também
desde parafusos e chaves de fenda, até softwares de configuração,
manutenção e operação dos dispositivos,
e não raro até serviços de configuração,
instalação e assistência técnica. Uma razão
mais do que justa para que grandes fornecedores de soluções
proprietárias ignorassem ou tentassem retardar a era das soluções
abertas na área de automação e controle de processos
industriais, desacreditando tais soluções ao declará-las
utópicas.
Mas essa era chegou com a promessa de trazer para o chão de
fábrica os mesmos benefícios que os usuários
de computadores pessoais já conheciam. O maior apelo dos sistemas
abertos é a liberdade de escolha que proporcionam ao cliente
e ao usuário final. Se ele não está preso por
uma arquitetura proprietária ele tem à sua disposição
para escolha uma vasta gama de equipamentos e soluções
de diversos fabricantes.
Os fornecedores de equipamentos também são beneficiados
pela concorrência mais justa, porque se eles não têm
interesse em produzir sistemas eles podem continuar produzindo e aperfeiçoando
seus equipamentos de campo mediante a possibilidade deles serem utilizados
em sistemas de diferentes fabricantes, ampliando assim a aplicabilidade
e, portanto, o mercado dos seus equipamentos. |
| Convergência das redes industriais:
mapeando diferentes protocolos para a rede FF HSE |
Engº Rogério Souza da Mata
Departamento de Desenvolvimento Eletrônico
Smar Equipamentos Industriais Ltda |
1 Introdução
A integração do chão-de-fábrica à
rede corporativa usando a tecnologia ETHERNET como espinha dorsal
para todos os demais protocolos é cada vez mais comum. Outro
fato bem conhecido é que não há nenhum protocolo
de comunicação industrial que atenda a toda e qualquer
aplicação. Pelo contrário, a guerra dos Fieldbus
não tem vencedor. É natural que uma mesma planta use
diferentes tecnologias e protocolos para resolver problemas específicos.
Por exemplo, o controle de processos contínuos ou em batelada
pode ser resolvido de forma bastante eficiente com a tecnologia Foundation
Fieldbus H1 e HSE, enquanto que para intertravamento e automação
de máquinas a melhor solução para uma dada planta
pode ser DeviceNet. Uma característica muito importante requerida
do sistema é que as duas redes possam trocar informações
entre si de forma eficiente. Mais ainda, algumas vezes se torna necessário
que equipamentos e sensores nas duas redes troquem informações
entre si diretamente. Outras combinações de protocolos
estão se tornando cada vez mais comuns, incluindo HART, Profibus
DP e PA, Modbus RTU e TCP, AS-i etc.
A abordagem proposta neste artigo torna essa integração
bastante viável: o uso de gateways especializados conectando
equipamentos de protocolos específicos a uma rede HSE. Esses
gateways em geral mapeiam objetos (variáveis e parâmetros)
e eventos, de um protocolo a outro, criando bases de dados intermediárias
entre cada rede. |
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