| Edição 223 – Janeiro de 2001 |
| Gás natural poderá impulsionar crescimento do setor petroquímico |
| O gás natural poderá ser uma
das soluções para o crescimento do setor petroquímico no Brasil. Principalmente
porque existe um déficit atual de nafta – o Brasil importa atualmente 3,1
milhões toneladas por ano – e não está nos planos da Petrobras construir
novas refinarias. “Como existe um déficit de nafta, seguramente o gás é
uma das soluções para o crescimento da petroquímica no Brasil”, disse o
ministro Rodolpho Tourinho (Minas e Energia). O insumo já faz parte dos planos do Pólo Gás Químico do Rio de Janeiro e nas unidades produtoras de polietileno da Companhia Petroquímica Paulista. A Petrobras não descarta a possibilidade de que outros projetos utilizem o gás natural. “Além do Pólo Gás Químico, estamos analisando outras possibilidades”, disse o presidente da companhia, Henri Philippe Reichstul. De qualquer forma, a participação do insumo no setor ainda é pequena: quando o Pólo Gás Químico entrar em operação, 10% do eteno será produzido a partir do gás natural. Em países da América Latina, a participação do insumo representa 53% da matriz para produção do eteno, segundo dados da Tecnon. No México e na Venezuela, por exemplo, gás natural representa 100% da matriz energética. Sem contar que essa matéria-prima apresenta–se mais competitiva do que a nafta. “Passamos a ter gás natural recentemente, através de 30 milhões de metros cúbicos que vêm da Bolívia e de descobertas de nas Bacias de Santos e da Bahia”, justifica o ministro. Segundo Tourinho, a descoberta de uma grande reserva de gás, localizada na Bacia de Camamu, na Bahia, pode ser uma saída para a Copene. “É natural que se pense inicialmente na área petroquímica quando um campo é descoberto a 70 km da Copene”. Essa destino, no entanto, depende da caracterização do gás acumulado no campo, o que demanda pelo menos seis meses de novos estudos. “Precisamos achar mais gás, por isso estamos investindo em exploração”, finaliza Reicustul.. |
![]() Tourinho: Gás é uma das soluções para o crescimento da petroquímica no Brasil |
| De acordo com a pesquisa
“Demanda de Recursos Humanos para o Setor de Petróleo e Gás”, realizada
pela Organização Nacional da Indústria do Petróleo – Onip, serão criados
17.898 postos de trabalho especializado de nível médio, fundamental e superior,
no setor de petróleo e gás, até 2005. A Onip identificou 52 perfis mais demandados e afirma que, em quatro anos, 45.981 trabalhadores estarão ocupando essas funções, 63% a mais que no ano passado. A perspectiva é de já este ano serem contratadas, até dezembro, 3.334 pessoas — resultado dos projetos de parceria já assinados no primeiro round da ANP, e pela Petrobras. Desses 52 perfis, 8% são para pessoas que tenham o ensino fundamental completo; 44% ensino superior e 48% de nível médio. Cerca de 56% são para o Sudeste, 25% para o Nordeste, 13% para a região Sul, 5% para a Norte e apenas 1% para o Centro-Oeste do Brasil. Financiada pelo Plano Nacional de Ciência e Tecnologia do Setor de Petróleo e Gás Natural – CTPetro, a pesquisa foi realizada pela T.Consuting e participaram 32 empresas (sete companhias de petróleo e 25 fornecedores de bens e serviços). A demanda foi estabelecida considerando-se a média ponderada dos índices projetados pelas empresas participantes, estabelecidos pelo planejamento estratégico e cenário futuro definidos por elas. A principal meta da Onip foi sinalizar para as instituições de ensino qual será a demanda de profissionais especializados no setor, para os próximos anos. Eduardo Rappel, diretor geral da entidade, espera que estas possam incorporar novos cursos para que não exista grande diferença entre o que o mercado pede e o que as universidades e cursos técnicos oferecem. A preocupação é evitar a importação de mão-de-obra, a exemplo do que aconteceu no setor de telecomunicações que, segundo Rappel, importou mais de seis mil profissionais, apenas em 1999. A iniciativa da ONIP é louvável pois dá uma boa margem para cursos de pós-graduação e especialização se formarem. Mas limita-se a sinalizar, inclusive para o programa de bolsas da ANP. O diretor do DRM, Marco Aurélio Latgé, foi a Brasília discutir mudanças no currículos dos cursos de geologia do país, buscando, inclusive, junto com o Seinpe, fomentar o ensino à distância. Esperamos que o setor de ensino receba recursos suficientes para ajustar esse quadro. Caso contrário, a pesquisa servirá apenas para legitimizar a importação de profissionais. |
![]() Rappel: preocupação é evitar a importação de mão-de-obra |
![]() Luiz Fernado (DNV Principal) recebe o prêmio de Antônio Luiz de Menezes, diretor da Petrobras (esq)
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Referencial
de mercado O presidente da Petrobras mostrou-se contente ao ser informado da grande importância que o mercado dá ao Prêmio Petrobras da Qualidade. “O Prêmio é uma referência, já que a Petrobras é rigorosa no cadastramento de seus fornecedores e na verificação da qualidade dos produtos que recebe. Não conseguimos imaginar uma Petrobras com qualidade sem que existam fornecedores que trabalham com qualidade”, disse Reichstul. A Geral Engenharia mantém cerca de 1500 pessoas trabalhando em manutenção de instalações em áreas de produção de petróleo e gás, montagem industrial, construção de oleodutos e gasodutos em instalações da Petrobras. “Cada vez que você alcança um degrau, aumenta a responsabilidade, porque você, no mínimo, tem que continuar nele”, disse Antonio Marcelo Oliveira, diretor operacional da Geral Engenharia. “O maior reconhecimento que podemos ter é o que vem do cliente”, explicou Marco Antônio Castello Branco, CEO da Vallourec & Mannesmann Tubes do Brasil, premiada por Produção Contínua. Desde 1954, a V&M produz tubos de aço. “Participamos do desenvolvimento do setor de petróleo no Brasil desde o primeiro poço perfurado no Brasil, acompanhamos todo o esforço tecnológico que a Petrobras fez na engenharia de perfuração”, completa Marco Antônio. Só no ano passado, a V&M investiu US$ 18 milhões em uma nova unidade de tratamento térmico de tubos de aço, devido ao aquecimento da atividade petrolífera no Brasil. “Estamos trazendo tecnologia para laminação de tubos de cromo, para serem utilizados nas áreas de corrosão, e conexões especiais de selo metálico, para serem utilizados nas colunas de petróleo de altíssimas solicitações mecânicas”, anuncia o CEO da empresa. A Transcontrol, que fornece sistemas para a Petrobras desde 1980, foi premiada na categoria Instrumentação. “Pela nossa dedicação, de estar sempre prontos a servir, alcançamos o Prêmio”, comemorou Geraldo Pfaltzgraff, diretor presidente da Transcontrol. A empresa produz equipamentos destinados a produção offshore, como sistemas para medição de temperatura e pressão em árvore de natal molhada e manifold, sistema de destravamento rápido e válvulas especiais para controle. “Para uma indústria nacional, esse prêmio representa uma promoção direta do que a empresa faz, reconhecida por uma firma como a Petrobras, que é a maior do país”, disse Geraldo. A DNV Princípia foi premiada na categoria Estudos e Projetos, por seus estudos de confiabilidade e análise de riscos feitos em várias unidades da Petrobras entre 1998 e 2000. “O Prêmio é um reconhecimento de que o trabalho que foi feito agregou valor ao que estava sendo desenvolvido pela Petrobras”, avalia Luiz Fernando Seixas de Oliveira, gerente da DNV Princípia. A Princípia foi responsável pela introdução de metodologias pioneiras na área de risco e engenharia de confiabilidade no Brasil. “Pioneirismo é uma das características que levou a empresa a ganhar o Prêmio. Além disso, a qualidade dos recursos humanos e excelência em processo pode ser traduzido em oferecer soluções a desafios que eram apresentados pela Petrobras”, explica José Paulo Pontes, gerente geral da DNV América do Sul. “Em outras palavras, a qualidade na DNV Princípia é rotina”, completa Samuel Barbosa, gerente de novos negócios da DNV no Brasil. |