ARTIGO TÉCNICO –  Edição 225 – Abril de 2001
 Sistema integrado de gerenciamento de informações de meio ambiente e segurança industrial
O presente trabalho mostra os critérios de desenvolvimento e as etapas de implementação de um Sistema Corporativo de Informações de Segurança Industrial ( SISIN) implantado na Petrobras – Petróleo Brasileiro S.A como ferramenta de gestão gerencial. O sistema em questão envolve cerca de 40 unidades em nível de sede e operacionais abrangendo um universo de 35.000 (janeiro/2000) empregados próprios, empregados de empresas contratadas e possui cerca de 70.000 registros no período de 1985 a 2000 (janeiro) entre registros de acidentados com lesão e registros de ocorrências anormais.
A engenharia de desenvolvimento do banco de dados utilizou os conceitos preconizados nas normas de Qualidade da série ISO-9000 no que diz respeito da aplicação mais abrangente da definição de “não - conformidade”. Não obstante, levou-se também em consideração os critérios da Norma Brasileira de Cadastro de Acidentes NBR-14.280 [1] da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT),como também das normas internacionais que serviram de suporte para elaboração das tabelas inseridas no Sistema.
O presente trabalho tem por objetivo demonstrar a importância gerencial de se ter um Sistema de Informações desse porte, uma vez que premissas básicas utilizadas para sua concepção tais como: velocidade de processamento dos dados introduzidos, disponibilidade de dados em tempo real, conceitos e indicadores nacionais e internacionais foram empregados e são necessários estrategicamente, quando vislumbra-se um cenário de globalização e no qual a qualidade da informação e a produtividade são elementos cada vez mais requeridos nesse contexto e são fatores fundamentais para a sobrevivência empresarial.
 

 DST em poços profundos de gás de alta produção na Bolivia – planejamento e meio ambiente
O Bloco de San Alberto, no sul da Bolívia, possui geologia complexa devido ao alto tectonismo das zonas sub-andinas. Nos poços deste bloco o DST – teste de formação a poço aberto, é um importante instrumento para comprovar os potenciais de produção. Para viabilizar o DST, o planejamento é o ponto chave, como foi feito no poço SAL X-11 (San Alberto Exploratório 11), e o produto do planejamento é um programa detalhado, feito com a participação de profissionais tanto da companhia operadora, quanto das companhias de serviço. Os reservatórios são fraturados, de alta produtividade, de mais de 400 m de espessura, a profundidades maiores que 4.000 m, e os poços totalizam custo de cerca de US$ 30 milhões e potenciais de produção de 2 milhões de m3/dia. O programa de teste foi previamente discutido e distribuído para todas as partes envolvidas na operação, com especial atenção para medidas de segurança, de meio ambiente e de contingência. O poço foi testado chegando a vazão de 1,48 MMm³/dia de gás e 141 m³/dia de condensado. Desmoronamento ocorrido durante o fluxo interferiu no teste e no amortecimento do poço que foi demorado. Toda a operação levou 17 dias e custou cerca de US$ 1,4 milhões.