| Edição 225 – Abril de 2001 |
| Indústria química brasileira evolui em responsabilidade ambiental |
| A Comissão de Atuação Responsável
da Associação Brasileira das Indústrias Químicas – Abiquim está preparando
os primeiros casos de Avaliação por Terceiros, a exemplo do que acontece
em países como EUA, Canadá e Austrália. Essas nova prática baseia–se num
sistema de avaliação externa, no qual participam, além dos próprios funcionários,
técnicos da própria Associação e indivíduos da comunidade. Esse é mais um passo que a indústria química brasileira dá em direção aos benchmarkings internacionais. “O Brasil está entre as nações que mais evoluem. Os países que têm uma estrutura industrial mais desenvolvida, e programas mais adiantados, são os que primeiro implantaram o Responsible Care. O que diferenciava o Brasil em relação a eles era essa Verificação por Terceiros. Como este ano estaremos fazendo isso, tenho impressão que estamos chegando mais perto dos que estão à frente no ranking”, explica Marcelo Kós, coordenador da Comissão de Atuação Responsável da Abiquim. Marcelo explica que a Avaliação por Terceiros não chega a ser uma auditoria, mas também não se restringe à usual auto–avaliação. Uma empresa certificadora de sistemas de gestão – ou até mesmo um pool dessas empresas – estará preparando um questionário junto com os membros da Comissão de Atuação Responsável, que será aplicado pela equipe verificadora. “Estamos envolvendo nessa equipe funcionários da empresa, técnicos de empresas associadas da Abiquim, membros da comunidade e, a critério da empresa verificada, outras pessoas que sejam úteis. Tome como exemplo uma indústria localizada na região de Campinas: ela poderá convidar um professor da Unicamp para integrar a equipe”. Outra novidade que a Comissão de Atuação Responsável irá apresentar neste ano é a pesquisa de opinião pública sobre a imagem da indústria química, que deverá ficar pronta até o 5º Congresso de Atuação Responsável, a ser realizado em São Paulo, no mês de agosto. O objetivo da pesquisa é identificar não apenas a imagem das empresas do ponto de vista de seus vários públicos – clientes, comunidade, funcionários – e a dissonância com a situação real. “A pesquisa que estamos fazendo busca não apenas identificar como é a imagem, mas o que seria necessário fazer, na visão dos entrevistados, para que a imagem se alterasse”, explica Marcelo Kós. Com base nos resultados apresentados pela pesquisa, o coordenador da comissão acredita que as empresas possam iniciar várias ações objetivando responder aos anseios de seus públicos já a partir deste ano. O relatório que a Comissão está preparando para apresentar no Congresso trará ainda informações sobre as metas em relação aos indicadores de desempenho traçadas pela indústria. Além de possibilitar uma avaliação de quais indicadores estão sendo trabalhados com maior intensidade – e quais são as prioridades das empresas – esse relatório vai possibilitar às empresas terem uma idéia das ações que serão executadas por seus pares. “Isso motiva as empresas a trabalharem de forma mais sistematizada”, justifica Marcelo Kós. Princípios Diretivos Online A partir deste ano, a página do Atuação Responsável na Internet vai estar agregando mais valor ao associado da Abiquim. O primeiro serviço a ser instalado no site é a sala de bate–papo, que vai propiciar a troca de informações sobre o desenvolvimento do programa nas diversas indústrias químicas filiadas da associação. Outra novidade será a implantação dos Princípios Diretivos de Atuação Responsável Online. “Vamos implantar todos os guias, juntamente com a legislação relacionada às práticas”, adianta Marcelo Kós. A maneira interativa dos Princípios vai permitir, por exemplo, que os membros acrescentem sugestões e exemplos de desenvolvimento dos princípios em suas empresas. “São ferramentas simples, que esperamos facilitar a vida das pessoas e deixar o Atuação Responsável mais próximo da empresa”. |
![]() Marcelo Kós: a indústria brasileira está entre os países que mais evoluem:
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