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O e-business da Petrobras, ou melhor,
seus negócios eletrônicos, possuem duas vertentes: a da companhia comprando
no mercado mas também vendendo seus produtos. Esta segunda é o B2B, o
Canal Cliente (veja matéria na edição de fevereiro / março deste ano),
com software e estratégia próprios. A vertente da compra chamamos e-procurement
que, na Petrobras, engloba quatro operações: o e-design, transações de
projeto realizadas eletronicamente, que é uma funcionalidade ainda a ser
desenvolvida tecnologicamente no mundo; o e-sourcing , busca e manutenção
das melhores fontes, maneiras e formas da obtenção de materiais ditos
“chave” da empresa, principalmente no tocante à grande quantidade de transações
que ocorrem com eles; a compra em si;e o planejamento eletrônico das necessidades
dos materiais da empresa. Por materiais, entenda-se tudo o que se necessita
para as operações e manutenções na empresa: rolamentos, compressores,
bombas, permutadores de calor, produtos químicos, catalisadores... do
parafuso à plataforma. Em primeiro, serão “virtualizados” os materiais,
mas logo depois os serviços entrarão nessa “rede” já que estes apresentam
dificuldades de padronização de descrições e precisam de regras mais complexas.
“O portal eletrônico em construção vai possibilitar três maneiras de comprar.
A primeira é a já conhecida licitação, com carta-convite. A segunda é
a compra diretamente dos catálogos eletrônicos dos fornecedores, que será
oriunda de contratos de longa duração permitindo que o usuário solicite
os materiais diretamente dos fornecedores, não necessitando passar a todo
o momento pela área de compras – que se torna mais rápida e eficiente.
A terceira, mais recente e ainda não totalmente digerida pelo mercado,
é o leilão reverso”, comenta Paulo Afonso dos Santos, gerente de e-procurement.
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