Edição 226 – Maio de 2001
 Petrobras vai às e-compras

Paulo Afonso: portal eletrônico vai possibilitar carta-convite, tomada de preços e leilão reverso

O e-business da Petrobras, ou melhor, seus negócios eletrônicos, possuem duas vertentes: a da companhia comprando no mercado mas também vendendo seus produtos. Esta segunda é o B2B, o Canal Cliente (veja matéria na edição de fevereiro / março deste ano), com software e estratégia próprios. A vertente da compra chamamos e-procurement que, na Petrobras, engloba quatro operações: o e-design, transações de projeto realizadas eletronicamente, que é uma funcionalidade ainda a ser desenvolvida tecnologicamente no mundo; o e-sourcing , busca e manutenção das melhores fontes, maneiras e formas da obtenção de materiais ditos “chave” da empresa, principalmente no tocante à grande quantidade de transações que ocorrem com eles; a compra em si;e o planejamento eletrônico das necessidades dos materiais da empresa. Por materiais, entenda-se tudo o que se necessita para as operações e manutenções na empresa: rolamentos, compressores, bombas, permutadores de calor, produtos químicos, catalisadores... do parafuso à plataforma. Em primeiro, serão “virtualizados” os materiais, mas logo depois os serviços entrarão nessa “rede” já que estes apresentam dificuldades de padronização de descrições e precisam de regras mais complexas.
“O portal eletrônico em construção vai possibilitar três maneiras de comprar. A primeira é a já conhecida licitação, com carta-convite. A segunda é a compra diretamente dos catálogos eletrônicos dos fornecedores, que será oriunda de contratos de longa duração permitindo que o usuário solicite os materiais diretamente dos fornecedores, não necessitando passar a todo o momento pela área de compras – que se torna mais rápida e eficiente. A terceira, mais recente e ainda não totalmente digerida pelo mercado, é o leilão reverso”, comenta Paulo Afonso dos Santos, gerente de e-procurement.