O sucesso de um prospecto exploratório
depende fortemente da avaliação do risco geológico. A sísmica 3D, a modelagem
estrutural e geotérmica melhoraram a avaliação dos riscos associados a presença
de reservatórios, geometria das trapas e geração de hidrocarbonetos.
O objetivo deste artigo é apresentar a modelagem de geopressões como uma
ferramenta eficaz para avaliação dos riscos associados a migração e retenção
de hidrocarbonetos. Fazendo uso de velocidades sísmicas, perfis sônicos,
dados de pressão e equações geomecânicas, o método permite a elaboração
de um modelo integrado de geopressões.
A aplicação deste método permitiu a predição das pressões geostáticas, de
fratura, de poros e tensões efetivas. Os resultados, integrados à interpretação
sísmica, consolidaram um modelo preditivo de geopressões. Este trabalho
ilustra a eficiência do método com dados das bacias de Santos e Sergipe/Alagoas.
Do ponto de vista exploratório, estes estudos mostram a importância da interface
entre os regimes hidrostático e geopressurizado no controle da migração
e retenção de hidrocarbonetos. O presente estudo também revelou uma relação
lógica entre sobrecarga e a reologia de seções sedimentares. |