| Edição 228 – Junlo de 2001 |
| ANP arrecada R$ 595 milhões e já prepara Round 4º |
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A Terceira Rodada de Licitações
de Áreas de Exploração de Petróleo e Gás da Agência Nacional do Petróleo
não teve apenas uma arrecadação recorde; na verdade, mais sete empresas
privadas entram na corrida de exploração dos recursos brasileiros. Antes,
36 já estavam explorando o território a procura de petróleo. E as que
entraram neste leilão, fizeram questão de mostrar o seu poder de fogo.
A alemã Wintershall investiu R$ 83 milhões; a norueguesa Statiol R$ 5
milhões; a dinamarquesa Maersk R$ 614 mil, a Kock, R$ 1,8 milhão e as
americanas Phillips e Samson, somaram mais de R$ 155 milhões de investimentos.
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| El Paso firma compromisso com o país
A El Paso não fez feio no 3º Round de licitações da ANP. Adquiriu no total quatro blocos. Seu compromisso com o Brasil é de tal ponto que no primeiro dia do leilão, 19 de Junho, inaugurou um novo escritório no Rio. No total a El Paso tem 7 blocos operando no Brasil: dois no Paraná, dois na Bahia, um em Santos, um no Espírito Santo e outro no bloco de Pará-Maranhão. A empresa já investiu mais de um bilhão de dólares no país. Eles querem criar aqui o mesmo tipo de operação verticalizada que realizam nos Estados Unidos. Sendo uma das maiores companhias de coleta de gás natural norte-americana, a El Paso pretende produzir, transportar e construir usinas termelétricas. O gás produzido irá ser vendido para quem quiser e precisar. Os blocos adquiridos nessa rodada foram o BM-ES-5, no Espírito Santo sendo a Petrobras como operadora, o BM-ES-6, também no Espírito Santo, o BM-S-13, em Santos, o BM-CAL-5, em parceria com a Petrobras, Queiroz Galvão e Petroserv. A empresa se mostrou disposta a operar em todos os novos blocos. O valor mais alto pago pela a El Paso em um bloco foi de R$ 52.243.729 para o BM-S-13. “Demos essa oferta alta por causa da competição. As outras empresas eram grandes, como a BHP e a Maersk, e nós realmente queríamos esse bloco” explica o vice presidente Harvey Klingensmith. |
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| Phillips: de novata a campeã da 3ª
Rodada A Phillips foi a grande vencedora do 3º Round de licitações da ANP. No total a empresa gastou R$ 154.067.550 em dois blocos. Até então desconhecida no mercado brasileiro, a empresa surpreendeu a todos com o alto valor de suas aquisições em solo nacional. Segundo o diretor geral no Brasil Bob Fryklund quem entra em uma disputa como essa, é para ganhar. Os blocos adquiridos pela Phillips foram BM-PAMA-3, localizado na Bacia Para-Maranhão e o BM-ES-11, localizado na Bacia do Espírito Santo. O segundo bloco foi adquirido em preço recorde: R$ 117 milhões. “Nós já estavamos estudando esse bloco a um ano e ele é muito promissor” explica Fryklund. A empresa participou do 2º Round, mas perdeu para Shell. A Phillips é a segunda maior refinaria do Estados Unidos. Ela se dedica a atividades como exploração e produção de óleo e gás em todo o mundo, assim como a coleta e processamento de gás natural no seu país de origem. A empresa tem participação acionária na Duke Energy Field Services, que cuida da comercialização do gás, e na Chevron Phillips Chemical Company, fábrica de produtos químicos e matéria plástica. A exploração e produção são o maior segmento da companhia. Só no ano de 2000 a E&P tinha 14 bilhões de dólares ativos em dezembro, e 31 países foram explorados, como Canadá, Nigéria e Venezuela. A produção média de óleo cru desse ano foi de 437 mil barris por dia e de gás natural foi de aproximadamente 1,4 bilhões de pés cúbicos por dia. A Phillips comprou em abril do ano passado a Arco’s Alaskan, dobrando suas reservas de hidrocarbonetos.Espera-se que esse número aumente nos próximos anos, tornando o Alasca a principal área de produção, sendo seguida pelo complexo de Ekofisk, no setor norueguês do Mar do Norte. Esse ano a Phillips está concentrando seus projetos no Alasca e em países no continente americano, bem como projetos de desenvolvimentos de gás no Mar do Timor e projetos no campo PL-19-3 na Baía de Bohai da China. No Brasil, a companhia pretende ainda este ano fazer os estudos geológicos e geofísicos nos dois blocos adquiridos. “Queremos que nossa estadia no Brasil seja longa e duradoura” diz Bob Fryklund. |