Edição ESPECIAL 231 – Outubro de 2001

Desenvolvimento de briquetes de coque verde petróleo

Em Junho/2000, a partir do interesse da PETROBRAS DISTRIBUIDORA, foi aberto no CENPES o Projeto de Pesquisa Briquetagem de Finos de Coque, com objetivo de desenvolver metodologia que permitisse viabilizar a produção, em escala industrial, de cerca de 2000 toneladas de Briquetes de Finos de Coque Verde de Petróleo. Esta produção foi dimensionada para viabilizar a realização de testes industriais de briquetes nos setores siderúrgicos e de cerâmica vermelha, onde o produto seria um material alternativo ao carvão vegetal, coque metalúrgico e lenha, empregados como redutores e como combustível sólido(1).
Esse estudo propiciou a PETROBRAS DISTRIBUIDORA o domínio da tecnologia de produção de briquetes em escala industrial, empregando ligantes derivados de petróleo, produtos mais adequados economicamente para este fim. Além deste aspecto positivo, cabe ressaltar que esta tecnologia permite agregar valor a fração de finos 0 a 3 mm do coque verde de petróleo, abrindo novos mercados por aumentar a oferta de um produto de qualidade diferenciada.
O anúncio oficial do emprego desta tecnologia por parte da PETROBRAS DISTRIBUÍDORA ocorreu no II Seminário de Coque Verde, realizado pela COMPANHIA DO SABER em Março/2001 no Hotel Glória RJ, onde despertou o interesse de grupos importantes do setor siderúrgico. As principais vantagens deste novo produto são os baixos teores de cinzas, a granulometria uniforme, alta resistência mecânica, e elevado poder calorífico quando comparado às frações de carvão vegetal, carvão mineral e coque verde com as mesmas dimensões.
Este estudo também revelou que será possível apropriar a resistência mecânica dos briquetes às necessidades requeridas para cada aplicação, possibilitando adequar desta forma, o preço do briquete por tonelada às condições econômicas de cada mercado. Cabe citar como exemplo os briquetes destinados ao setor ceramista na substituição à lenha onde seriam empregados como combustível sólido, pois, neste caso, possuir elevada resistência mecânica não é requisito imprescindível, abrindo desta forma espaço para ligantes alternativos mais baratos.
Vale informar que o processo de briquetagem foi introduzido nos anos cinqüenta, impulsionado pelo setor siderúrgico(2), com o objetivo de testar coque com forma padronizada em alto-fornos. Países como a Alemanha, Polônia, Canadá, Romênia, França, Japão e União Soviética foram os primeiros a estabelecerem unidades experimentais semi-industriais de produção de coque com forma padronizada. Após a década de sessenta existiam mais de 20 tipos de tecnologias de produção de coque com forma padronizada.

Desenvolvimento de aços API 5L X70 e X80

Nos últimos anos, a demanda por tubos sem costura com graus superiores aos API 5L X60 e X65, tradicionalmente empregados até o momento, para aplicação em risers rígidos de produção e exportação, além de oleodutos e gasodutos, tem aumentado. No caso de tubos sem costura, o grande desafio consiste em conciliar a obtenção de propriedades mecânicas de graus X70 e X80, em tubos temperados e revenidos, com valores de carbono equivalente suficientemente baixos para permitir uma boa soldabilidade. O presente trabalho transcreve os desenvolvimentos conduzidos pela Vallourec e Mannesmann Tubes - V & M do Brasil para a produção de tubos sem costura de graus X70 e X80 para diâmetros menores que 219,1mm ( 8 5/8” ) e com até 14,3mm ( 0,562” ) de espessura de parede. São apresentados dados de resistência à tração, impacto e dureza. Ensaios de fissuramento por hidrogênio foram conduzidos, uma vez que, para algumas aplicações, em ambientes mais agressivos, torna-se imperativo para o desempenho satisfatório do material uma boa resistência a esse mecanismo de fragilização. Paralelamente, foram avaliadas as propriedades mecânicas, os aspectos metalográficos e a integridade física de juntas soldadas. Os resultados obtidos até o momento são promissores, indicando uma boa adequação dos produtos às aplicações pretendidas.

Ensaios não destrutivos para inspeção de tubos de aço sem costura da Vallourec & Mannesmann do Brasil

Tubos de aço sem costura são produtos de alta qualidade, com um largo campo de aplicação muitas vezes em áreas que requerem alta confiabilidade.
Para assegurar um elevado grau de qualidade e de uniformidade dos produtos, além de um controle de processo constante, inspeções rigorosas são requeridas, empregando-se para tal uma combinação de vários testes destrutivos, não destrutivos e sistemas de medição adequados, corretamente posicionados ao longo do fluxo nas diversas linhas de produção.

O papel da sílica no tratamento da água
Este artigo abordará a teoria e a prática da troca iônica aplicada à remoção de sílica presente nas águas de alimentação dos sistemas de desmineralização. Também discutiremos o uso dos processos de membranas de osmose reversa e ultrafiltração para remoção da sílica.