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Dados de reflexão acústica do fundo submarino
obtidos na margem continental entre Cabo de São Tomé (RJ) e Arroio Chuí
(RS) foram utilizados para a caracterização dos sedimentos depositados
entre as cotas batimétricas de 50 e 1500 m. Esses dados foram obtidos
durante os cruzeiros oceanográficos 2 e 3, do Programa de Avaliação de
Potencial Sustentável de Recursos Vivos na Zona Econômica Exclusiva –
REVIZEE, Ministério do Meio Ambiente, dos Recursos Hídricos e da Amazônia
Legal (MMA), a bordo do Noc Atlântico Sul da Fundação Universidade Federal
do Rio Grande (FURG). Os valores de reflexão acústica do fundo submarino
foram comparados e correlacionados à descrição de 3.036 amostras de sedimentos
superficiais. Essa correlação permitiu uma classificação dos sedimentos
segundo suas características acústicas e granulométricas.
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O imageamento estocástico é um processo através do qual alternativas
e equiprováveis imagens da distribuição espacial da variável de interesse
são geradas. Todas essas imagens devem honrar em suas localizações não
apenas o atributo principal, mas também a informação indireta associada.
Métodos probabilísticos computacionais são os componentes chaves da análise
estatística no imageamento estrutural. No enfoque probabilístico para
sistemas inteligentes, relações entre variáveis são delineadas através
de probabilidades condicionais. Esta não é uma prática pouco comum – mesmo
antes dos avanços e desenvolvimentos dos métodos computacionais – com
vias à divisão da imagem em características do núcleo e analisar os dados
como se estes subconjuntos de imagens fossem amostrados de uma forma independente
e disjuntos. Este tipo de análise pode não ser verossímil quando se utiliza
parte da informação geofísica fornecida por alguma variável que seja correlacionada,
deixando desta forma, de ser suficientemente poderosa na inferência precisa
do mecanismo geofísico.
A proposta desta pesquisa é explorar o método espacial de Cadeias de Markov
– Monte Carlo (MCMC), através da metodologia Bayesiana, fornecendo soluções
práticas geoestatística em geofísica, estendendo-se a estruturas complexas.
Na realidade, no que tange aos problemas geoestatísticos, implementações
confiáveis de MCMC não são problemáticas. O algoritmo Bayes+Markov, proposto
em [4] e desenvolvido aqui, permite uma completa atualização da informação
indireta (distribuição a priori) pela caracterização da estrutura espacial
dos dados ditos “soft” e isto não requer qualquer outro esforço de modelagem
além daqueles que são demandados na Krigagem Indicatriz Múltipla. Esta
abordagem permite gerar uma distribuição de probabilidade a posteriori
para qualquer valor não observado, distribuição esta que deve ser condicional
em ambos os tipos de dados: soft (indireto) e hard (direto).
Um estudo de caso, baseado em um conjunto sintético realístico, que concatena
a distribuição conjunta no espaço bidimensional (2D), mostra que esta
metodologia pode produzir excelentes resultados a um baixo custo computacional.
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