| Edição 234 – Fevereiro de 2002 |
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GLP: A hora da virada |
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Ocupando a maioria dos lares das
famílias brasileiras e com uma produção de 1 bilhão de litros por mês,
o GLP, largamente conhecido como “gás de cozinha”, devido à sua principal
aplicação como gás para cocção de alimentos - estimada em mais de 90%
da demanda brasileira - é estrela de um momento de competição que se instalou
na indústria nacional, mais especificamente entre cerca de 20 empresas
que o comercializam, segundo registros da ANP. O GLP é uma energia disponível,
que não requer investimentos em infra-estrutura ou linhas de transmissão,
como o gás natural ou a energia elétrica. E é, segundo especialistas do
setor, uma alternativa de curto prazo para amenizar a crise atual de energia,
que poucos acreditam estar resolvida. Além disso, é um combustível amigável
ao meio ambiente. O Brasil ocupa o 5º lugar no ranking mundial dos maiores
consumidores de GLP. Livre do subsídio amplo, o GLP deixa de ser considerado
submercadoria e passa a ser commodity sem estar sujeito a tabelas de preços
e distribuição regulada por portarias com o consumidor podendo ter, enfim,
a possibilidade de escolher novas ofertas. |
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Quem está no mercado do GLP
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| A Ultragaz possui um market share de 19%, e é a segunda
maior distribuidora de GLP no Brasil. Nos últimos anos vem investindo na
expansão de sua área de atuação, e no UltraSystem, um sistema de entrega
a granel de GLP ao segmento comercial e industrial, que utiliza o GLP para
outros fins além de cocção doméstica, principalmente como fonte energética.
Nos últimos dois anos foram inauguradas três novas bases de engarrafamento
de GLP para distribuição ao segmento residencial, localizadas em Goiânia,
Fortaleza e Rio de Janeiro. No ano de 2002 a empresa deverá inaugurar mais
uma base de engarrafamento em Betim. A empresa acredita que seu correto
posicionamento estratégico, e o grande espaço que o GLP pode ocupar na cadeia
energética brasileira, dada sua portabilidade e seu benefício como fonte
energética limpa e com custos competitivos, alavancarão suas vendas nos
próximos anos. A Liquigás começou a operar no Brasil em 1953, quando passou a engarrafar e distribuir Gás Liqüefeito de Petróleo (GLP). Em 1981, a Agip - multinacional italiana pertencente ao Grupo ENI (Ente Nazionale Idrocarburi) comprou a Liquigás, transformando-se em AgipLiquigás. Em dezembro de 2000, a AgipLiquigás mudou sua razão social para Agip do Brasil S.A. Hoje, são 25 unidades industriais de engarrafamento, 29 depósitos comerciais e uma ampla rede com mais de 14.000 revendedores, que permitem à Agip atender, por mês, mais de 35 milhões de consumidores dos pontos mais distantes do Brasil, empregando o mesmo nível de qualidade e segurança. Além de gás para uso doméstico, a Agip fornece produtos e serviços para todos os setores da indústria e do comércio. Por uma questão de tradição e respeito conquistado junto aos consumidores da Companhia, no Sul, no Sudeste e no Centro-Oeste do país, os produtos levam a marca Liquigás. Nas regiões Norte e Nordeste, a distribuição do gás é feita com as marcas Tropigás e Novogás. Toda essa estrutura, aliada a importância dada à tecnologia, à segurança e principalmente ao consumidor, levou a Agip à liderança do mercado de GLP com 21% de participação. A Shell Gas produz GLP há mais de 60 anos. A ampliação da sua participação no mercado brasileiro de GLP se deu com a aquisição da Petrogaz e da Pampagás e, segundo a empresa, representa o início da concretização de um objetivo, que é seguir a própria trajetória do Grupo Shell, líder mundial na distribuição de GLP. A vinda da Shell Gas ao Brasil tornou-se possível somente após o decreto do Código de Auto-Regulamentação, em 1996, que passou a obrigar as distribuidoras de GLP a envasar somente botijões de sua própria marca. A Shell Gas, entre as opções de estratégia de entrada no mercado, optou pela aquisição da Petrogaz, em 1997, sinalizando o pontapé inicial para a construção de um projeto de vanguarda na comercialização de GLP no Brasil. Em 1998 a empresa foi pioneira no sistema de franquias na distribuição de GLP. Ainda em 1998, a Shell construiu a primeira planta no Nordeste, em Salvador, e começou a distribuir na Bahia e Sergipe, aumentando a área de atuação. Em março de 1999, foi lançado o Big Foot (BF) nas bases de Paulínia, Salvador e São José dos Campos: um botijão de 13 Kg especialmente projetado para durar mais e aumentar a sua segurança. Hoje a Shell tem, aproximadamente, 250 franqueados distribuídos em 12 estados. |