Os gasóleos oriundos dos petróleos da Bacia de Campos, hoje responsável
por cerca de 70% a 80% da produção nacional, têm características peculiares
bem distintas daqueles provenientes de petróleos árabes já bastante
conhecidos mundialmente. Por isso, torna-se necessário o conhecimento
do comportamento desses óleos em processos tradicionais, como é o
caso do hidrocraqueamento.
A Petrobras, em parceria com o Instituto Francês de Petróleo (IFP),
executou estudos em unidades piloto com o objetivo de desenvolver
um processo de hidrocraqueamento adequado aos gasóleos nacionais.
Este processo, além de produzir destilados médios de alta qualidade,
que atendem a todos os requisitos impostos pela legislação ambiental
vigente, gera cargas adequadas à produção de óleos lubrificantes do
grupo II, sendo este seu grande diferencial, pois permite a utilização
de crus nacionais em lugar dos importados hoje empregados para a produção
de tais óleos.
O objetivo desse trabalho é mostrar os resultados obtidos em unidades
piloto, os esquemas de processo utilizados nos projetos básicos desenvolvidos
pela Petrobras em parceria com o IFP, bem como o impacto da qualidade
da carga na economicidade do processo. |
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NA EDIÇÃO IMPRESSA
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Petro & Química - Edição
237
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