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Uma coisa chama a atenção da Plataforma Central de
Enchova: estar na rota das comitivas (o que significa estar apta
para receber visitas). Por lá já passaram até
os ex-presidentes João Batista Figueiredo, em 1984, e José
Sarney, em 1987.
Até aí nada fora do comum, a não ser por um
detalhe: a plataforma sobreviveu a dois acidentes no primeiro,
em 1984, 37 trabalhadores morreram e outros 17 ficaram feridos após
uma explosão. Quatro anos mais tarde um incêndio destruiu
a plataforma.
A Petrobras reconstruiu a unidade e hoje, passados 15 anos, ela
está lá, produzindo diariamente 28 mil barris de petróleo
26º API. Instalada em uma lâmina dágua de
119 metros, a plataforma recebe a produção de 40 poços
sendo 5 produtores de gás natural não associado.
Até mesmo os poços 33 e 19 a causa dos acidentes
de 1984 e 1988, repectivamente ainda estão lá,
produzindo.
A capacidade de produção da plataforma é de
40 mil barris diários e 850 mil m³ de escoamento de
gás. Além de poços ligados diretamente, à
plataforma estão conectados outras três linhas, que
concentram a produção de 20 poços. Chegar
com 20 linhas de produção seria um custo elevado,
explica o gerente da plataforma, Jorge David Pereira Silva.
Por sua capacidade de transferência (95 mil barris), a Plataforma
Central de Enchova ainda recebe parte da produção
de três outras unidades (P-7, P-8 e P-15). Aqui o óleo
é separado do gás são quatro vasos separadores
bifásicos e segue para a vizinha SS-06, onde a água
é separada. A Petrobras estuda implantar uma planta
separadora de água na PCE ou fazer um upgrade na SS-06, dentro
do projeto de enviar o óleo com volume de água menor
que 1%, conta David.
O gás que sai com uma pressão média
de 8 quilos passa pelos compressores, elevando sua pressão
para 110 quilos. Parte desse gás é reinjetado nos
poços, mas uma quantidade entre 700 mil m³ e 800 mil
m³ diários segue para o continente.
Tecnologia para produzir petróleo
A plataforma serve de laboratório para o Mac Manifold
um robô submarino que passeia sobre o manifold abrindo e fechando
seis poços de acordo com os comandos definidos da plataforma.
O protótipo está em teste há três
anos. Se der certo, vai ser implantado em outras unidades da Bacia
de Campos, informa o coordenador de manutenção
da Plataforma de Enchova, Gilmar do Espírito Santo Carvalho.
Toda a planta é gerenciada por um Controlador Lógico
Programado CLP, instalado na plataforma, que controla cerca
de três mil pontos. Os sensores instalados por toda a unidade
enviam sinais para esse CLP que responde por alarme e intertravamento
e daí para a estação central de controle
em que o operador monitora toda a planta.
Quando ocorre uma anomalia na área, o sinal vem para
o PLC, que processa e emite um sinal informando aos operadores.
Se for um sinal de alarme, o operador toma a ação.
Se for um sinal de emergência, como pressão muito alta,
o sinal trava o processo, explica Gilmar.
Desde a entrada do petróleo nos risers até a saída
da plataforma, o controle do escoamento é feito na própria
unidade, através dos medidores todo o processo também
é monitorado por terra.
Está nos planos da Petrobras fazer um retrofit da automação
na Plataforma Central de Enchova até 2006 até
agora, apenas a Rockwell estudou a situação atual
da unidade, visando propor um nova automação do processo.
O projeto de modernização faz parte de um plano maior
da Petrobras, de padronizar a automação de todas as
plataformas da Bacia de Campos entre 2004 e 2006.
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