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ARTIGOS TÉCNICOS Edição
255 - Dezembro de 2003
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| A indústria química: as ameaças como geradoras
de oportunidades para o desenvolvimento |
Adelaide Maria de Souza Antunes,
Professora da Escola de Química da UFRJ, D. Sc.
Nícea Mourão Henrique, Rodrigo Pio Borges,
Engenheiros doutorandos da Escola de Química da UFRJ
Ana Carolina Mangueira, Fernando Correia de M. Tibau
Alunos de graduação da Escola de Química da UFRJ.
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O processamento químico, em função da natureza
dos riscos a que se sujeita e do histórico de acidentes das
últimas décadas, é uma atividade industrial
onde os limites legais e regulamentares devem fazer parte da rotina
diária dos administradores e, por serem estes limites cada
vez mais rigorosos e restritos, influenciam a própria viabilidade
econômica de muitos processos, encurtando a sua vida útil
mercadológica. A indústria química, por força
dessa sua excessiva vulnerabilidade à questão da externalidade,
possui o código de liderança Atuação
Responsável, especialmente desenvolvido com o objetivo de
gerenciar os riscos da atividade, coordenado no Brasil pela Abiquim
Associação Brasileira da Indústria Química.
A característica do complexo químico brasileiro de
apresentar um grande déficit comercial tem interessado a
diversos autores, incitando-os a buscarem relações
de causa e efeito para este fenômeno. Isto decorre do fato
de serem os produtos químicos objeto de regulamentação
em todos os países, requerendo diversos e intrincados mecanismos
de avaliação da conformidade e procedimentos burocráticos
como: registro, inspeção, ensaios, autorizações,
entre outros. Neste sentido urge diagnosticar-se a assimetria entre
o arcabouço regulatório brasileiro e o de seus demais
parceiros comerciais nas cadeias produtivas químicas.
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| Automação de um grupo de poços
operando com elevação por injeção contínua
de gás
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Agustinho Plucenio, Daniel Juan Pagano, Julio E. Normey-Rico
Departamento de Automação e Sistemas, UFSC
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| Este trabalho apresenta o desenvolvimento de uma técnica
inovadora para a automação de um conjunto de poços
operando com elevação por Injeção Contínua
de Gás (ICG). O estudo apresenta a elevação por
ICG como uma opção interessante de exploração
de poços em diversas condições de operação.
Duas questões fundamentais relacionadas com a ICG são
analisadas no trabalho: (i) o problema da instabilidade do fluxo devido
à compressibilidade do gás e (ii) a necessidade da determinação
da vazão de injeção de gás para cada poço
pertencente a uma rede, que otimize um objetivo econômico. O
primeiro problema é solucionado utilizando uma metodologia
de projeto de controladores denominada de posicionamento robusto de
pólos que garante a imposição da vazão
desejada em cada poço. O problema de otimização
é equacionado de forma que sua solução forneça
as vazões de referência para cada poço conforme
a disponibilidade de gás comprimido. A estratégia de
controle é implementada em um simulador específico para
este tipo de sistema e os resultados obtidos mostram que a metodologia
proposta pode ser utilizada com sucesso em aplicações
reais para melhorar o rendimento do sistema de elevação
artificial. Os estudos que vem sendo realizados em ICG são
parte das pesquisas na área de exploração e produção
de petróleo do projeto PRH-34 da Universidade Federal de Santa
Catarina financiado pela Agência Nacional de Petróleo.
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Edição Impressa 255
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