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ARTIGOS TÉCNICOS Edição
258 - Março de 2004
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Atenuação de Múltiplas pela
Combinação da
Deconvolução WHLP e o Empilhamento CRS |
Lourenildo W. B. Leite (UFPa);
Fábio J. C. Alves (UEPa);
German G. Callapino (UFPa); Peter H. W. Hubral (IFG).
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Apresentamos neste trabalho detalhes e exemplo da utilização
de janelas móveis na atenuação de múltiplas
internas e externas em meios com interfaces curvas a dados sintéticos.
Estas janelas introduzem a periodicidade entre primária e
sua múltipla necessária para o cálculo do operador
WHLP. Os atributos da frente de onda estimados com o método
de empilhamento superfície-de-reflexão-comum (CRS)
são utilizados no cálculo do deslocamento das janelas
móveis. O operador WHLP é calculado e aplicado dentro
das janelas móveis no domínio fonte-comum (FC). O
operador resultante da combinação das teorias WHLP
e CRS é aqui denominado de WHLP-CRS.
Nas bacias sedimentares da região Amazônica, a geração
e o acúmulo de hidrocarbonetos está relacionada com
a presença de soleiras de diabásio. Estas rochas podem
apresentar grande contraste de impedância com a rocha encaixante,
o que pode resultar na geração de múltiplas
externas e internas de amplitude semelhante às primárias.
Estas múltiplas podem predominar sobre as informações
oriundas de interfaces mais profundas, dificultando o processamento,
a interpretação e o imageamento da seção
de sísmica.
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| A influência de aditivos de
lama de perfuração sobre as propriedades geoquímicas
de óleos |
Ana Cristina da Silva Serra -
Coppe/UFRJ Programa de Engenharia Civil (PEC) Laboratório
de Modelagem de Bacias Sedimentares e Monitoramento Ambiental (LAB2M)
Eugenio Vaz dos Santos Neto - Petrobras Centro de Pesquisas
e Desenvolvimento (Cenpes) Centro de Excelência em Geoquímica
(Cegeq) |
| Nos últimos anos houve um grande desenvolvimento na pesquisa
e produção de diferentes tipos de aditivos usados em
lamas de perfuração para poços de petróleo.
Esses aditivos ajudam a aumentar a estabilidade e a segurança
dos poços durante a exploração de petróleo.
Entretanto, muitos deles contêm compostos similares àqueles
encontrados nos óleos, incluindo n-alcanos. Portanto, as assinaturas
geoquímicas originais dos indícios de óleo podem
ser significativamente alteradas naqueles poços onde tais aditivos
foram usados, tornando-se assim difícil, ou impossível,
reconhecer a origem dos óleos. Dependendo das condições
de perfuração e de amostragem, os aditivos de lama podem
impregnar as amostras de calha ou penetrar profundamente nas formações
podendo provocar alterações importantes nas análises
de carbono orgânico total, pirólise Rock-Eval, PVT e
de petrofísica. Nesse estudo foram utilizadas técnicas
analíticas cromatografia gasosa (CG), biomarcadores (GC/EM)
e de isótopos estáveis de carbono (d13C) para quantificar
a influência de dois aditivos de lama de perfuração,
n-parafinas e UNIVIS, em diferentes misturas
sintéticas com um óleo-padrão. Os resultados
obtidos neste trabalho indicaram que a assinatura isotópica
de carbono foi a técnica mais efetiva para quantificar a influência
dos aditivos na composição química original do
óleo padrão. As razões de n-alcanos, obtidas
por cromatografia gasosa, foram adequadas para se estimar o conteúdo
de n-parafinas mas não o de UNIVIS. As razões de biomarcadores
não foram adequadas para quantificar nenhum dos dois contaminantes
usados. O principal objetivo desse estudo foi discutir a eficiência
de análises geoquímicas para quantificar, dentro de
limites aceitáveis de acurácia, os contaminantes em
indícios de óleo. Para se atingir esse objetivo foram
preparadas misturas sintéticas de aditivos de lama de perfuração
n-parafinas e UNIVIS, em percentagens variáveis
com um óleo-padrão. |
| Utilização da sísmica
como deriva externa no cálculo do volume de óleo de
um reservatório de petróleo |
| Armando Zaupa Remacre, João Paulo Borges
Gomes, Sérgio Sacani Sancevero - Unicamp |
| O nível de detalhe necessário para o desenvolvimento
de reservatórios, excede o requerido para encontrá-lo,
devido a isso se tem observado um grande aumento na utilização
pela industria do petróleo dos dados sísmicos 3-D. O
uso deste dado como deriva externa foi a solução encontrada
para realizar a integração da informação
sísmica com os dados de poços existentes num reservatório.
Utilizando técnicas geoestatísticas de simulação
seqüencial gaussiana e simulação com deriva externa,
o objetivo deste trabalho é evidenciar as diferenças
resultantes, quando se utiliza uma informação complementar
no cálculo de volume de óleo de um reservatório
de petróleo. O método geoestatístico de simulação
foi aplicado para quantificar as relações entre dados
de poços, com os dados de tempo duplo obtido da sísmica,
nos intervalos interpoços. Foram geradas 100 imagens para o
topo e 100 imagens para a base utilizando as técnicas mencionadas,
obteve-se como resultado duas curvas de probabilidade acumulada, para
o volume de óleo. Essas curvas foram comparadas e assim pode-se
observar a influência da utilização de uma informação
adicional, como a sísmica na obtenção de valores
de volume de óleo para um campo de petróleo.
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Edição Impressa 258
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NA EDIÇÃO IMPRESSA
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