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MATÉRIA DE CAPA Edição
259 - Abril de 2004
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| Petrobras, sob controle |
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Um vazamento de 1,3 milhão de litros de óleo em um
oleoduto que levava petróleo do Terminal da Ilha d´Água
para a Refinaria de Duque de Caxias, em janeiro de 2000 e
a Petrobras constatou, da forma mais adversa possível, que
precisava rever seus sistemas de contingência e controle operacional.
Isso não significa que a companhia fosse negligente em relação
ao meio ambiente afinal de contas, o assunto vinha sendo
tratado desde 1976, quando lançou sua primeira política
ambiental. Mas o acidente deixou claro que a gestão das questões
ambientais ainda deixava a desejar.
Quando falamos em questão ambiental na Petrobras, é
certo que o ano 2000 foi um ponto de virada. Mas isso não
significa que a empresa não tinha seus sistemas de gestão
ambiental ou de tratamento de efluentes industriais sendo operados.
Mas a partir do ano 2000 foram disponibilizados maiores recursos
financeiros, e a questão ambiental passou a fazer parte da
gestão administrativa, conta o gerente de Meio Ambiente
da Petrobras, Luiz Antônio Arroio.
Surgia a partir dali o Programa de Excelência em Gestão
Ambiental e Segurança Operacional Pegaso, o maior
programa ambiental e de segurança já realizado por
uma empresa de petróleo.
Em quatro anos, o Pegaso recebeu R$ 6,2 bilhões em investimentos.
Como resultado, mais de sete mil quilômetros de dutos contam
hoje com supervisão e controle automatizados, e o volume
de óleo vazado foi de 276 m³ enquanto a média
anual de uma indústria de petróleo desse porte é
da ordem de 1.000 m³.
Mais do que isso, o Pegaso trouxe para o país novas tecnologias
que vão desde o tratamento de resíduos e efluentes
até sistemas de contingência.
Prevenção e contingência
O volume de óleo vazado em 2003 representa uma redução
de mais de 90% em relação aos verificados em 2000
que atingiram 5,9 mil m³. Resultado do Programa de Integridade
de Dutos um dos frutos do Pegaso. Quando começamos
estudar a questão preventiva, no segmento de dutos observamos
que algumas questões poderiam ser melhoradas. Então
foi montado um outro grupo, que estudou a integridade dos dutos.
Além da prevenção, a companhia aprimorou seu
sistema de contingência, com a criação dos Centros
de Defesa Ambiental equipados com embarcações,
recolhedores, balsas-reservatórios e dezenas de quilômetros
de barreiras de contenção e absorção
de óleo.
Hoje já se fala, nas várias unidades da Petrobras,
em um novo nível de conscientização da força
de trabalho que vem sendo tratada com o lema Na dúvida,
pare!. Estamos trabalhando agora na questão comportamental:
como as pessoas tenham internalizado as questões de meio
ambiente, segurança e saúde, e tomem uma atitude ao
ver um ato inseguro de um companheiro dentro de uma instalação,
conta o gerente.
Após o acidente na Baia da Guanabara, a Petrobras constituiu
um grupo de 80 profissionais para avaliar o que deveria ser aprimorado.
Esse grupo estudou, durante dois meses, os gaps que existiam
entre o que estava sendo praticado na Petrobras e o que existia
de melhor no mundo, em vários segmentos.
O resultado foi uma carteira de 4,4 mil projetos com prazos
e metas definidos que envolviam desde a gestão até
a operação e integridade das instalações.
Nesse levantamento inicial, a companhia precisaria investir US$
1 bilhão para atingir o que Luiz Arroio chama de Excelência
em Segurança Operacional e Meio Ambiente.
A começar pela gestão dos sistemas de meio ambiente
e segurança, todas as unidades da companhia já tem
seus sistemas de gestão certificados segundo normas ISO 14000
(de meio ambiente) e OHSAS 18000 ou BS 8800 (segurança e
saúde), desde dezembro de 2001. No final de 2003, a Transpetro
tornou-se a primeira empresa no país a receber a certificação
integrada de todas as suas instalações e processos
o que significa um único sistema de gestão
de qualidade, meio ambiente, segurança saúde para
86 instalações.
No meio do caminho, os técnicos envolvidos constataram que
algumas questões na área de dutos poderiam ser aperfeiçoadas
a essa nova tarefa, chamada de Plano de Integridade de Dutos,
foram destinados mais R$ 1,7 bilhões. Isso significou
substituir vários dutos e automatizar o sistema de supervisão
de todos os dutos prioritários.
Luiz Arroio lembra que praticamente todas as metas inicialmente
elencadas já foram cumpridas totalizando um investimento
de R$ 6,2 bilhões entre 2000 e 2003. Estamos agora
discutindo um Pegaso II, que deverá contemplar alguns projetos
que merecem ser reforçados.
Novo padrão para integridade de dutos
Estabelecido um novo padrão para integridade de dutos, toda
a malha prioritária numa extensão de sete mil
quilômetros conta hoje com supervisão e controle
automatizados. Foi instalado o sistema Scada (Sistema de Controle
e Supervisão de Dados com sensores e válvulas instalados
em vários trechos), no qual, quanco ocorre uma anomalia,
automaticamente as válvulas interrompem o fluxo do óleo.
Se ocorrer um vazamento, em alguns segundos, por diferença
de pressão entre dois pontos, um alarme é enviado
para a sala de controle, e automaticamente o sistema bloqueia aquele
trecho, explica Luiz Arroio.
A inspeção com Pigs também recebeu mais
atenção: além de usar Pigs mais modernos
que percorrem dutos onde a curvatura não permitia
que os Pigs antigos passassem a companhia aumentou
o número de inspeções. A Petrobras passa
Pig nos dutos a cada dois anos, enquanto as outras empresas passam
de quatro em quatro anos.
A prevenção envolve ainda a avaliação
das condições geotécnicas das faixas por onde
passam os dutos que podem ser afetadas por erosão
ou marés. No oleoduto Araucária-Paranaguá,
o método desenvolvido utiliza estações sismológicas
para registrar as movimentações do solo.
Em outra frente, a companhia vem utilizando outros materiais e técnicas
de construção de dutos. Um exemplo é o PE-3
oleoduto de 17 km construído entre o Terminal da Ilha
d´Água e a Reduc, uma região de mangue. A
integridade do duto está ligada ao material e ao ambiente
em torno do duto, conta o gerente de meio ambiente da Petrobras.
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| Luis Arroio: questão ambiental como
parte da gestão administrativa
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O Programa de Integridade de Dutos corrigiu mais de cinco mil defeitos
na rede dutoviária operada pela Transpetro. A meta para os
próximos anos é atingir o índice zero em intervenções
de emergência na rede de dutos.
Tratamento de efluentes
Novas tecnologias estão sendo incorporadas para o tratamento
de resíduos e efluentes. É o caso do sistema de biodisco
utilizado para tratar efluentes líquidos com altos índices
de nitrogênio amoniacal.
O sistema está em funcionamento na Regap e na Refap, como complemento
às lagoas de tratamento biológico. O setor petroquímico
utiliza muito a tecnologia biológica baseada nas lagoas de
aeração, e em alguns casos, em lodo ativado. Esses processos
em geral não são suficientes para remoção
do nitrogênio amoniacal. A alternativa nesse caso é colocar
um sistema de tratamento adicional.
Já na Revap, foi feita uma modificação no sistema
de lodo ativado e o nitrogênio amoniacal é removido
no próprio lodo. A Petrobras utiliza, para sistema de
tratamento a nível secundário, as lagoas aeradas, os
lodos ativados e agora o biodisco. Isso sem falar na parte primária,
que são os sistema de floculação e flotação,
e o tratamento terciário, que são lagoas de maturação,
explica Arroio.
A companhia também está desenvolvendo ações
para redução do consumo, reuso de água e até
mesmo a reciclagem do efluente. O trabalho envolve desde alterações
em equipamentos que possam reduzir gastos como a troca de selos
de bombas que são resfriados com água por selos mecânicos
até o reuso das correntes e a reciclagem do efluente.
Um dos projetos vem sendo realizado na Refinaria de Paulínia:
a redução do consumo de água e da vazão
de efluentes através do reuso. O projeto, em estudo, permitirá
a redução na captação de água no
rio Jaguari a partir da conversão de uma corrente já
exausta em água pronta para o reúso. Dentre as aplicações
viáveis, estão a reutilização da água
dos vasos destiladores nas torres de resfriamento.
A Refinaria Gabriel Passos e o Centro de Pesquisas da Petrobras instalaram,
no final do ano passado, plantas-piloto com vazões de
1 m³/h para validação de tecnologias de
tratamento de efluentes industriais para reuso. O projeto, que visa
a seleção e a avaliação de tecnologias
de filtração para o tratamento de efluentes, teve como
primeira etapa a seleção de tecnologias e visitas técnicas
às instalações no exterior que dispunham dos
sistemas de tratamento pré-selecionados. As tecnologias identificadas
como potenciais para eliminação de contaminantes estão
sendo avaliadas em unidades-piloto para confirmação
de sua viabilidade técnico-econômica.
Dentre as tecnologias selecionadas estão processos mais simples
como a remoção de sólidos suspensos
até tratamentos mais complexos como a filtração
em membranas e a adsorção em carvão ativado.
O grau de tratamento a ser aplicado dependerá da qualidade
do efluente do tratamento secundário e do uso do final da água.
Estamos testando supermembranas que têm uma grande capacidade
de filtração, o que propicia boa qualidade ao efluente.
Quando o assunto é efluentes gasosos, o trabalho está
voltado para o detalhamento das emissões atmosféricas
produzidas em todas as unidades uma radiografia gigantesca
de 500 mil pontos, entre fontes emissoras e fugitivas.
As empresas de petróleo identificaram a necessidade de
construir sistemas que permitam gerenciar essas emissões pontualmente,
ou seja, construir um grande banco de dados que, acoplado a um grande
conjunto de algorítimos de cálculos e de estimativa
de emissões, pudesse gerar quais são as emissões
em cada uma das facilidades e cada um dos equipamentos de operação
da industria do petróleo, conta Vicente Schmall, responsável
pela implantação do sistema.
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| Barreiras Weir Boom: além de conter,
coletam o óleo
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A partir desse inventário, a companhia poderá identificar
as áreas onde será possível reduzir as emissões.
Para calcular esses dados, os técnicos da companhia desenvolveram
mais de uma centena de diferentes algorítimos construídos
a partir de protocolos internacionais e processos específicos
da companhia. Há dados de monitoramento de fontes, mas
nem todo tipo de emissão é quantificável por
meio de instrumentos convencionais, e só podem ser calculados
em função dos equipamentos e dos processos, explica
Schmall.
O projeto iniciado em setembro de 2002 está em fase de testes
em várias unidades da empresa até o final deste
ano estará implementado em todas as unidades da Petrobras no
país. O objetivo de todo esse trabalho? Schmall explica que,
por um lado, a companhia precisa reportar o desempenho ambiental
em nome da chamada sustentabilidade. Por outro lado, é
a partir dessas estatísticas que a Petrobras poderá
projetar ferramentas para redução das emissões
ou implantar novas unidades além de ter a gestão
do risco-carbono.
Resíduos
Até pouco tempo, as tecnologias mais aplicadas para tratar
os resíduos eram o co-processamento em cimenteiras, a incineração
e o landfarming. Desde 2001, no entanto, a Petrobras vem implantando
a tecnologia de biopilhas processo que consiste na oxigenação
de camadas de resíduos sobrepostas, com aeração
através de tubos, de forma a estimular a atividade microbiana
aeróbica.
Junto com os resíduos é misturada uma massa orgânica.
E além da oxigenação, forçada através
de tubulações instaladas em vários níveis
da pilha, há uma adição de nutrientes (nitrogênio,
potássio e fósforo), o que provoca o aumento da população
bacteriana. O processo biológico é acelerado, e as bactérias
metabolizam os hidrocarbonetos, explica o coordenador de resíduos
da companhia, Luiz Bampa.
O coordenador ressalta que a técnica de biopilha diminui a
concentração de hidrocarbonetos, transformando aquele
resíduo em inerte. Ele reduz a periculosidade do resíduo
de classe I para classe II, chegando, às vezes, a transformar
em um resíduo inerte, que pode ser incorporado ao solo, sem
que isso traga qualquer outro prejuízo ambiental ou à
saúde humana.
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| Toda a malha prioritária conta com
supervisão e controle automatizados
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Outra tecnologia que está sendo implantada como piloto na
Replan, é o processo de volatilização com chama
de plasma térmico para tratamento de borras oleosas. A tecnologia
tem a vantagem de recuperar o óleo presente nos resíduos
sólidos já que volatiliza os sólidos,
a água e o óleo permitindo ainda a reciclagem
do produto.
O mais importante é que o plasma é a base da chama
de argônio, sem a presença de oxigênio no interior
do reator. Então mesmo que o resíduo contenha cloro,
proveniente da água salgada que é produzida junto com
o óleo, não há emissão de dioxinas e furanos
(elementos cancerígenos), diferente do que acontece no processo
de incineração ou de co-processamento, compara
Bampa.
Ainda este ano a Petrobras deverá testar o processo de dessorção
térmica de chama indireta que também provoca
a volatilização dos resíduos e a recuperação
de óleo.
Para remediação de áreas impactadas, a companhia
irá testar o capping subaquático na barragem do Córrego
Canoas, localizada ao lado da Unidade de Industrialização
do Xisto. É um processo seguro do ponto de vista ambiental,
e que não exige uma remoção completa dos resíduos.
Essa camada isolante o capping é feita em argila
impermeável, que isola o sedimento do fundo da barragem,
explica o coordenador.
No caso de remediação de água subterrânea
contaminada com hidrocarboneto, as alternativas estudadas vem sendo
as barreiras permeáveis reativas e a oxidação
química in situ. O primeiro caso, denominadas Wall and Gates,
consiste na construção de muros subterrâneos intercaladas
com portões permeáveis, que funcionam como filtro para
os lençóis freáticos contaminados.
A idéia é fazer algumas seções de
parede impermeável, alternadas com portões e
nesses portões instalar, por exemplo, um filtro de carvão
ativado. E todo o hidrocarboneto fica retido nesse filtro.
O filtro é desenhado e constituído de acordo com o contaminante,
que fica retido, permitindo a recuperação da qualidade
da água subterrânea.
Já a oxidação química consiste na injeção
de oxidantes para transformar o hidrocarboneto em CO2 e água
os primeiros testes com essa técnica estão sendo
realizados no Igarapé do Cururu, próximo à Reman,
e no posto Brazuca, no DF.
Contingência
Mas, alto lá! Tudo o que foi dito até agora não
significa que a Petrobras esteja imune de um acidente afinal,
imprevistos acontecem.
Recentemente um dos dutos do Terminal de São Sebastião
apresentou uma pequena fissura, ocasionando derramamento de óleo
na região de Guaecá. Como a fissura era mínima,
o sistema não conseguiu detectar a queda de pressão.
Não fosse a intervenção do sistema de contingência
da Petrobras, o resultado final teria outras conseqüências.
O sistema conta com nove Centros de Defesa Ambiental operados
por equipes treinadas e a postos 24 horas por dia além
de sete bases avançadas na Amazônia e uma no Centro-Oeste,
formando uma rede de proteção contra eventuais efeitos
de um vazamento de óleo. Hoje a Petrobras tem um inventário
de equipamentos maior do que qualquer outra empresa de petróleo,
comenta o coordenador do Programa de Contingenciamento, Isaac Rafael
Wegner.
Entre embarcações, recolhedores, balsas-reservatórios,
dispersantes químicos, biorremediadores e barreiras de contenção
e absorção de óleo, também existem novidades
tecnológicas. Cinco Centros estão equipados com barreiras
Weir Boom, que além de conter, também realizam a coleta
do óleo.
Cerca de 2/3 da barreira, de 370 metros, são compostos por
tubos defletores, que coletam o óleo e direcionam para o reservatório
central, de onde é bombeado para os reservatórios das
embarcações. Desenvolvidas na Inglaterra, essas barreiras
podem recolher até 270 m³/h.
Além da Weir Boom, os Centros de Defesa Ambiental também
possuem barreiras hidrofire (que não desmancham com fogo) e
oceânicas (de até três metros de altura). Isso
sem falar no sistema HSV Vikom grandes recolhedores de óleo,
com capacidade de 230 litros/hora e os absorventes feitos em
polipropileno com capacidade para absorver até 40 litros
de óleo por quilo de produto.
Até mesmo uma unidade móvel de reabilitação
de fauna foi desenvolvida pela companhia um projeto pioneiro
de prestação de primeiros socorros aos animais atingidos
em derramamentos de óleo.
A Petrobras mantém ainda três embarcações
uma espécie de Centro de Defesa Ambiental flutuante
que permanecem tripuladas 24 horas por dia, de modo a dar o
primeiro combate a um eventual vazamento. O Astro Ubarana percorre
a Baía da Guanabara, o Norsul Marati opera no litoral de Sergipe
com a missão de proteger uma área correspondente
a 23 plataformas e um quadro de bóias para carregamento de
navios, podendo também se deslocar para atender a emergências
na Bahia, em Alagoas e no Rio Grande do Norte e o Rebelo XV
se dedica ao canal de São Sebastião, em São Paulo.
As três embarcações estão aparelhados com
skimmers (recolhedores de óleo), lanchas para agilizar o deslocamento
e instalar barreiras, bombas para recolher até 250 mil litros
de óleo por hora, sistema de localização noturna
de petróleo com holofotes de luz ultravioleta, e equipamento
de combate a incêndio com vazão de até 40 mil
litros de água por minuto.
E, em caso de emergência, estão disponíveis o
Automatic Vehicle Location AVL (um sistema desenvolvido internamente
para localização de embarcações em áreas
remotas), uma Unidade Móvel de Telecomunicações
(espécie de central instalada dentro de um container, para
aprimorar a comunicação entre os vários agentes
envolvidos) e até equipamentos geo-explorer (que integram máquina
fotográfica, palm top e GPS, para transmissão de fotos).
Isso permite o deslocamento e o registro da informação,
conta o consultor da área de sensoriamento remoto, Clayton
de Souza Pontes.
Tudo isso, acompanhado de constantes exercícios simulados.
O plano de emergência da Petrobras foi informatizado dentro
do sistema InfoPAE um programa de gerenciamento de ações
de prevenção e controle de acidentes. Cada cenário
tem um plano de ações, conta Isaac.
O objetivo InfoPAE é permitir a diminuição do
tempo de resposta no caso da ocorrência de acidentes com vazamento.
O sistema permite a identificação da extensão
de um eventual vazamento, o acionamento dos recursos materiais e humanos
necessários para combate, além de estar integrado a
um banco de dados que correlaciona o tipo de produto que está
sendo contido, a sensibilidade ambiental do ecossistema envolvido.
Passados quatro anos e R$ 6,2 bilhões investidos em mais de
4 mil projetos, a Petrobras mantém-se como referência
em SMS entre todas as grandes empresas de petróleo do mundo.
Mas o trabalho ainda não chegou ao fim: a meta é a excelência
e o foco agora está no comportamento humano.
Como exemplo, Arroio cita a atitude tomada após a explosão
em uma unidade de HDS da Revap, em outubro passado: o gerente da área
de refino solicitou ao gerente da Regap que parasse sua unidade e
realizasse uma checagem com relação às causas
do acidente antes de voltar a operar. Quando uma unidade dessas
pára, o derivado deixa de ser produzido. Essa atitude mostra
que a segurança operacional está acima da questão
financeira.
Questão de foco no comportamento...
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| Astro Ubarana: Centro de Defesa Ambiental
flutuante
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Edição Impressa 259
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NA EDIÇÃO IMPRESSA
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