ARTIGOS TËCNICOS – Edição 260 - Maio de 2004
Identificação Multivariável de um Forno Refervedor Atmosférico 
Alex Almeida Manólio – UNIFEI
Orientador: Prof. Dr. Carlos Alberto Pinheiro Murari
Colaborador: Engenheiro Antônio Carlos Zanin, Petrobras

Fornos atmosféricos são usados em refinarias de petróleo nos processo de destilação atmosférica, tendo como finalidade aquecer a carga de petróleo ou o refluxo de petróleo, onde seu desempenho e rendimento depende do controle de sua temperatura de saída, sendo que, para realizar estratégias de controle é preciso do modelo dinâmico do equipamento, que nesse caso é o forno refervedor. O forno refervedor tem como carga o refluxo da coluna de destilação, e sua temperatura de saída é controlada manipulando a entrada de combustível no forno refervedor, tendo ainda como restrição a temperatura limite de topo de radiação. A identificação de sistemas, possibilita obter o modelo matemático partindo de dados aquisitados do sistema real, sem modelagem. O forno tem três entradas e duas saídas, portanto é um sistema multivariável e sua identificação é com base nos dados dessas variáveis aquisitadas de sistemas supervisório.

Degradação do Nível de Integridade
de Segurança – SIL

Marcio Razera
Adaptado do artigo Lowering the Bar – Bob Adamski –
PCS – Invensys Triconex

Durante o último ano tem sido percebido uma tendência bastante perturbadora nas indústrias de processo, a qual é , uma tentativa de direcionar Funções Instrumentadas de Segurança ( SIF ) para um nível de integridade de menor valor, com o intuito de reduzir custos e viabilizar investimentos. Em outras palavras, diminuir conscientemente o nível de segurança do processo. O artigo ora apresentado discorre sobre este temas e suas implicações.

Classificação de áreas: ponto-chave
nos projetos de eletricidade para a indústria
do Petróleo

Estellito Rangel Junior
representante brasileiro do Comitê Brasileiro de Eletricidade
no Comitê Técnico 31 da IEC

A classificação de áreas é um método de análise de riscos do ambiente industrial onde atmosferas explosivas poderão ocorrer. Nestes locais, os equipamentos elétricos e eletrônicos deverão ser especiais (conhecidos como “equipamentos Ex”), pois que a ocorrência de centelhas ou altas temperaturas – possível nos equipamentos de uso geral - poderá provocar explosões.

Constatamos que em raras situações a simples observação de uma planta ou desenho de projeto, permite indicar quais partes corresponderão às três categorias de classificação de áreas (Zonas 0, 1 e 2). Uma análise mais detalhada é portanto necessária e envolverá o estudo das condições para ocorrência da atmosfera explosiva.

O primeiro passo é identificar a probabilidade de formação da atmosfera explosiva. A norma IEC 60079-10, a partir da provável freqüência e duração da liberação, da taxa de liberação, da concentração, da velocidade do vento, do grau de disponibilidade da ventilação e de outros fatores que afetam o tipo e/ou a extensão da Zona, confecciona uma base de dados consistente para orientar o estudo. [1]

Como recomendação, as Zonas 0 e 1 devem ser minimizadas em número e extensão desde a concepção do projeto, mediante a especificação de equipamentos de processo com baixas quantidade e freqüência de liberação, ou através de adequados procedimentos operacionais. Em outras palavras, cabe ao projeto de engenharia buscar soluções para que as instalações possam ser enquadradas majoritariamente como Zona 2 ou não-classificadas, de forma a aumentar a segurança da unidade industrial.

Operations Intelligence:
transformando informação em resultados

Daniel Moczydlower, Gerente de Projetos da Chemtech, Roberto Werneck do Carmo, Gerente Sênior da Chemtech

Após entrevistar altos executivos de diversas empresas do ranking Fortune 1000, McGee1 concluiu que todos eles consideram que um certo volume de dados em tempo real é absolutamente necessário para tomar decisões e mudar o curso de ação com agilidade, de forma a evitar problemas e tirar proveito das novas oportunidades. Esta é a preocupação que já levou algumas das maiores empresas de petróleo do mundo como a Chevron Texaco e a ExxonMobil a investir em uma solução conhecida como Visualização de Dados ou “Operations Intelligence”. Trata-se de empresas que já possuem o seu processo automatizado com SDCDs e PLCs, que contam com as informações de processo já concentradas em um sistema de dados históricos (PIMS) e já implantaram ou estão em processo de implantação de um sistema corporativo (ERP). Apesar deste avançado grau de automação propiciar a disponibilidade em formato digital de uma enorme massa de dados de processo e de negócio, nem sempre é simples gerenciar o fluxo de dados resultante e utilizá-los para gerar resultados efetivos. Este é exatamente o foco da solução de “Operations Intelligence” - cujo sucesso depende da sua implementação como um conceito de gestão operacional, e não apenas como mais uma ferramenta de software.

Participação da gerência de lubrificantes e
produtos especiais/Cenpes/Petrobras nos
programas interlaboratoriais da ASTM e do IBP

Rosana Almeida de Azevedo
Petrobras/CENPES/Lubrificantes e Produtos Especiais, Rio de Janeiro, Brasil

A participação em Programas Interlaboratoriais é uma ferramenta importante para a avaliação da qualidade dos resultados liberados por um laboratório. Quando bem utilizados, os resultados obtidos servem para indicar como o laboratório está trabalhando, mostrando tendências dos resultados obtidos, sinalizando quanto à necessidade de treinamento do grupo, bem como de alterações nas rotinas de verificação e calibração de instrumentos e equipamentos utilizados nas análises. Uma avaliação cuidadosa dos relatórios emitidos pelas instituições coordenadoras dos Programas Interlaboratoriais permite, até mesmo, avaliar a qualidade do tratamento estatístico a que foram submetidos os dados.

Ciente desses benefícios, a Gerência de Lubrificantes e Produtos Especiais (LPE) do Centro de Pesquisas da Petrobras vem participando de forma permanente, desde 1994, dos Programas Interlaboratoriais coordenados pela ASTM e pelo IBP, procurando atender aos itens 4.14.1, 5.4.5.2 e 5.9 da norma ABNT NBR ISO/IEC 17025:2001.

Cada programa, composto de duas ou três remessas anuais de amostras, contempla um grande número dos principais ensaios laboratoriais realizados na Gerência. Os programas coordenados pela ASTM incluem os seguintes produtos: Engine Oil, Tur-bine Oil, Industrial Gear Oil, Gear Oil, Base Oil, Lubricating Grease e Wax Petroleum. Com referência à coordenação do IBP, os produtos são: Óleo de Motor, Óleo Industrial e Graxa.

Neste trabalho é apresentada a metodologia adotada pela LPE para participação nestes planos, assim como para a análise e tratamento dos dados, visando obter o máximo de aproveitamento de cada participação e correção de eventuais não-conformidades.

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