ARTIGO TËCNICO – Edição 261 - Junho de 2004
Teoria e Realidade em Leitos de Ânodos verticais profundos.
Avaliação de cinco casos práticos
Eduardo W. Laurino – Departamento de Confiabilidade – Petrobras Transportes
Francisco Müller Filho – Gerente Técnico Katódica Projetos Eletrônicos & Serviços LTDA

Este trabalho terá por base apresentar a avaliação apresentada por cinco leitos de ânodos em poços verticais profundos através da comparação entre seus parâmetros iniciais obtidos no momento de sua implantação e seus parâmetros atuais através de medições efetuadas recentemente. Estas avaliações levarão principalmente em conta o tipo de ânodo empregado nestes leitos, seus parâmetros, e resistência ôhmica obtida ao longo do tempo, sendo estes parâmetros detalhados em cada caso específico. Através destas avaliações é possível definirmos o grau de eficiência em função dos dados obtidos objetivando uma conclusão única que nos permita avaliar a praticabilidade deste tipo de leito de ânodos.


Vazamento em sistemas de transporte
de fluidos
Economizando energia, reduzindo custos
John C. Cox – Departamento de Marketing da Swagelok Co.
Com as crescentes solicitações nas indústrias em termos de pressão e temperatura e a constante busca pela diminuição dos custos nas empresas, tem-se observado que os equipamentos e as conexões utilizadas tem sofrido um grande avanço tecnológico.

A indústria de produtos químicos é o segundo maior consumidor de energia nos Estados Unidos. O custo da energia representa cerca de 9% dos valores dos custos de produção. Para identificar oportunidades para conservação de energia e redução de custos, as indústrias devem considerar uma auditoria externa na área de energia, que pode ser realizada por uma entidade experiente.

Uma manutenção periódica é um importante meio de se reduzir o consumo de energia e custos. Vazamentos de ar comprimido, filtros obstruídos e vazamento de ar dentro dos compressores são meios de desperdício de energia.

Outro exemplo onde a manutenção periódica é importante, é na avaliação de vazamentos de ar em um sistema de ar comprimido. Em um sistema típico de aproximadamente 1000 pontos, podem ser identificados aproximadamente de 24% até 30% pontos com vazamentos. Essa estatística pode então ser aplicada ao custo da empresa em Kwh e determinar as perdas de energia. Um contrato de desempenho pode ser estabelecido para corrigir os problemas. Estudos mostram que uma instalação correta das conexões reduzem os vazamentos a menos de 3%.

O estudo do consumo de energia deve abranger o fornecimento e consumo de energia, incluindo uma análise detalhada das contas de energia do passado.

As considerações sobre o fornecimento de energia devem apresentar a taxa atual de consumo e o custo de fontes alternativas. As oportunidades para uma utilização e consumo eficiente de energia aparecerão conforme o trabalho se desenvolve. Os cálculos para redução de custos e consumo de energia devem incluir os custos de implantação.

Auditores de sistemas de vapor documentaram que em uma indústria típica sem uma manutenção preventiva ou preditiva, 28% dos purgadores de vapor apresentam problemas. Para melhorar o uso do vapor, as indústrias devem empregar um método apropriado para testar os purgadores de vapor para identificar vazamentos, fazer o reparo e quando necessário, fazer a troca dos purgadores que não estejam funcionando corretamente.

Vazamentos têm um custo elevado para as indústrias, em recentes levantamentos realizados nos Estados Unidos, um pequeno vazamento de ar comprimido que trabalhe na pressão de 100 psig (6,9 bar), levando em conta o custo de 0,06US$/Kwh, poderia gerar um desperdício de mais de US$ 22.000,00 anualmente para a empresa. Por outro lado a demora em substituir um purgador de vapor defeituoso que tem um custo de aproximadamente US$ 100,00, pode gerar um custo adicional para a empresa de US$ 50,00 por semana. Esses dois exemplos retratam bem o que pode vir a gerar custos e que normalmente são ignorados pelas empresas por se tratar de fluídos “baratos”.

A seguir iremos descrever os principais causadores de vazamentos, como prevenir vazamentos e os tipos de conexões mais utilizadas atualmente nas indústrias.

Estudo comparativo entre o tipo de corrosão provocada por petróleo pesado nacional e venezuelano na zona afetada pelo calor em aços inoxidáveis ferríticos
Cleiton Carvalho Silva, João Paulo Sampaio Eufrásio Machado, Ana Vládia Cabral Sobral , Hosiberto Batista de Sant’Ana, Jesualdo Pereira Farias - Universidade Federal do Ceará
Neste trabalho foram avaliados os tipos de corrosão provocada por petróleos pesados na região da zona afetada pelo calor (ZAC) do aço inoxidável ferrítico AISI 444. Chapas de aço AISI 444 foram soldadas empregando três níveis de energia de soldagem (4, 6 e 8 kJ/cm). Corpos de prova foram extraídos das chapas soldadas e tratados termicamente em três temperaturas (200, 300 e 4000C), imersos no petróleo por um período de 4 horas. Empregaram-se as técnicas de microscopia ótica (MO), microscopia eletrônica de varredura (MEV), e análise de energia dispersiva de raio-X (EDAX) para a análise da superfície e identificação dos produtos da corrosão. Conclui-se que petróleos pesados podem promover tipos de corrosão distintos em um mesmo material. A composição química do petróleo tem influência direta sobre o tipo de corrosão. A temperatura de tratamento tem influência direta sobre o nível de corrosão do material e que o aumento da energia de soldagem contribui para um maior nível de corrosão.

Manutenção centrada em confiabilidade
aplicada em instalações de gás natural do
gasoduto Bolívia Brasil
Robison Tirre Ribeiro – Transportadora Brasileira Gasoduto Bolívia Brasil S.A., Coordenador de Manutenção de Instalações
Nancy Flora Alves Pinto – Transportadora Brasileira Gasoduto Bolívia Brasil S.A., Engenheira de Instrumentação e Processo
A Transportadora Brasileira Gasoduto Bolívia Brasil S.A.( TBG) iniciou, em 2000, um programa de estudos baseado na metodologia de Manutenção Centrada em Confiabilidade (RCM -Reliability Centered Maintenance) com o objetivo de analisar suas principais e mais críticas instalações e sistemas segundo esta metodologia visando garantir alta confiabilidade por meio da manutenção. Estes estudos permitiram aos participantes conhecerem em profundidade os sistemas e dispositivos das instalações; mapear através de um FMEA (Failure Modes and Effects Analysis) todos os principais modos de falha das funções dos diversos sistemas e dispositivos; avaliar as conseqüências das falhas e seu impacto sob o ponto de vista de segurança, meio ambiente e operação da estação; determinar as atividades de manutenção (preventiva, preditiva e de busca de falhas) necessárias à manutenção da confiabilidade da estação; identificar oportunidades de melhorias de projeto da instalação visando o incremento de sua confiabilidade; identificar necessidades de implementação de procedimentos de operação e manutenção ou modificação nos existentes.

Analisador Virtual de Propriedades
em Reatores de Polimerização
Tiago Mohr– Ipiranga Petroquímica S.A.
Jorge O. Trierweiler – Departamento de Engenharia Química - UFRGS
Argimiro R. Secchi – Departamento de Engenharia Química - UFRGS
Este trabalho descreve o processo de polimerização do etileno para produção de PEAD. Para este processo, foi proposto um modelo para predição de fluidez (MI) e estimativa de variáveis não medidas. A fim de obter predições isentas de off-set, foi proposto o uso de um filtro de Kalman estendido (EKF) na forma contínua-discreta, com estimativa de uma variável não medida – a concentração de impurezas. Esta variável não medida é utilizada como um parâmetro do modelo, de forma a permitir uma correção em linha do mesmo. Os resultados em uma unidade industrial mostram boa aplicabilidade e sugerem potencial de implementação de estratégias de controle avançado.

Comparativos entre diferentes folhas de PTFE para fabricação de juntas de vedação suas vantagens, características e diferenças
José Antonio Almeida, José Carlos C. Veiga – Teadit
Indústria e Comércio Ltda.
Para manter uma boa vedação, os materiais de juntas devem ter estabilidade dimensional e resistência à temperatura, à pressão e ao fluido a ser vedado. Os materiais convencionais de juntas de PTFE possuem uma resistência química excepcional, mas carecem de estabilidade dimensional. Sob pressão e temperatura, os materiais convencionais de PTFE apresentam fluência e escoam. Após um curto período em serviço, as juntas feitas de PTFE puro, são incapazes de manter o torque em conseqüência ao fato de perderem espessura devido ao relaxamento por fluência. O re-aperto, com freqüência, é necessário para manter a junção isenta de vazamentos. Várias alternativas são usadas para reduzir esse problema. Nesse trabalho, várias folhas de juntas de PTFE disponíveis no mercado são comparadas. Testes como o de ciclo térmico, retenção de torque, relaxamento por fluência e compressibilidade foram realizados e os resultados foram analisados. A partir dos resultados, é mostrado que as “Folhas Aditivadas de PTFE Reestruturado” exibem o melhor equilíbrio das propriedades desejadas e melhor selabilidade.
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