MATÉRIA DE CAPA – Edição 262 - Julho de 2004
Pólo Petroquímico de Camaçari: vocação para o valor agregado
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O pólo petroquímico de Camaçari está crescendo – em todos os elos da cadeia – e assumindo um novo perfil industrial. A reboque das produtoras de resinas – e movidas por incentivos do Governo do Estado e da Prefeitura de Camaçari – 18 transformadoras de plásticos estão se instalando na cidade.

“O pólo petroquímico do nordeste tem uma forte vocação para exportar produtos transformados para a Costa Leste dos EUA. É mais competitivo do que qualquer produtor asiático, é um dos maiores pólos do mundo, e tem unidades extremamente modernas”, comenta o vice-presidente de Relações Institucionais da Braskem, Alexandrino de Alencar.

O tamanho do otimismo pode ser medido pelos investimentos em curso: após ampliar sua unidade de insumos básicos, a Braskem está investindo em suas unidades produtoras de resinas. Até 2005, serão agregadas mais 30 mil toneladas na capacidade anual de produção de polietilenos – isso sem contar o projeto da Politeno, de aumentar sua produção em mais 40 mil toneladas.

Grande parte dessa produção é transformada em artefatos plásticos ali mesmo, no Poloplast – gerenciado pela Prefeitura de Camaçari. No total, são 71 empresas – desde produtoras de artefatos plásticos até fabricantes de eletrodomésticos – que aproveitaram os incentivos fiscais do Programa Bahia Desenvolve (do Governo Estadual) e a infra-estrutura cedida pela Prefeitura. “O Poloplast é um case de sucesso. Existem em Camaçari várias fábricas extremamente modernas”, conta Alexandrino.

“Queremos transformar Camaçari em uma cidade referencial para transformação de resinas”, completa o prefeito da cidade, Helder Almeida.

Em outro flanco, surge o programa denominado Cadeia Têxtil Integrada – que visa a implantação de um conjunto de projetos relacionados à cadeia têxtil. A idéia, como no Poloplast, é trazer para a Bahia as empresas produtoras de PTA e PET, que consomem o paraxileno produzido pela Braskem. “Há espaço para ampliar a produção de aromáticos e completar a cadeia dos têxteis”, salienta o superintendente da Politeno, Jaime Sartori.

Pelo menos sete grupos já mostraram interesse no programa – o que resultaria em um investimento de US$ 400 milhões em três unidades.
“O Programa Bahia Desenvolve tem sido um excelente instrumento de atração de investimentos e, no setor petroquímico, principalmente para as indústrias transformadoras de plásticos, tem contribuído positivamente para a viabilização de inúmeros negócios”, comenta o secretário de Indústria e Comércio da Bahia, Otto Alencar.

Hoje 35% da pauta de exportação do Estado da Bahia vem do segmento químico e petroquímico – nada mal para uma cidade que, há pouco mais de 30 anos, produzia quiabos.

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