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O pólo petroquímico de Camaçari está
crescendo em todos os elos da cadeia e assumindo um
novo perfil industrial. A reboque das produtoras de resinas
e movidas por incentivos do Governo do Estado e da Prefeitura de
Camaçari 18 transformadoras de plásticos estão
se instalando na cidade.
O pólo petroquímico do nordeste tem uma forte
vocação para exportar produtos transformados para
a Costa Leste dos EUA. É mais competitivo do que qualquer
produtor asiático, é um dos maiores pólos do
mundo, e tem unidades extremamente modernas, comenta o vice-presidente
de Relações Institucionais da Braskem, Alexandrino
de Alencar.
O tamanho do otimismo pode ser medido pelos investimentos em curso:
após ampliar sua unidade de insumos básicos, a Braskem
está investindo em suas unidades produtoras de resinas. Até
2005, serão agregadas mais 30 mil toneladas na capacidade
anual de produção de polietilenos isso sem
contar o projeto da Politeno, de aumentar sua produção
em mais 40 mil toneladas.
Grande parte dessa produção é transformada
em artefatos plásticos ali mesmo, no Poloplast gerenciado
pela Prefeitura de Camaçari. No total, são 71 empresas
desde produtoras de artefatos plásticos até
fabricantes de eletrodomésticos que aproveitaram os
incentivos fiscais do Programa Bahia Desenvolve (do Governo Estadual)
e a infra-estrutura cedida pela Prefeitura. O Poloplast é
um case de sucesso. Existem em Camaçari várias fábricas
extremamente modernas, conta Alexandrino.
Queremos transformar Camaçari em uma cidade referencial
para transformação de resinas, completa o prefeito
da cidade, Helder Almeida.
Em outro flanco, surge o programa denominado Cadeia Têxtil
Integrada que visa a implantação de um conjunto
de projetos relacionados à cadeia têxtil. A idéia,
como no Poloplast, é trazer para a Bahia as empresas produtoras
de PTA e PET, que consomem o paraxileno produzido pela Braskem.
Há espaço para ampliar a produção
de aromáticos e completar a cadeia dos têxteis,
salienta o superintendente da Politeno, Jaime Sartori.
Pelo menos sete grupos já mostraram interesse no programa
o que resultaria em um investimento de US$ 400 milhões
em três unidades.
O Programa Bahia Desenvolve tem sido um excelente instrumento
de atração de investimentos e, no setor petroquímico,
principalmente para as indústrias transformadoras de plásticos,
tem contribuído positivamente para a viabilização
de inúmeros negócios, comenta o secretário
de Indústria e Comércio da Bahia, Otto Alencar.
Hoje 35% da pauta de exportação do Estado da Bahia
vem do segmento químico e petroquímico nada
mal para uma cidade que, há pouco mais de 30 anos, produzia
quiabos.
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