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A Bahia quer voltar a ter destaque no cenário nacional de
petróleo. Um esforço conjunto entre o Governo do Estado,
Federação das Indústrias e Agência Nacional
do Petróleo é a injeção de ânimo
que faltava para revitalizar a atividade de exploração
e produção de petróleo no Estado.
A ANP busca a parceria da Petrobras com pequenas empresas para reativar
os campos maduros. O diretor da Agência, Newton Reis Monteiro,
tem conversado com a Petrobras para viabilizar parcerias com pequenas
e médias petroleiras do país. A Petrobras pode
investir em campos maduros se associando a outras empresas.
O trabalho da Fieb inclui a criação do Comitê
de Petróleo e Gás que irá atuar como interlocutor
entre a iniciativa privada e o Governo. Nas primeiras reuniões
do Comitê, os integrantes vêm discutindo os planos de
trabalho entre os objetivos estão maximizar a capacidade
de fornecimento da indústria local.
E o Estado busca atrair produtores de equipamentos entre
elas a fabricante de válvulas Nadvic. Motivada por incentivos
fiscais, a empresa montou uma fábrica no Centro Industrial
de Aratu, com capacidade de fabricar até 5 mil peças
por mês. Viemos nos instalar na Bahia, devido às
facilidades de exportação para os EUA e a Europa,
para atender de perto a carência do mercado nordestino e,
também, pelos incentivos oferecidos pelo Governo do Estado,
conta o diretor Comercial da empresa, Marcos Benfatti.
Novo pólo da indústria naval
A reativação do canteiro de São Roque do Paraguaçu
é um dos ícones da retomada da indústria na
Bahia. Depois de abrigar a jaqueta da plataforma de Cangoá/Peroá,
o local será utilizado pelo consórcio Odebrecht/Ultratec
para construir os módulos da PRA-1. O projeto do Governo
do Estado é transformar São Roque do Paraguaçu
em um grande estaleiro para a fabricação de plataformas
offshore.
A Base de Aratu, onde já existe estrutura de reparo de embarcações,
poderá ganhar um complexo de construção naval.
Um estudo de viabilidade técnica e econômica para a
criação de um novo estaleiro está sendo realizado
pela Emgepron e Ultratec Engenharia se os resultados forem
favoráveis, a Marinha deverá instalar na área
da Base de Aratu uma indústria de construção
naval e um segundo dique-seco, maior que o existente no local.
O secretário de Indústria e Comércio da Bahia,
Otto Alencar, conta que tem recebido muitas visitas de empresas
privadas do segmento de construção naval interessadas
em investir na Bahia. Além de Aratu, temos indicado
para esses empresários a região de São Roque
do Paraguaçu, também muito propícia para abrigar
estaleiros.
Investimentos aumentam produção de petróleo
Engana-se quem pensa que a produção de petróleo
e gás já esteja se exaurindo nas bacias baianas. Marítima,
W. Washington, Petrorecôncavo, Starfish, Queiroz Galvão,
El Paso e até mesmo a Petrobras investem em exploração
e desenvolvimento de campos para aumentar a produção
no Estado.
Até o final do próximo ano, entrará em operação
o campo de Manati, com a produção diária de até
6 mil m³ de gás natural. O Projeto prevê a perfuração
de sete poços, instalação de uma plataforma fixa
não habitada, construção de um duto de 117 km
e implantação de uma unidade de processamento de gás
natural.
Localizado na Bacia de Camamu, com reservas de 23 bilhões de
m³ de gás, o projeto contempla sete poços interligados
a uma plataforma fixa. Todo o projeto de desenvolvimento está
orçado em cerca de US$ 55 milhões.
A Queiroz Galvão estuda a perfuração de poços
nos blocos BM-CAL-5 e BM-CAL-6, também localizados na bacia.
Na bacia do Recôncavo, a empresa fará levantamentos sísmicos
no bloco BT-REC-8.
Outras petroleiras preparam campanhas de perfuração
na Bacia do Recôncavo. A Starfish deverá perfurar seu
primeiro poço no BT-REC-7.
Já a PetroRecôncavo deverá iniciar a perfuração
de dois novos poços no BT-REC-10. A empresa petroleira confirmou
a viabilidade comercial do campo de Lagoa do Paulo. Até hoje
a Petrorecôncavo apenas operava doze poços na Bacia,
prestando serviços à Petrobras.
A Marítima está acertando os detalhes finais para colocar
em operação duas áreas descobertas a partir da
perfuração dos poços 1-MPE-1BA e 1-MPE-5DP, localizados
no BT-REC-3.
Um grande mercado para o gás natural
A Bahiagás vive uma situação inusitada
pelo menos quando comparada às distribuidoras de gás
da região Sudeste: não consegue atender a uma demanda
reprimida de 1 milhão de m³ diários, por falta
de produto.
Hoje a empresa distribui cerca de 4 milhões de m³ por
dia, de um total de 6,4 milhões de m³ consumidos pelo
Estado os 2 milhões de m³ restantes são
consumidos pela própria Petrobras na fábrica de fertilizantes
e na produção de petróleo.
Só que os campos baianos não produzem mais que 5,3 milhões
de m³ por dia e o Estado precisa recorrer ao vizinho Sergipe,
que complementa a oferta com mais 1,1 milhão de m³.
A distribuidora de gás do Estado, Bahiagás, aguarda
a entrada em produção dos campos descobertos em Camamu
e a conexão da malha Nordeste com o Sudeste para aumentar o
número de clientes e o volume vendido.
Petrobras vai investir US$ 3,8 bi na Bahia
A Petrobras vai investir US$ 3,8 bilhões no Estado da Bahia,
nos próximos seis anos. O investimento será distribuído
em projetos nas áreas de exploração e produção,
gás e energia, e refino. A informação foi dada
pelo diretor da Área Financeira da companhia, José Sergio
Gabrielli, durante palestra realizada na Fieb.
Só o Gasene que terá 800 quilômetros no
território baiano receberá US$ 760 milhões.
Além disso, a malha de gasodutos da região Nordeste
terá mais US$ 560 milhões. A usina termelétrica
Termobahia vai ser concluída, com mais US$ 35 milhões.
A Refinaria Landulpho Alves vai receber US$ 745 milhões destinados
à adequação dos equipamentos ao processamento
de óleo pesado e ao perfil de consumo da região.
A maior fatia dos recursos serão destinados à área
de E&P: serão US$ 30 milhões em exploração
e US$ 215 milhões em produção. |