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Os cinco grandes projetos que a Petrobras está colocando
em operação até o final do próximo ano
garantem a chegada do Brasil à lista dos países auto-suficientes
em petróleo. Além do FPSO de Marlim Sul já
em operação até dezembro de 2005 entram
em produção as plataformas P-43 (Barracuda), P-48
(Caratinga), P-50 (Albacora Leste) e P-34 (a primeira fase do campo
de Golfinho).
É uma grande mudança para a Petrobras. Estamos
passando de uma produção atual de 1.521 mil barris
para 1.780 mil barris por dia, o que é bastante significativo,
comenta o gerente geral Estratégia e Gestão de Portfólio
de E&P da Petrobras, José Luiz Marcusso.
Já ao final deste ano, devem entrar em produção
as plataformas P-43 e P-48 cada uma com capacidade para produzir
150 mil barris diários. E o cronograma prevê a entrada
em produção da P-50 no segundo semestre de 2005, com
capacidade de 180 mil barris.
No campo de Jubarte, a proposta é antecipar a produção
através da P-34 que está sendo convertida para
produzir 60 mil barris diários. Na prática, a capacidade
total adicional de 640 mil barris só será alcançada
quando todos os sistemas estiverem operando a plena carga. Mesmo
assim, ao final de 2005 será possível agregar mais
da metade dessa capacidade e atingir a auto-suficiência.
São cinco projetos importantíssimos. Esse é
o primeiro passo para a auto-suficiência, conta Marcusso.
Atingido esse primeiro objetivo, o desafio será sustentar
a auto-suficiência. A partir daí serão mais
dez projetos de óleo e dois de gás entrando
em produção em dois anos. E, no longo prazo,
teremos novos projetos e a ocorrência de novas descobertas,
completa o gerente.
Pelas projeções da Petrobras, em 2010 a produção
interna atinge a marca de 2.300 mil barris diários
dos quais 550 mil barris serão exportados. Somados
à produção externa de 479 mil barris, a Petrobras
atingirá vendas internacionais superiores a 1 milhão
de barris diários.
A demanda interna, prevista para 2010, é de 2.023 mil barris
diários compostos por uma carga de 1.870 mil barris
processada internamente (1.750 mil barris de óleo nacional
e 120 mil barris de óleo leve importado) mais uma importação
de 153 mil barris de derivados. Isso considerando um crescimento
anual de 4% do PIB, com um crescimento médio de 2,4% no mercado
de derivados.
Já em 2006 a Petrobras implantará sistemas antecipados,
de 100 mil barris diários, em três novas áreas
Golfinho, RJS-409 e ESS-132. Além de conhecer melhor
essas áreas, a companhia quer antecipar a produção
de óleo leve.
No ano seguinte entram em operação as grandes plataformas
nos campos de Roncador (P-52 e P-54) e Marlim Leste (P-53), além
do campo de Frade (operado pela ChevronTexaco). A Petrobras prevê
ainda a antecipação da produção no módulo
3 do campo de Marlim Sul.
Para 2008, o cronograma prevê a entrada em produção
do módulo 2 do campo de Marlim Sul (P-51) e um FPSO complementar
no campo de Albacora para retardar o declínio do campo.
O campo de Albacora atingiu o pico de produção
em 1999, com 157 mil barris por dia. Essa produção
chegou a cair para um nível de 120 mil barris e, através
de projetos de melhoria da performance operacional, injeção
de água, e com a identificação de novos poços
dentro do próprio campo de Albacora, hoje produzimos 140
mil barris diários.
Após 2008 entram em produção os módulos
3 e 4 do campo de Roncador, os módulos 3 e 4 em Marlim Sul,
e o projeto definitivo do campo de Jubarte. Como ainda está
finalizando os estudos de viabilidade técnica e econômica
dos projetos, a Petrobras não definiu sobre a compra ou o
afretamento das plataformas. O óleo leve do campo de
Jubarte entra na fase definitiva de desenvolvimento, assim como
os campos de Cachalote e Baleia Franca que foram descobertos no
mesmo bloco exploratório, e outras acumulações
com comercialidade a ser declarada, tanto na Bacia do Espírito
Santo como na Bacia de Campos. Mais a longo prazo temos o esforço
exploratório, finaliza Marcusso.
Petrobras adota tecnologias para manter produtividade em áreas
maduras
Além de investir em novos projetos, a Petrobras vem destinando
grande esforço para manter a produtividade em áreas
maduras implantando tecnologias de recuperação
avançada para reverter o declínio.
Os resultados já podem ser observados nas bacias de Sergipe-Alagoas,
Recôncavo e Solimões, onde a produção
de óleo tem aumentado através da injeção
de água, gás, vapor e até mesmo CO2.
Além do campo de Albacora, a adoção de tecnologias
de recuperação avançada tem permitido à
Petrobras manter a produção nas bacias do RN-CE
com produção na faixa de 100 mil barris diários
. Existe a melhoria da performance dos projetos de recuperação,
e a continuidade da exploração dentro dos ring fenses.
Assim a companhia retarda o declínio da produção
em áreas maduras.
No Amazonas, o gás produzido é reinjetado permitindo
manter a produção em torno dos 56 mil barris. Como
não temos o mercado de gás natural desenvolvido, a
idéia foi injetar o gás para retirar líquido.
Em outras áreas, a adoção de tecnologias de
recuperação avançada tem elevado a produção
como é o caso da Bacia de Sergipe-Alagoas, onde a
produção saltou de 45 mil barris para 54 mil barris
diários. No Estado da Bahia, a empresa estuda o uso de tecnologias
de recuperação, como injeção de CO2
e vapor para ampliar a atual produção de 52 mil barris
diários
Maior produção de gás natural
Diante da perspectiva de aumento médio de 14,2% no consumo
de gás natural no país, a Petrobras prepara a entrada
em produção de três campos de gás até
2010.
O primeiro deles já começa a produzir antes do final
do ano: Peroá-Cangoá, na Bacia do Espírito
Santo, com uma produção de 3 milhões de m³
por dia com pico de 5 milhões de m³. A Setal
responsável pela construção já
finalizou o posicionamento e estaqueamento em alto-mar da jaqueta
e prepara o embarque do convés, do heliponto e do alojamento
da plataforma Peroá PPR-1 para setembro. A plataforma será
inabitada, com toda a operação controlada remotamente
por terra.
Em outubro de 2005 entrará em operação o campo
de Manati, na Bacia de Camamu-Almada. Em fase final de definição
da licitação, o campo injetará mais 6 milhões
de m³ de gás na região Nordeste.
O grande projeto, no entanto, será o campo de Mexilhão,
na Bacia de Santos. O primeiro mega-campo da Bacia deverá
produzir entre 15 milhões e 18 milhões de m³
de gás por dia. Devemos ter uma definição
mais clara do projeto em 2005. Nossa previsão é que
o campo opere a partir de 2009.
Mas, antes de conceituar todo o projeto, a Petrobras discute com
a ANP o plano de desenvolvimento do campo.
E, em 2010, a Bacia de Campos estará produzindo 26 milhões
de m³ diariamente.
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