ARTIGOS TÉCNICOS – Edição 267 - Dezembro de 2004
Análise de Indicador de C&T nos Elos da Cadeia Produtiva Petrolífera
Enga. Ana Amélia Magalhães Gomes Martini, MSc.
Doutoranda da Escola de Química, UFRJ
Profa. Adelaide Maria de Souza Antunes, DSc.
Escola de Química, UFRJ
Resumo

Considerando a importância da indústria de petróleo no mundo, este trabalho tem como objetivo apresentar um estudo sobre a estrutura da indústria petrolífera, sob a ótica de cadeia produtiva, utilizando um dos principais indicadores de ciência e tecnologia (C&T), os indicadores bibliométricos, para a determinação dos fatores críticos de competitividade. A metodologia utilizada no desenvolvimento do trabalho foi de prospecção tecnológica tendo como fonte de pesquisa uma base de dados específica para o setor de petróleo. A análise dos indicadores bibliométricos de inovação tecnológica fornece um mapeamento das tendências tecnológicas para os elos desta cadeia.
Construção e intrumentação com tecnologia fieldbus de uma coluna piloto de destilação
Cintia Marangoni, UFSC, Prog. de Pós-Graduação em Eng. Química
Giovani Pasetti,UFSC, Prog. de Pós-Graduação em Eng. Elétrica
Julio Elias Normey Rico, UFSC, Depto. de Automação e Sistemas
Ricardo Antonio Francisco Machado, UFSC, Depto. de Eng. Química e Eng. de Alimentos
Ariovaldo Bolzan, UFSC, Depto. de Eng. Química e Eng. de Alimentos
Resumo

Este trabalho descreve a implementação de uma unidade piloto de destilação, instrumentada com tecnologia fieldbus, para estudos na formação de especialistas na área de controle de processos, para atuação nos setores de petróleo e gás natural. Este projeto consiste em uma parceria entre a Universidade Federal de Santa Catarina e a Agência Nacional de Petróleo.
A Exploração e Produção de Petróleo e Gás
Natural após a reforma da Indústria Petrolífera
no Brasil: Evolução dos Investimentos,
Impactos Econômicos e Perspectivas
André Canelas
Economista e mestrando do Programa de Planejamento Energético – COPPE / UFRJ
Resumo

Este artigo aborda a evolução e os impactos econômicos dos investimentos na atividade de exploração e produção de petróleo e gás natural (E&P) realizados no Brasil, do ano de 1998 a 2003, e as perspectivas quanto aos impactos e à relevância futura desta atividade para o país. A justificativa para este corte temporal da análise foi a mudança institucional que ocorreu na indústria brasileira de petróleo, com a aprovação da Emenda Constitucional nº 9, que deu início a esta reforma institucional e flexibilizou a forma de execução do monopólio da União para as atividades de exploração, produção e refino de petróleo, e com a aprovação da Lei nº 9.478, comumente designada “Lei do Petróleo”, que representou o que seria a partir de então a nova legislação sobre a organização econômica das atividades relacionadas à indústria de petróleo. Esta mudança de ambiente institucional gerou um fluxo considerável de investimentos nas atividades de exploração e produção, por parte de um grande número de companhias entrantes, adicionando-se ao esforço da companhia incumbente, a Petrobras.
Licenciamento Ambiental Específico para
a Atividade de Sísmica
Luiz Gustavo Escorcio Bezerra
Especialista em Direito Ambiental e Direito do Petróleo do Stroeter Royster e Ohno Advogados
Resumo

Nova Resolução do Conselho Nacional de Meio Ambiente - Conama, tão aguardada pela Indústria do Petróleo, entrou em vigor no último dia 20 de novembro regulando especificamente o licenciamento ambiental da atividade de aquisição de dados sísmicos em ecossistemas marinhos e em zonas de transição para o ambiente terrestre.

Perspectivas do Mercado de Derivados
no Brasil

Suzana Borschiver,
Professora Doutora – EQ/UFRJ na Área de Gestão e Inovação Tecnológica
Marisa M. Barros
Mestranda –EQ/UFRJ na Área de Gestão e Inovação Tecnológica
Resumo

O presente trabalho tem como objetivo discutir o panorama do mercado de derivados no Brasil, após a flexibilização do monopólio da Petrobras em 1997, destacando a redefinição do papel de antigos players desta cadeia produtiva – refinarias e centrais petroquímicas – e, o papel de novos players – formuladores e importadores. A regulamentação do novo modelo, após abertura do mercado, tem sido importante para estabelecer um ambiente competitivo, mas, indubitavelmente, as estratégias de competição adotadas pelas empresas estão sendo fundamentais para sua sobrevivência. Conjuntamente com estas mudanças, foram considerados aspectos mercadológicos como: insuficiência da produção doméstica para suprir a crescente demanda por derivados, principalmente GLP, nafta e diesel, tornando o país mais dependente de importações; limitação da capacidade/tecnologia do parque de refino, impedindo o processamento da produção nacional de petróleo, tipicamente pesado e de oferta crescente, sendo o excedente destinado ao mercado externo. O cenário propício à internacionalização, de uma maneira geral, torna as empresas mais vulneráveis à conjuntura política econômica internacional, mas, em contrapartida, possibilita-as alcançarem novas tecnologias e mercados, pontos cruciais para o desenvolvimento e aumento da competitividade. São exemplificadas alternativas encontradas pelo setor de refino para adequação do negócio aos requisitos do mercado.
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