Caracterização do dano de formação devido à incrustação de sulfato de bário para previsão da queda de produtividade do poço
P. G. Bedrikovetsky, SPE, P. M. Gladstone, North Fluminense State University (LENEP/UENF);
R. P. Monteiro, (LENEP/UENF);
F. F. Rosário, SPE, Petrobras/CENPES;
M. C. Bezerra, SPE, Petrobras/CENPES,
R. P. Lopes Jr., Petrobras/UN-BC;
Resumo

Injeção de água é um dos métodos os mais comuns de recuperação de óleo embora conduza a determinados problemas de produção após a chegada da água, por exemplo corrosão, incrustação, etc. O interesse neste trabalho é a formação do mineral sulfato de bário (Barita, BaSO4) que ocorre a partir da mistura das salmouras. A formação de barita no poço e nas tubulações de produção ocorre em muitos campos petrolíferos quando a água de injeção rica em sulfato mistura com água de formação rica em bário perto ou no poço. Isso foi detectado em vários campos da Bacia de Campos (Brasil).

O modelo matemático para precipitação de sulfato contém dois parâmetros empíricos: o coeficiente cinético de reação, que caracteriza quão rápida a precipitação se dará; e o coeficiente de dano de formação, que mostra como a precipitação afeta à permeabilidade da rocha. O conhecimento destes dois parâmetros é essencial para uma previsão confiável do declínio da produtividade dos poços produtores durante a injeção de água do mar. Estes parâmetros são empíricos e dependem das propriedades da rocha; conseqüentemente eles devem ser determinados em testes laboratoriais, através da injeção da água do mar e de formação em testemunhos de rochas.

Dados de testes de injeção em testemunhos são apresentados em muitos “papers”. Mas, não existe nenhuma tentativa para determinação dos coeficientes do modelo através destes testes, com o intuito de realizar uma simulação de reservatório baseada em dados laboratoriais.

Foi desenvolvido no presente trabalho um novo método para determinação simultânea de ambos os coeficientes através de dados laboratoriais. O método determina o coeficiente cinético através da medida da concentração dos íons no efluente. O coeficiente de dano de formação é determinado pela medição da queda de pressão ao longo do testemunho. Estes procedimentos laboratoriais são rotineiros e os dados estão disponíveis na literatura.

O método proposto neste trabalho é baseado no problema inverso para fluxo reativo em rochas. Este método fornece valores únicos para os dois coeficientes, e a solução é estável com respeito a pequenas perturbações dos valores medidos.

Os dados laboratoriais de incrustação de sulfatos obtidos por Lopes, 2002 e por Todd, A.C, 1992, foram tratados e usados para previsão da queda de produtividade no campo N (Bacia de Campos).

A previsão de comportamento do poço e o ajuste de histórico validam o método proposto neste trabalho. Isso permite recomendar o método desenvolvido para previsão do declínio da produtividade de poços – “do laboratório para os poços”.
Aplicação de uma abordagem baseada em redes neurais na previsão da produção de uma estação coletora de petróleo
Wesley R. de Paula, André G. de Sousa -Mestrandos, Curso de Pós-Graduação em Informática
Herman M. Gomes - PhD, Inteligência Artificial
Carlos de O. Galvão - Doutor, Recursos Hídricos e Saneamento Ambiente
Universidade Federal de Campina Grande.
Resumo

O objetivo deste trabalho é apresentar um estudo inicial da aplicação de uma Rede Neural de Elman ao problema de previsão da vazão de uma estação coletora de petróleo. Este estudo é parte de um projeto mais amplo, que visa a produção de um sistema automático, em tempo real, para remotamente controlar uma malha de distribuição de petróleo, de tal forma que uma eficiência ótima possa ser garantida em termos de: (i) maximização do volume de óleo transportado; e (ii) minimização do consumo de energia, riscos de falhas e danos ao ambiente. Resultados promissores (com baixo erro médio quadrado) foram obtidos para previsões de até 10 minutos no futuro.
Estudo da fluidodinâmica e da
eficiência de deslocamento em
sistemas água-óleo
Marintho B. Quadri, Ricardo A. F. Machado
Dr., Engenheiro Químico – UFSC/Departamento de Engenharia Química
Renan M. Baptista
Mestre, Engenheiro de Petróleo – Cenpes / Petrobras
André L. Nogueira, Toni J. Lopes
Mestre, Engenheiro Químico – UFSC/Departamento de Engenharia Química
Resumo

Diversas operações e procedimentos na indústria do petróleo estão relacionados ao deslocamento imiscível de um fluido por outro, podendo-se citar: a elevação natural e artificial do óleo a partir dos poços; o bombeamento, através de dutos, de óleos de viscosidade elevada mediante a injeção conjunta de água, além da recuperação secundária de petróleo. A eficiência deste último tipo de processo é uma conseqüência direta dos fenômenos interfaciais característicos de sistemas água-óleo. Também o fenômeno de inversão de fases, como acontece no caso de vazamento de óleo a partir de dutos submersos, pode ser considerado dentro desta temática. Neste contexto, é importante uma análise experimental da estabilidade da interface água-óleo bem como dos fatores que levam ao aparecimento do fenômeno de digitação, representado pelo escoamento viscoso de uma das fases que avança para o interior da outra na forma de um ou mais fingers. O modelo matemático utilizado para descrever o deslocamento imiscível de um fluido por outro é desenvolvido inicialmente para células de Hele-Shaw. Observações experimentais com uma célula de Hele-Shaw possibilitam avaliar o modelo proposto e sua aptidão para descrever adequadamente o fenômeno da digitação viscosa devidamente relacionado às propriedades físicas (densidade, viscosidade e tensão interfacial) e geométricas do sistema.
Efeito da injeção de água fria no declínio da injetividade devido à suspensão de partículas
Pavel Bedrikovetsky, Ph.D., engenheiro de Petróleo - UENF
Diogo R. Fonseca, Estudante de Engenharia de Petróleo - UENF
Ronaldo O. Paiva, Mestrado, Engenheiro de Petróleo - Petrobras
Resumo

Esse trabalho apresenta um modelo analítico para interpretar dados de pressão depois da injeção de água fria em um reservatório de óleo quente. A água injetada contém partículas sólidas e líquidas que causam a queda da permeabilidade. As permeabilidades relativas características do meio poroso são explicadas para a dependência da temperatura na mobilidade dos fluidos. Isso mostra que a diferença de temperatura entre a água injetada e de formação, e a variação da mobilidade água-óleo têm efeitos significativos nos dados de pressão durante o entupimento da rocha pelas partículas injetadas em suspensão. A combinação dos dados de campo às curvas geradas das soluções analíticas fornece estimativas do parâmetro dano de formação – coeficiente dano de formação e de filtração, razão da porosidade crítica e permeabilidade do reboco. O efeito da temperatura da água injetada na queda de injetividade do poço é particularmente estudado para injeção de água fria em reservatórios de óleo pesado.
Separação Gravitacional de Emulsões de Água em Óleo Pesado
Antonio C. Bannwart, Unicamp – Depto. de Engenharia de Petróleo
Rosivânia P. Silva, Unicamp – Depto. de Engenharia de Petróleo
Carlos Henrique M. de Carvalho, Petrobras – Cenpes
Resumo

O processamento primário dos fluidos do petróleo consiste na separação entre o óleo, a água, o gás e as partículas em suspensão, no condicionamento dos hidrocarbonetos para que possam ser transferidos para as refinarias, e no tratamento da água para reutilização. Com a descoberta, no Brasil, de significativas reservas de óleos pesados, cuja densidade é mais próxima da água e a viscosidade é da ordem de centenas a milhares de vezes a da água, a produção e o processamento primário desses óleos com as tecnologias usuais podem tornar-se pouco atraentes, ou mesmo inviáveis economicamente. Sabendo-se que a exigência da maioria das refinarias é de que a quantidade de água dispersa no óleo esteja abaixo de 1%, este trabalho investiga a quebra da emulsão de água em óleo pesado em separadores gravitacionais. O estudo visa contribuir para a definição de critérios que possibilitem o dimensionamento de vasos separadores horizontais para esse tipo de emulsão. Para tanto, desenvolve-se um modelo físico-matemático do fenômeno, o qual permite avaliar a influência de diversas variáveis nas dimensões do vaso, tais como: viscosidade e densidade do óleo, fração volumétrica e tamanho das partículas de água dispersas no óleo.
As atividades de exploração e produção onshore em campos maduros no Brasil sob a ótica da nova economia institucional
Regina Zamith – Pesquisadora do Instituto de Eletrotécnica e Energia da USP
Edmilson Moutinho dos Santos – Professor Associado do Instituto de Eletrotécnica e Energia da USP
Resumo

Este artigo discute sobre as especificidades das atividades de exploração e produção (E&P) de petróleo e gás natural em campos considerados maduros e/ou marginais, que constituem a maior parte das áreas brasileiras conhecidas como onshore. Através dos conceitos da Nova Economia Institucional (NEI) e de sua vertente mais conhecida, a teoria da Economia dos Custos de Transação (ECT), apresenta-se uma discussão sobre o ambiente institucional e contratual brasileiro para o desenvolvimento dessas atividades, incluindo sua regulamentação e caracterização. Contrapondo ao ambiente institucional nacional, apresenta-se o desenvolvimento das atividades onshore no Texas, estabelecendo-se comparações entre as duas realidades e, também, em relação à ação de seus respectivos órgãos reguladores, a Agência Nacional de Petróleo (ANP), no Brasil, e a Texas Railroad Commission (TRC), no Texas.
A evolução dos investimentos em exploração e produção de petróleo e gás após a reforma da indústria brasileira de petróleo
André Canelas - Economista e mestrando do Programa de
Planejamento Energético- PPE, do Coppe / UFRJ
Resumo

Desde a aprovação da Emenda Constitucional nº 9/95 e da Lei nº 9.478/97, a abertura da indústria brasileira de petróleo gerou um fluxo expressivo de investimentos por parte de um grande número de companhias entrantes no segmento de exploração e produção (E&P). Estes investimentos somaram-se ao já considerável montante de investimento que vem sendo realizado pela estatal Petrobras nesta atividade.

Mensurar a importância destas inversões no conjunto do investimento mundial realizado recentemente na atividade de E&P permite esclarecer uma das razões de o Brasil ter ingressado, após a abertura da indústria petrolífera, no restrito grupo de áreas mundiais atrativas para a implementação de estratégias de diversificação de investimentos no segmento E&P, principalmente por parte de grandes companhias petrolíferas mundiais.
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