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| No limiar das novas tecnologias |
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| Petrobras adota inovações tecnológicas
em sísmica para melhor resolução dos reservatórios
de petróleo nas bacias marítimas. |
Sísmica 4D, OBC, 3D VSP e uma série de outras metodologias
para aquisição e processamento já são
utilizadas pela Petrobras uma forma que a companhia encontrou
para aumentar a confiabilidade dos dados que serão utilizados
nas atividades de exploração e de caracterização
de reservatórios. Metodologias essas que estão trazendo
bons resultados às companhias que operam no Mar do Norte e
no Golfo do México e que agora podem proporcionar à
Petrobras informações adicionais e necessárias
que a sísmica tradicional não permitiria.
O histórico mostra que a Petrobras é uma companhia
que tradicionalmente optou pela utilização das melhores
tecnologias, tanto de aquisição quanto de processamento.
Até porque isso é um meio de otimizar os custos: o dinheiro
investido em aquisição de dados de melhor qualidade
e em tecnologia de processamento diminui os riscos da exploração,
explica o gerente de Suporte Técnico da Área de E&P,
Celso Martins.
Tome como exemplo a delimitação exploratória
da descoberta do Campo de Roncador: com um levantamento sísmico
3D, a companhia perfurou cerca de oito poços para conhecer
os reservatórios do Campo e avaliar o volume de hidrocarbonetos
da descoberta. Caso não utilizasse a sísmica 3D, seriam
necessários, no mínimo, o dobro de perfurações
os investimentos, nesta fase do projeto, foram extremamente
otimizados.
O primeiro desafio é adquirir informações com
maior confiabilidade ou que supere alguma restrição
operacional. Caso da tecnologia de Ocean Bottom Cable OBC
ou sísmica com cabo de fundo: os sensores, em vez de serem
rebocados próximos à superfície do mar por navios,
como ocorre em levantamentos sísmicos convencionais, são
dispostos no assoalho oceânico. Dessa forma é possível
captar, além da onda P (Principal), a onda S (Cisalhante),
o que significa um imageamento mais rico em informações.
Só que um levantamento OBC chega a custar dez vezes mais do
que uma aquisição convencional. O principal objetivo
é ter uma informação com maior confiabilidade.
Em algumas áreas a companhia paga por esse tipo de levantamento
porque os métodos tradicionais não trariam uma resposta
satisfatória, explica Celso.
A sísmica 4D que considera o tempo entre os levantamentos
como mais uma variável vem ganhando espaço na
indústria do petróleo, como forma de monitoramento dos
reservatórios. Isso porque, como admitem os especialistas,
em alguns casos grande quantidade de óleo existente no subsolo
pode ser produzida sem que a modelagem do reservatório inicialmente
possa prever.
Com diversos levantamentos 3D na mesma área, realizados em
determinados intervalos, as informações podem ser comparadas
para acompanhamento da evolução da produção
do reservatório. São realizadas imagens, utilizando
dados de diferentes aquisições, para ver o comportamento
do campo, identificando zonas com hidrocarbonetos residuais,
explica consultor técnico Marcos Antonio Gallotti.
Processamento
O dado que chega à sala de visualização para
ser interpretado hoje em dia era impossível de ser considerado,
de maneira realista, dez anos atrás. Não por falta de
capacitação humana, mas por limitações
em hardware e software de processamento. A densidade de informação
que manipulamos atualmente e que podemos extrair, era impossível
de ser obtida algum tempo atrás, porque não tínhamos
capacidade de computadores nem de algoritmos para manusear grande
volume de dados, com tamanho grau de complexidade, explicam
os consultores técnicos da área de exploração.
Hoje já é possível trabalhar com técnicas
como a migração pré-empilhamento tanto
em tempo (PSTM) quanto em profundidade (PSDM) e algoritmos
avançados de filtragem e de inversão como estágios
do fluxograma convencional de processamento.
No primeiro caso, os traços são migrados antes de empilhar
ao contrário do que acontecia num processamento convencional
como uma forma de corrigir desvios de posição
registrados na aquisição, quando acontece uma série
de distorções causadas pelas heterogeneidades nas camadas
rochosas. O processamento faz uma análise de todas as divergências
no percurso da onda e tenta corrigir para uma posição
mais correta entretanto, isso aumenta exponencialmente o uso
da capacidade computacional.
Conforme os equipamentos vão proporcionando maior fidelidade
e os computadores tendo maior capacidade para processar os dados,
podendo adensar a resolução, menores contrastes nos
parâmetros físicos das rochas vão ser mais perceptíveis,
ressalta Gallotti. |
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