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| Em busca dos melhores rendimentos |
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| Quais são as tecnologias que irão
garantir a maximização da capacidade produtiva da indústria
petroquímica? |
Maior confiabilidade de produção, melhores rendimentos,
redução de produtos off grade, economia de energia...
quais são os atuais desafios da indústria do petróleo?
E de que forma a instrumentação, o controle e a otimização
de processos podem dar suporte a essa demanda?
Preocupada em estar à frente nas questões de segurança,
meio ambiente, qualidade de produtos, além de garantir o máximo
da capacidade produtiva, a indústria disponibiliza muitos recursos
financeiros e humanos na busca por novas idéias
e na implantação de sistemas computacionais de maior
complexidade.
Os desafios vão desde encontrar os medidores de vazão
mais adequados ao petróleo pesado até o desenvolvimento
de metodologias para o gerenciamento de alarmes. Para vencê-los,
muita pesquisa e desenvolvimento.
Na produção de petróleo, a arquitetura de controle
e segurança baseada na conjunção de supervisório
e CLP onde é utilizada a redundância de CPU, cartões
de comunicação e banco de dados começa
a dar lugar a estruturas mais modernas de segurança.
Projetos baseados em rede Fieldbus ainda são considerados fronteira
tecnológica em downstream, apesar das vantagens apresentadas
na inteligência e integração a partir do campo.
Projetos isolados já figuram em algumas refinarias, mas a tecnologia
4~20mA ainda é predominante.
Nas últimas duas décadas, os Controladores Preditivos
Multivariáveis tornaram-se ferramentas de controle e otimização
de processos de extrema importância, especialmente devido à
grande flexibilidade que apresentam. A grande contribuição
de um controlador, independente do tipo, é a redução
da variabilidade do processo, permitindo que se opere mais próximo
ao limite.
Ainda considerada como tecnologia de fronteira, o desenvolvimento
de Controladores Multivariáveis Não-lineares e Controladores
Fuzzy estão na lista dos projetos estudados pela Gerência
de Automação e Otimização de Processos
(AOT) da Engenharia Básica do Centro de Pesquisas da Petrobras
Cenpes.
Algo que preocupa a indústria química é compatibilizar
o avanço tecnológico com a vida útil da planta.
Num ambiente em que a comunicação digital vem se consolidando,
a busca é por soluções que não tenham
que ser trocadas a cada três anos. E que sustentem a competitividade
por algum tempo. Enquanto uma planta é projetada para trabalhar
20 anos ou mais, os sistemas operacionais aparecem com upgrades e
novas funcionalidades a cada ano há casos em que esses
sistemas ficam obsoletos em um período de cinco anos, levando
a sua descontinuação. Claro que os instrumentistas preferem
trabalhar com sistemas up-to-date cada vez mais íntegros
e com mais recursos. Em alguns lugares um pequeno upgrade pode dar
uma vantagem significativa; já em outros, não traz impacto
algum. Isso sem contar que a troca de um software ou de um equipamento
pode significar uma dor de cabeça: uma parada no processo,
mais um tempo extra para resolver todas as surpresas desagradáveis,
eliminar eventuais bugs e retomar a produção total.
Então, a questão é encontrar uma tecnologia que
aproveite algo do que já foi feito algo semelhante ao
conceito de softwares modulares, nos quais apenas uma camada é
modificada sem interferir no conjunto. E cabe ao fornecedor trabalhar
sempre com novidades que aproveitem a tecnologia já instalada
para causar o menor distúrbio possível na produção
do usuário. Vai dar mais trabalho desenvolver o produto com
o conceito de encapsulamento, mas viabilizaria a troca de um módulo
sem interferir na planta inteira, nem ter que refazer todo aquele
trabalho inicial.
E o que falar então de plataformas abertas? Isso tem sido exigido
por todos os usuários que querem sair de soluções
proprietárias. É claro que o fabricante nem sempre estará
disposto a abrir sua arquitetura como uma forma de assegurar
sua presença em futuros investimentos. Mas a questão
não é só essa: imagine quando a empresa precisar
trocar um circuito integrado que não está mais sendo
fabricado.
O segredo para o sucesso de uma arquitetura aberta está na
palavra interoperabilidade: os vários instrumentos e sistemas
precisam conversar entre si, garantindo a integridade
das informações.
A integração entre o chão-de-fábrica e
o corporativo dará o tom das tendências em automação
no setor químico e petroquímico. Para atender a esse
desafio, entram em ação os sistemas PIMS, LIMS, MES,
APS que fornecem informações e suporte, análise
de instrumentos e processos. A tendência é transformar
os relatórios em papel em informações eletrônicas,
seja via OPC ou via Ethernet. O Manufactoring Execution System
MES tem viabilizado a manipulação de quantidades muito
maiores de informações é ele quem traduz
as informações do nível corporativo em ordem
de produção ou dados do processo em informação
gerencial.
Estes sistemas eram geralmente desenvolvidos sob medida para cada
cliente, pois precisavam incorporar as especificidades de cada processo
no sentido de minimizar alterações sempre caras
e difíceis nos sistemas de controle e corporativo da
empresa.
Recentemente têm sido lançadas diversas soluções
prontas, desenvolvidas geralmente por fabricantes de sistemas de controle
(chão-de-fábrica). Estas soluções
possuem a vantagem de serem padronizadas e possuírem um baixo
custo inicial, porém, necessitam de muita customização
para serem adaptadas às necessidades específicas de
cada cliente, levando o custo final aos mesmos patamares que os sistemas
desenvolvidos sob encomenda, ressalta o engenheiro Marco Túlio,
da Siemens / Chemtech.
Dentro do Planejamento e Programação da Produção,
podemos relembrar do schedulling: a especificação do
que cada estágio da produção irá fazer
sobre algum período. O horizonte programado depende da disponibilidade
e da incerteza da informação.
Embora existam algumas variáveis de otimização
no nível schedulling, neste tipo de aplicação
o foco é a praticabilidade, onde a economia é geralmente
negligenciada. O objetivo do schedulling é a implementação
do planejamento, sujeito à variabilidade de matérias-primas
(em fornecimento ou em qualidade), do processo de produção,
das demandas dos clientes ou da disponibilidade dos recursos e do
transporte. |
Investimentos em automação e upgrades
em pauta |
As indústrias do setor petroquímico devem investir
algo entre US$ 420 milhões e US$ 630 milhões em instrumentação
até 2008. O levantamento foi feito pela Comissão de
Automação da Associação Brasileira da
Indústria Química, e leva em consideração
o percentual gasto com automação (entre 10% e 15%) sobre
o montante total que será investido pelas empresas do setor
(US$ 4,2 bilhões entre 2004 e 2008).
Segundo o levantamento da situação da automação
na indústria química, cerca de 55% das empresas químicas
têm sua instrumentação baseada em sistemas microprocessados,
e 16% possuem redes de comunicação.
Algumas instalações utilizam sistemas convencionais
devido à vida útil das unidades 26% utilizam
instrumentação analógica e 3% ainda estão
na era dos pneumáticos. Mas, existe uma migração
para a nova tecnologia, que é gradual e depende muito do custo
e das oportunidades.
Há dez anos, 74% das empresas utilizavam instrumentação
analógica, 18% tinham instrumentação pneumática
e 8% já estavam na instrumentação digital.
Somente a Petrobras deverá investir algo em torno de US$ 48
milhões em instrumentação e controle nos próximos
anos. Apesar da diferença entre o investimento global da Petrobras
comparado com o valor investido pelo setor petroquímico, o
número é bem mais expressivo devido à base usada:
enquanto a Petrobras considera apenas os gastos com instrumentação,
as demais indústrias somam a esse valor todos os gastos também
na fase de projeto.
Os projetos
Levantamento realizado pela Revista Petro & Química aponta
os principais projetos que vêm sendo realizados ou planejados
pelas empresas dos setores de petróleo, gás e
petroquímica.
A Copesul central de matérias-primas do Pólo
Petroquímico de Triunfo / RS vem desenvolvendo uma série
de projetos, que incluem desde a atualização dos SDCDs
das plantas industriais até a consolidação do
Planning&Scheduling.
A PQU central de matérias-primas do Pólo Petroquímico
do ABC / SP está implantando Fieldbus em toda a área
de utilidades que deve estar operacional em 2006. Está
previsto também um novo projeto para modernização
de controle da planta de Olefinas, com início de detalhamento
para 2006 e conclusão para 2008 no qual deverão
ser investidos US$ 5 milhões.
Já a Petroquímica Triunfo produtora de polietilenos
instalada em Triunfo começa a realizar um upgrade em
seu SDCD. Implantado há oito anos, o sistema vai dar lugar
a uma versão mais atualizada. No projeto serão investidos
R$ 750 mil.
A Polibrasil está finalizando um estudo para atualização
do sistema de controle digital na unidade de Duque de Caxias/RJ. E
a Basf planeja modernização em seus sistemas na fábrica
de Guaratinguetá / SP com um investimento superior a
R$ 11 milhões, que somam-se a outros R$ 1 milhão já
investidos este ano. |
| Quando a tecnologia se desenvolve em casa |
Um canteiro de novas tecnologias, onde uma equipe de técnicos
se dedica a pesquisar e desenvolver novas idéias e consolidar
novas tecnologias na área de controle e automação.
Assim é a Gerência de Automação e Otimização
de Processos, instalada no Centro de Pesquisas da Petrobras.
São 23 especialistas quase metade deles com título
de doutorado ou mestrado ligados à Gerência, atuando
nas áreas de instrumentação, modelagem, simulação,
controle, automação de processos e equipamentos, inteligência
artificial e otimização de processos. O propósito
é estar à frente nas questões de segurança,
meio ambiente, qualidade de produtos e, claro, garantir o máximo
de sua capacidade produtiva com rentabilidade.
Entre as principais atividades desse grupo estão a elaboração
de projetos de engenharia básica de plantas de processamento
de petróleo e derivados, a realização de suporte
técnico às demandas das várias unidades da companhia
que inclui a produção de petróleo e gás,
o refino e o transporte a realização de projetos
de desenvolvimento aplicando-os de forma sistemática
nas plantas industriais. Nossas principais atividades são
os projetos de engenharia básica, mas também realizamos
suporte técnico para todo o Sistema Petrobras, e desenvolvemos
projetos a médio prazo, como o desenvolvimento de novas tecnologias,
comenta o engenheiro Mario Massa de Campos, um dos PhDs ligados
à Gerência.
Na Petrobras, a automação e a otimização
de processos possuem uma diversidade de enfoques, com problemas e
aplicações de complexidades distintas.
E as equipes de Engenharia Básica do seu Centro de Pesquisas
entre as quais está incluída a Gerência
de Automação e Otimização de Processos
trabalham para viabilizar e estreitar esta relação,
multidisciplinar, desempenhando uma função importante,
que é estabelecer novos conceitos e consolidar novas tecnologias,
trabalhando em sintonia com as áreas de negócio da companhia.
Diversidade esta que contribui para tornar esta área multidisciplinar,
envolvendo engenheiros de diversas formações, como elétricos,
eletrônicos, mecânicos e químicos.
O engenheiro Reynaldo Pinto Júnior, que gerencia o grupo de
Automação e Otimização de Processos do
Cenpes, explica que um bom conhecimento das plantas de produção
ou processamento facilita o desenvolvimento e a aplicação
de sistemas computacionais de maior complexidade como controladores
avançados multivariáveis, algoritmos de diagnóstico
de sistemas e equipamentos, e otimizadores em tempo real. Por
outro lado, conhecer as limitações de medição,
prever estratégias de implementação robusta,
conceber especificações com melhor capacidade de diagnóstico
e manutenção, criar projetos de implantação
com a menor complexidade possível, e facilitar a integração
entre os diversos níveis da camada de automação,
são aspectos importantes para viabilizar a implantação
de qualquer solução avançada de automação.
A capacidade de ter esta visão integrada é o sucesso
deste grupo.
Na fase de Projeto Básico quando uma unidade operacional
está sendo definida através de um conjunto de documentos
técnicos produzidos por especialistas ligados a várias
gerências da Engenharia Básica o papel da gerência
de Automação e Otimização de Processos
inclui a seleção e dimensionamento de sistemas de instrumentação,
a elaboração das estratégias de controle e automação
de processo (visando melhorar a qualidade operacional das plantas),
a elaboração do projeto conceitual dos sistemas de intertravamento
(com o objetivo de adequar a planta aos requisitos de segurança),
a concepção de automação de equipamentos,
os requisitos de engenharia para implantação de sistemas
de instrumentação e automação (envolvendo
arquiteturas de redes de campo, analisadores de processo e sistemas
digitais de supervisão e controle) e a elaboração
do projeto conceitual dos sistemas de controle avançado e otimização
em tempo real.
Entre os exemplos de projetos recentes de grande porte com efetiva
participação do grupo, o engenheiro Mario Massa destaca
a Unidade de Coqueamento Retardado da Refinaria Henrique Lage, em
São José dos Campos / SP, e a Unidade de Processamento
de Gás Natural de Cacimbas / ES. Outras participações
em projetos de grande porte consistem na ampliação de
Unidades de Destilação e de FCC em diversas refinarias
do país.
O grupo também participa como parte da equipe que acompanha
a elaboração de projetos de engenharia básica,
quando contratados no exterior, de modo a adequá-los às
características dos projetos realizados pelo Cenpes
facilitando a incorporação do feedback das equipes de
operação e manutenção ao projeto em execução,
garantindo assim, o padrão Petrobras. Este é o caso
dos projetos de unidades para hidrotratamento de gasolina que a companhia
está contratando junto a Axens e irá implantar até
2009 em oito refinarias.
Como resultado dos projetos de Engenharia Básica, o corpo técnico
da Gerência de Automação e Otimização
de Processos realiza o suporte durante o comissionamento e partida
das plantas e contribui na definição de padrões
de projeto a serem adotados em toda a companhia.
O know-how da equipe também é explorado durante serviços
de suporte técnico solicitados para diagnosticar e resolver
problemas em plantas existentes. A visão de projeto é
importante para avaliar a causa de um problema, até porque
estamos acostumados a raciocinar de forma metódica através
de procedimentos e práticas não necessariamente cobertas
por normas. É claro que isto se soma à experiência
das equipes de engenharia, manutenção e operação
das plantas industriais, explica o engenheiro de Equipamentos,
Marcelo Lopes de Lima.
Nesta fase, os principais serviços demandados ao grupo incluem
a sintonia de controladores regulatórios do tipo PID, participação
em grupos de padronização de automação
de equipamentos e subsistemas de uma planta, investigação
de problemas operacionais em plantas e equipamentos existentes em
conjunto com especialistas de outras áreas, treinamento junto
às Unidades de Negócio da companhia (sobre as características
das plantas projetadas pela Engenharia Básica e em fase preliminar
de operação), e até mesmo o treinamento para
novos técnicos da companhia na Universidade Petrobras.
Inovação
Com elevado percentual de mestres e doutores compondo 45% de
seu quadro de especialistas a gerência de Automação
e Otimização de Processos possui a característica
de desenvolver novas soluções e aplicá-las nas
instalações de qualquer unidade da Petrobras.
Neste campo, os programas de fomento ao desenvolvimento tecnológico
geridos pelo Cenpes como o Programa Tecnológico de Otimização
e Confiabilidade (Prorec), o Programa Tecnológico de Dutos
(Produt) e o Programa Tecnológico de Gás e Energia (Progas)
têm coordenado ações juntamente com o grupo
no desenvolvimento de soluções inovadoras.
Um bom índice para medir essa inovação está
no desenvolvimento e aplicação de soluções
consideradas como fronteira tecnológica no setor de petróleo
exemplos que incluem a investigação de desempenho
de medidores industriais para serviços críticos, a determinação
do índice de desempenho e sintonia automática de controladores
PID, a implantação de controle avançado baseado
em controladores preditivos multivariáveis, o desenvolvimento
de controladores multivariáveis não lineares e controladores
fuzzy, sistemas inteligentes para apoio à partida, diagnóstico
operacional e automação de procedimentos, modelos matemáticos
de sistemas de processo em tempo real para diagnóstico de equipamentos
e sistema, sistemas de gestão do conhecimento, técnicas
para otimização de processos em tempo real, otimizadores
em tempo real baseados em técnicas de inteligência artificial,
e integração dos simuladores de processo.
Trata-se de um verdadeiro viveiro de novas tecnologias. Para se ter
uma idéia, atualmente diversos projetos de P&D específicos
estão em andamento entre os quais Metodologias para
Gerenciamento de Alarmes em Refinarias, Diagnóstico de Plantas
de Processo em Tempo Real, e a Otimização em Tempo Real
de Unidade de Destilação Atmosférica e a Vácuo.
O desafio deste grupo é pensar estrategicamente em como
será o cenário da indústria ao longo das próximas
décadas e introduzir novas idéias e conceitos na área
de automação e otimização de processos,
conta o engenheiro de processamento, Fábio Liporace.
Como resultados mais visíveis de todo este investimento, são
gerados e disponibilizados produtos para todo o Sistema Petrobras
desde controle de processo até otimização.
É o caso, por exemplo, do Consultor um sistema Web na
Intranet da companhia, que reúne a experiência da comunidade
técnica na solução de problemas práticos
de engenharia.
Todo o know how da companhia, na área de Instrumentação,
Automação e Controle, está reunido aqui. Caso
um técnico tenha um problema com um medidor em uma unidade,
por exemplo, pode consultar o conhecimento acumulado pelos técnicos
da companhia envolvidos com a operação e com a engenharia,
conta Reynaldo.
Outro aplicativo interessante é o SSP Laplace o Sistema
Supervisório Petrobras, uma plataforma para a execução
de aplicações avançadas, como os controladores
avançados da Petrobras e os analisadores virtuais. A previsão
é que esse sistema seja instalado em todas as refinarias da
Petrobras.
Irradiando conhecimento
A partir de linhas de desenvolvimento e aplicações,
a Gerência de Automação e Otimização
de Processos do Cenpes tem se aproximado da comunidade acadêmica,
através de projetos de desenvolvimento conjunto com universidades
de diversas regiões do país entre elas a UFRJ,
UFRGS, UFMG, UFCG, PUC-RJ, USP e o IME. Fomentar o desenvolvimento
com universidades é também incentivar a formação
de núcleos de técnicos altamente qualificados para exercer
atividades de engenharia de aplicação caso estes resolvam
seguir por uma linha menos acadêmica após passarem pelos
seus cursos de formação, avalia o Engenheiro de
Equipamentos e Consultor Técnico Herbert Campos, coordenador
de diversos projetos em desenvolvimento com Universidades e com grande
experiência em aplicação dos resultados destes
desenvolvimentos.
Como resultado deste relacionamento, a Petrobras participa, até
mesmo como patrocinadora, em diversos eventos setoriais como
o Congresso Brasileiro de Automática e o Congresso Nacional
de Automação Industrial.
Seus técnicos são chamados também a participar
como instrutores de cursos de formação de pessoal do
Programa de Mobilização para Capacitação
da Indústria Nacional Prominp e em instituições
de destaque na área de petróleo, como o Instituto Brasileiro
do Petróleo e Gás. Somos favoráveis a fornecer
apoio à capacitação de técnicos em nossa
área, fora da companhia, uma vez que o mercado brasileiro é
carente de especialistas em automação, e um projeto
que é elaborado pelo Cenpes passa por empresas que irão
detalhá-los e implantá-los de fato, comenta o
Engenheiro de Equipamentos José Manuel Perez, técnico
com mais de 18 anos na companhia, com diversas experiências
também fora da área de projeto e com um grande entusiasmo
em compartilhá-las.
A divulgação dos resultados de seus projetos de P&D
se estende a congressos nacionais e internacionais. Nos últimos
anos, a gerência contabiliza a publicação de cerca
de 30 trabalhos em eventos como o World Petroleum Congress, a Rio
Oil & Gas e a ISA Conference (voltado para a comunidade de técnicos
em automação), recebendo também prêmios
de destaque pelo reconhecimento da qualidade dos trabalhos. A
divulgação de resultados na comunidade técnico-científica
consolida a credibilidade da companhia como empresa que investe na
capacitação do seu pessoal, comenta o engenheiro
PhD em Automação Industrial, Mário Massa de Campos,
que recentemente publicou, juntamente com o engenheiro Kaku Saito,
um livro sobre sistemas de inteligência artificial, com distribuição
para toda a comunidade técnica de automação e
otimização da Petrobras.
Na linha de cooperação com universidades, a gerência
de automação e otimização de processos
participa ativamente da Rede Norte-Nordeste de Instrumentação
e Controle Redic, criada a partir dos recursos do fundo CTPetro.
Dias atrás a gerência organizou o II Workshop Redic,
para discutir os potenciais trabalhos em conjunto entre Petrobras
e Universidades do Norte e Nordeste, com repercussão positiva
tanto no meio acadêmico quanto na companhia.
Convênios e programas de capacitação têm
sido estimulados também com universidades no exterior, como
é o caso da Universidade de Lehigh, na Pennsylvania / EUA (uma
instituição com professores de destaque na área
de controle de processos) e o Imperial College, em Londres (outra
instituição de referência na área de técnicas
de otimização em tempo real). É no Imperial College
que um dos técnicos ligados ao Cenpes está complementando
o seu programa de doutorado.
Para estreitar ainda mais a relação com as universidades,
está sendo criado o Laboratório de Engenharia de Aplicação
e Desenvolvimento em Automação, Controle, Otimização
de Processos e Logística Lead junto ao programa de Engenharia
Elétrica da Coppe/UFRJ. Este centro irá realizar,
dentre várias atividades, estudos e análises voltadas
para confiabilidade e integração de sistemas de automação,
e facilitar o desenvolvimento e teste de aplicações
piloto, contribuindo para agilizar a implementação de
novas tecnologias, comenta o Engenheiro de Equipamentos Miguel
Borges, coordenador da implantação do Lead.
O Lead está sendo equipado de forma a reproduzir as salas de
controle existentes nas unidades operacionais além de
PLCs, instrumentos de campo e redes industriais, estão sendo
adquiridos três SDCDs dos fabricantes que possuem a maior base
instalada no parque de refino. Estão sendo investidos R$ 500
mil na melhoria da infra-estrutura de um prédio já existente
na UFRJ. O Laboratório deverá entrar em operação
em outubro deste ano. |
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