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| Edição 76 Outubro de 2005 |
| Expansão do mercado de gás impulsiona crescimento da malha de dutos |
A Petrobras deverá investir US$ 4,5 bilhões entre 2006 e 2010 na
expansão das malhas de gasodutos para atender ao plano de aumentar
a participação do gás natural na matriz energética do país e viabilizar
a produção – principalmente nas bacias de Santos e do Espírito Santo.
Não basta ter a produção de gás – a logística de distribuição é um
dos desafios para a companhia.
O valor vai custear a integração da malha de gasodutos da região Sudeste
com a malha Nordeste e ampliar a rede de transporte em vários Estados.
É o Gasoduto Sudeste Nordeste – Gasene que deverá receber a maior
parte dos investimentos. O trecho do gasoduto – 300 km – ligando Cabiúnas,
no Rio de Janeiro, até Vitória, no ES deverá ser construído já no
primeiro semestre de 2006.
Um outro trecho, que liga a região de Cacimbas, no Espírito Santo,
até Vitória já está em construção desde março – com previsão de entrar
em operação no próximo ano. O trecho maior, de 940 km ligando Cacimbas
a Catu, na Bahia, está em fase de reavaliação de estudos técnicos
e econômicos.
Toda a malha de gasodutos do Nordeste e do Sudeste também receberão
investimentos, além do gasoduto Urucu-Coari-Manaus e a ampliação da
capacidade do Gasoduto Bolívia-Brasil.
A decisão sobre a ampliação do Gasoduto Bolívia Brasil, no entanto,
será da Agência Nacional do Petróleo. Apesar de já ter noticiado no
plano estratégico a ampliação da capacidade dos atuais 30 milhões
para 34 milhões de m³/ dia, a expansão do gasoduto Bolívia Brasil
pode ser maior: a ampliação terá de obedecer à portaria ANP nº 98
de 2001, que estabelece a necessidade de oferta pública de capacidade
para ampliação dos sistemas de transporte de gás do país.
Portaria sobre transporte de gás pode ser apresentada
antes da 7ª Rodada
A Agência Nacional do Petróleo deverá apresentar o formato final da
proposta de nova regulamentação do transporte de gás natural antes
da realização da Sétima Rodada de Licitações. A Agência recebeu sugestões
para as novas regras de livre acesso, cessão de capacidade e os critérios
tarifários no transporte de gás natural.
Durante a consulta pública, 14 empresas do setor fizeram sugestões.
A conclusão será apresentada ao Congresso.
Um dos pontos de maior polêmica na regulamentação é o que dá a ANP
o direito de usar o preço do gás como critério de desempate em caso
de propostas semelhantes feitas pelas companhias interessadas no transporte
do gás. “Como o preço do gás é livre, as empresas entendem que devemos
nos concentrar apenas na questão do preço do transporte”, disse o
diretor da Agência, Victor Martins. |
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