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| Edição 76 Outubro de 2005 |
| Um estudo sobre a influência da rigidez de dutos no desempenho e
na integridade de gasodutos |
Waldir Terra Pinto, PhD em Engenharia Oceânica
– FURG
Rosa Irene T. Pinto, Engenheira Mecânica, Mestre em Engenharia Metalúrgica
– Consultora |
Resumo
Este trabalho apresenta uma análise da influência da variação da rigidez
de dutos na segurança de gasodutos enterrados. O trabalho consiste
da adoção do parâmetro definido pela a relação entre a espessura de
parede e o diâmetro do duto para avaliar o desempenho estrutural da
tubulação para diversas situações de carregamento, tais como pressão
interna, pressão externa, carregamento externo, análise longitudinal
e corrosão. Os resultados para uma tubulação de 14” de diâmetro e
espessuras de parede de 5,6 mm, 7,1 mm e 7,9 mm são apresentados para
cada uma das situações de carregamento. Esses resultados mostram que
para a maioria dos casos um pequeno aumento na espessura de parede
acarreta um aumento significativo na segurança do gasoduto, sugerindo
que, em muitas situações, a adoção de uma espessura maior que a mínima
recomendada por normas apresentam melhor relação custo/benefício.
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Do petróleo à vela: fatores que afetam
a produção das parafinas |
| Anita E. F. Fontes Consultora Técnica Petrobras/Cenpes/PDAB/HPE
Wlamir S. Nogueira Consultor Sênior Petrobras/Cenpes/PDAB/HPE |
Resumo
A crescente utilização de parafinas na confecção de velas artesanais
ressalta a importância desse produto, que é obtido principalmente
a partir do processamento do petróleo e possui um alto valor agregado.
A maior parte da parafina comercializada atualmente é oriunda do refino
do petróleo e sua produção está associada à do óleo lubrificante do
grupo I.
Mudanças nos requisitos de qualidade dos óleos lubrificantes, que
requerem em sua formulação a substituição de óleos básicos do grupo
I pelos dos grupos II, II+ e III, levam a parada de unidades produtoras
de óleos do grupo I na Europa e América do Norte e a significantes
investimentos em rotas alternativas (principalmente catalíticas),
que não produzem parafinas. Neste contexto, devido a sua grande capacidade
de produção de parafinas, cresce em importância a unidade produtora
da RLAM.
A excelente qualidade das parafinas da RLAM tem sido, por mais de
uma década, reconhecida a nível nacional e internacional. A RLAM produz
parafinas macro e microcristalinas, com níveis de qualidade comum
e grau alimentício (Food Grade).
Esse trabalho tem como objetivo apresentar um panorama global do negócio
parafina na Petrobras e os fatores que impactam a sua produção. |
| Os dutos de gás natural e o ICMS |
| Rafael Silva Paes Pires Galvão, Graduando em Direito, bolsista
pelo PRH/MCT n.º 36 da ANP, |
Resumo
Com o advento da Emenda Constitucional nº 9/95 operou-se a abertura
da indústria do petróleo e do gás natural para empresas outras que
viessem a ser contratadas pela União. Diante da inserção dos novos
players, fez-se necessário a regulamentação do setor, o que se deu
pela Lei nº 9.478/97, bem como pelas portarias editadas pela Agência
Nacional do Petróleo, do Gás Natural e de Biocombustíveis - ANP. Comumente
denominada de Lei do Petróleo, aquela norma pouco disciplinou a indústria
do gás natural, que, por suas peculiaridades, impõe uma normatização
específica. Nesse contexto, a temática do transporte do gás natural
por meio de dutos ganha importância notadamente pela falta de debates
sobre a correta forma de classificá-los. O presente trabalho tem por
escopo analisar as categorias jurídicas instituídas pela Lei e pelas
portarias da ANP para os dutos, esmiuçando-as, como forma de se ter
uma correta compreensão da temática. Ademais, mostrar-se-á como cada
uma das classificações adotadas pode ocasionar ou não a incidência
do Imposto de Circulação de Mercadorias e Serviços – ICMS, ou seja,
como o regime jurídico dos gasodutos correlaciona-se com o imposto.
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| Tendências do controle e automação no setor upstream da indústria
do petróleo |
| Agustinho Plucenio Mestre, Engenheiro Eletricista – Pesq. Visitante
do programa PRH 34-ANP da UFSC Daniel J.Pagano Doutor, Engenheiro
de Controle e Automação, Coord. do programa PRH 34-ANP da UFSC |
Resumo
A constante necessidade de melhorar o nível de segurança tanto para
operadores, meio ambiente e instalações assim como de otimizar a recuperação
de reservatórios em poços operando com diferentes métodos de elevação
artificial, sujeito a variadas técnicas de recuperação secundária,
tem motivado o desenvolvimento de tecnologias na área de controle
e automação para o setor upstream da indústria do petróleo.
A aplicação de técnicas de automação e controle esta consolidada no
setor downstream da indústria do petróleo, mas é ainda incipiente
no setor upstream. Uma das tendências neste setor é a utilização de
controle via rede Fieldbus. Esta tecnologia utiliza equipamentos que
se comunicam de forma digital em uma rede de dois fios e que podem
receber blocos de funções para realizar as estratégias de controle
e automação.
Os benefícios mais visíveis são a melhoria no desempenho dos processos,
a reusabilidade e interoperabilidade dos equipamentos. Soluções proprietárias
abrem espaços para sistemas onde equipamentos de diferentes fabricantes
são interligados em uma rede de controle. Estes equipamentos atuam
conforme uma estratégia projetada por engenheiros de automação e controle
sob a supervisão de profissionais agindo a partir de terminais de
computadores localizados em diferentes departamentos da empresa. Melhora-se
o entendimento do processo, possibilita-se a aplicação de algoritmos
de otimização, detecção de falhas, melhoram-se as condições de trabalho
e a qualificação dos operadores da planta.
Outras tendências para o setor upstream são:
• Monitoração permanente dos poços. Seja com a instalação de sensores
instalados no fundo do poço utilizando sensores baseados em fibra
ótica ou mediante instrumentação na superfície, utilizando processadores
embarcados.
• Desenvolvimentos na área de instrumentação em especial visando atender
a demanda por medições para o transporte de fluídos multifásicos a
baixo custo.
• Aplicação de técnicas de controle tanto na busca de um melhor desempenho
dinâmico dos processos através do controle de regime de escoamento
como na otimização da recuperação de reservatórios utilizando identificação,
otimização e controle preditivo baseado em modelo.
• Completação Inteligente. Uma das áreas de pesquisa e desenvolvimento
na Universidade Federal de Santa Catarina é a busca de soluções de
automação, controle e instrumentação para o setor upstream da indústria
do petróleo com ênfase no controle via rede Fieldbus. |
| Determinação dos custos de movimentação interna de um depósito utilizando
a metodologia de custeio baseado em atividades. Aplicação à produção
de petróleo offshore |
| Italo Ricardo de Azevedo Mestre, Entenheiro Químico, Gerente
de Logística - Brasil Supply S. A. José Eugênio Leal Dr-Ing, Engenheiro
Civil e Transportes PUC-Rio |
Resumo
A partir da flexibilização do monopólio do petróleo, ocorrida na segunda
metade da década de 90, o setor de petróleo e gás no Brasil vem sofrendo
uma série de modificações que têm impactado diretamente nas relações
comerciais entre as empresas do setor. O aumento da eficiência operacional
e a redução de custos tornam-se fatores fundamentais para as empresas
que desejam competir neste mercado. Este artigo apresenta um estudo
cujo objetivo é mapear, modelar e determinar os custos envolvidos
nos processos de movimentação interna de um depósito utilizado como
apoio logístico às atividades de produção de petróleo offshore. Com
base na descrição desses processos, são identificados os principais
recursos e atividades que os compõem. É elaborado, então, um modelo
matemático pautado na metodologia de Custeio Baseado em Atividades,
onde os resultados gerados são os valores de custos de movimentação
interna para cada tipo de produto manuseado no depósito. |
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Na Edição
impressa |
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Segunda geração
de Fieldbus na Deten |
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Elas são
TOP |
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Centro de pesquisa
do ES vai estudar óleo pesado |
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Tecnologias de
ponta e oportunidades de negócios |
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Número
de empresas interessadas na Sétima Rodada de Licitações
da ANP é recorde |
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15 indústrias
de transformação plástica devem se instalar
no RJ |
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