Edição 278 – Novembro de 2005
O meio ambiente agradece
Indústria investe em programas de redução de emissões
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Melhoras significativas vêm sendo observadas nos indicadores de SMS das indústrias químicas signatárias do programa Atuação Responsável. Os números constam do Relatório apresentado pela Abiquim durante o 9º Congresso de Atuação Responsável, realizado em julho passado.

As empresas também têm dado Atenção à gestão de seus processos produtivos para reduzir o volume de efluentes lançados e o consumo de água. Em volume, os números de 2004 apresentam uma redução de 27% quando comparados com os dados apresentados em 2001. O gerente de Assuntos Técnicos da Abiquim, Marcelo Kós, aponta o reciclo interno como um dos fatores responsáveis por essa redução. “Uma parte desse trabalho é efetivamente economia de energia nos processos. Mas muito do que as empresas têm feito é reciclar efluentes – utilizando, diversas vezes, a mesma água”.

A demanda química de oxigênio – uma das maneiras de se medir a quantidade de carga orgânica do efluente – tem tido comportamento estável nos últimos anos. “Esse número está dentro dessa faixa, porque essa é uma das coisas que as indústrias mais trabalhou nos últimos dez anos”, comenta Marcelo Kós.

A Abiquim começou a coletar informações sobre os investimentos das empresas em meio ambiente – números históricos fazem referência a algo entre 0,5% e 0,6% do faturamento destinado a gestão ambiental. “Começamos a medir isso no ano passado. Mais dois ou três anos, podemos ter uma informação bem confiável de quanto as empresas estão investindo e qual é a taxa de retorno”, explica o coordenador da Comissão Executiva do Atuação Responsável, Antonio Rollo.

A quantidade de resíduos gerados que tiveram como destino a disposição final tem apresentado variações diferentes: os resíduos não perigosos apresentam tendência de redução (14% entre 2001 e 2004), enquanto que os resíduos perigosos se mantém em valores constantes.

“Esses processos de fabricação já estão dominados pelas empresas – e qualquer redução nesse número tem uma chance menor de acontecer”, explica Marcelo Kós.

Outro número em queda é a emissão de CO2 – originadas tanto na queima de combustível para geração de vapor quanto no próprio processo. “As indústrias estão fazendo um esforço para reduzir as emissões de dióxido de carbono, reduzindo o consumo de óleo combustível e carvão. Parte disso foi transformado em aumento no consumo de gás natural. Outra estratégia é o uso de combustíveis renováveis”.

E, embora o consumo total de gás natural tenha crescido, os valores por tonelada de produto apresentam queda – o que, avalia a Abiquim, significa que as empresas estão sendo mais eficientes no uso de sua energia.
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