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| Edição 279 Dezembro de 2005 |
| Perspectivas de Expansão do Parque de Refino Brasileiro até 2015
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| Alexandre Szklo, Giovani Machado, Roberto Schaeffer, Alessandra
Magrini, Jacqueline Mariano, Janaína Sala e Marina Tavares Programa
de Planejamento Energético – COPPE/UFRJ, Centro de Tecnologia |
Resumo
Este artigo analisa perspectivas de expansão do parque de refino nacional
até 2015 a partir de dois cenários de demanda de combustíveis e da
projeção de produção de óleo bruto para o Brasil (elaborados em estudos
anteriores). Para tal, definiram-se diferentes critérios de expansão,
avaliando-se as implicações da adoção de cada critério sobre a evolução
da capacidade de refino. Os critérios considerados foram: redução
da vulnerabilidade energética do país, processamento mínimo de óleos
brutos nacionais, maximização de rentabilidade do empreendimento e
integração com a petroquímica. Foram estabelecidos também quatro esquemas
de refinaria distintos, cuja escolha mais apropriada é função do critério
de expansão considerado. Os resultados sugerem que uma meta de política
energética robusta no longo prazo para a Brasil é investir em conservação
de combustíveis e, dependendo do critério adotado, na expansão de,
no máximo, duas refinarias até 2015 (uma refinaria otimizada para
diesel e outra otimizada para diesel ou para petroquímicos básicos).
Destaca-se, ainda, que este artigo deriva de estudos anteriores realizados
para o Instituto Brasileiro de Petróleo e Gás e para o Ministério
de Minas e Energia. |
Perspectivas de Produção de
Petróleo no Brasil |
| SZKLO, Alexandre, MACHADO, Giovani, SCHAEFFER, Roberto, MARIANO,
Jacqueline Programa de Planejamento Energético – COPPE/UFRJ, Centro
de Tecnologia |
Resumo
A avaliação das perspectivas de produção de petróleo de longo prazo
é uma tarefa essencial para a definição do planejamento e da política
energética de um país, bem como para balizar ações do órgão regulador
e estratégias empresariais. Este artigo visa projetar a produção de
petróleo do Brasil para os próximos 20 anos a partir da aplicação
de uma abordagem de Curva de Hubbert para o país. Em particular, discutem-se
a especificação do modelo, os valores de parâmetros-chave considerados
na estimativa desta curva e os resultados encontrados. Ademais, as
projeções obtidas pelo estudo são comparadas com aquelas elaboradas
por outros especialistas. Destaca-se, ainda, que este artigo deriva
de estudos anteriores realizados para o Instituto Brasileiro de Petróleo
e Gás e para o Ministério de Minas e Energia. |
Perspectivas de Investimento para o
Refino Mundial |
| Marcelo Santos Pinelli, Mestre em Economia IBMEC / Consultor
de Negócios Petrobras Rafael R. Pertusier Mestre em Economia IE-UFRJ
/ Economista Petrobras, |
Introdução
O ano de 2004 foi atípico na história recente da indústria do petróleo
não apenas pela elevação dos preços sem a ocorrência de distúrbios
geopolíticos de grande magnitude, mas também pelo estresse de importantes
segmentos de sua cadeia. Assim como a produção de petróleo, em 2004
o setor de refino viu suas capacidades serem esgotadas e presenciou
a emergência de fundamentos que indicam a sustentação de margens elevadas
por um período significativo, uma atipicidade para uma atividade caracterizada
pela reduzida lucratividade.
À luz da dinâmica recente do refino mundial, o artigo contempla os
aspectos econômicos da atividade, sua situação atual no globo, as
tendências de investimento e as perspectivas de mudanças estruturais,
através de uma lógica econômica e estratégica, identificando, por
fim, as perspectivas para o refino mundial. |
| Indústria Petroquímica Brasileira: Situação atual e Perspectivas |
| Gabriel Gomes, Peter Dvorsak e Tatiana Heil Gerente, engenheiro
e engenheira do Departamento de Indústrias Químicas do BNDES |
Introdução
Este artigo é uma compilação de um estudo publicado no BNDES Setorial
de março de 2005, que teve por objetivo apresentar um panorama do
setor petroquímico brasileiro, analisando sua situação atual e as
perspectivas para os próximos anos.
A motivação principal para elaboração desse estudo é a perspectiva
atual de crescimento sustentado da economia brasileira, que exigirá
um enorme esforço de investimentos em capacidade de produção. No cenário
de longo prazo, é necessário, sobretudo, o equacionamento do fornecimento
de matérias-primas para a concretização de novos projetos.
A indústria petroquímica global, assim como a nacional se organiza
em pólos para aproveitar as sinergias logísticas, infra-estrutura
e integração operacional e, com isso, minimizar os custos. As unidades
que formam um pólo petroquímico são, principalmente, as de 1ª e 2ª
geração, podendo estar empresarialmente integradas ou não.
A 3ª geração é composta por empresas de transformação que fornecem
embalagens, peças e utensílios para os segmentos de alimentação, construção
civil, elétrico, eletrônico, automotivo, entre outros. As empresas
transformadoras localizam-se, em geral, próximas ao mercado consumidor.
A inserção competitiva da indústria petroquímica nacional no mercado
mundial a princípio poderá ser obtida a partir da evolução da indústria
para um cenário de empresas grandes, com unidades de escala mundial,
integradas, aproveitamento de fontes de matéria-prima competitiva
e relacionamento com seus clientes na terceira geração. |
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