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| Edição 280 Janeiro de 2006 |
| Proteção ambiental na indústria brasileira de petróleo
upstream – arcabouço jurídico e breves reflexões |
| Luiz Gustavo Escorcio BezerraAdvogado das Áreas Ambientais e
Energia de Koury Lopes Advogados - KL|ACoordenador do Grupo de Pesquisa
de Direito Ambiental do Petróleo do Convênio entre a ANP e a Universidade
do Estado do Rio de Janeiro (PRH 33) |
Resumo
Considerando os impactos ambientais da atividade da Indústria de Petróleo
em sua fase de upstream (exploração e produção), o presente trabalho
visa tecer breves comentários acerca da proteção que a legislação
brasileira confere ao meio ambiente, analisando sua evolução e indicando
medidas e providências que merecem a atenção de todos os atores da
Indústria. Trataremos dos diversos instrumentos de proteção ambiental
no upstream, dando especial destaque ao licenciamento ambiental, precisamente,
por ser este o mais importante instrumento preventivo. Concluímos,
elaborando uma análise crítica e apontando soluções práticas, balizadas
nas melhores construções jurídicas, visando a operacionalizar e tornar
mais efetiva a proteção ambiental na indústria do petróleo. |
| Controle de qualidade de dados transmitidos através
de fluido de perfuração |
| Marcelo Campos Honório,Engenheiro Mecânico formado pela Universidade
Federal de Itajubá (2000), Mestrando em Engenharia da Energia pela
Universidade Federal de Itajubá. Edson da Costa Bortoni,Engenheiro
Eletricista formado pela Universidade Federal de Itajubá (1990), Mestre
em Planejamento de Sistemas Energéticos pela Universidade Federal
de Campinas (1993) e Doutor em Energia e Automação Elétricas pela
Escola Politécnica da Usp (1998). É membro da ISA e Senior Member
do IEEE. |
Resumo
A transmissão dos dados medidos através de sensores e equipamentos
que estão contidos ao longo do tubo de perfuração é realizada em tempo
real através do fluido de perfuração. Essas medidas são aferidas a
cerca de quilômetros de distância da superfície e enviada até a superfície
para a tomada de decisões.
O fluido é bombeado por dentro do tubo, atinge o fundo do poço saindo
por aberturas na própria broca e retorna pelo espaço entre o tubo
e a parede do poço. O sinal é gerado baseado em diferença de pressão
que se origina no fundo do tubo, próximo a broca, onde as medições
são realizadas. Logo essa alteração de pressão percorre em sentido
inverso ao da lama até chegar nos sensores colocados na superfície.
Esse processo é conhecido como Telemetria. Usualmente existem três
maneiras de como o sinal é gerado. São eles: telemetria com pulso
positivo, pulso negativo e pulso contínuo. O de Pulso Positivo possui
um restritor de fluxo age causando um aumento na pressão da lama.
O de Pulso Negativo utiliza-se de uma válvula redirecionadora fazendo
com que parte da lama flua para fora do tubo, assim há um decréscimo
na pressão. E o de Pulso Contínuo possui um conjunto de estator e
rotor, de maneira que o rotor a medida que gira faz um movimento contínuo
de abre e fecha a vazão através do conjunto, assim há o acréscimo
da pressão.
Um transdutor ou sensor receber esses sinais de pressão na superfície
e transforma-os em sinais elétricos. Esse processo pode utilizar-se
de várias técnicas e as mais usadas são as de mudança de freqüência
ou de fase da onda gerada, ou seja, quando ela é deslocada é onde
temos a diferença dos 0’s e 1’s do sinal digital gerado. |
| Análise dos determinantes dos ratings corporativos
da Petrobras, 1994-2002 |
| Rosemarie Bröker BoneProfessora da UFRJ - Departamento de Engenharia
Industrial - DEI |
Resumo
A partir dos anos 90, o aprofundamento da integração do mercado financeiro
mundial trouxe a difusão de mecanismos de avaliação de risco antes
restritos a países desenvolvidos, como os ratings de crédito. Estes
ratings são indispensáveis ao financiamento de grandes empresas, como
no setor de Petróleo e Gás. As agências de rating afirmam que os mesmos
sintetizam informação privilegiada a que tem acesso. Por outro lado,
os críticos alegam que os ratings apenas refletem informações já disponíveis
no mercado. Este artigo especifica um modelo de previsão do rating
corporativo da Petrobras usando apenas dados econômico-financeiros
disponíveis nas demonstrações contábeis. O modelo, empregando apenas
dois indicadores, consegue prever grande parte dos ratings atribuídos
à empresa. Com isso, podemos identificar as variáveis são relevantes
para o rating da Petrobras e que o conteúdo informacional dos mesmos
parece limitado. |
| O poder normativo da Agência Nacional do Petróleo
em matéria ambiental |
| Adriano de Oliveira Othon, Ana Mônica Medeiros Ferreira, Humberto
Lima de Lucena Filho, Joaquim Maurício F. de Morais e Lívia Melo do
NascimentoBacharelandos do Curso de Direito da Universidade Federal
do Rio Grande do Norte e bolsistas do Programa de Recursos Humanos
em Direito do Petróleo e Gás Natural - PRH-ANP/MCT n° 36. Prof. M.Sc.
Otacílio dos Santos Silveira NetoPesquisador Visitante do PRH-ANP/MCT
n° 36. |
Resumo
O presente trabalho consiste em delimitar o poder de regulamentação
em matéria ambiental exercido pela Agência Nacional do Petróleo, Gás
Natural e Biocombustíveis (ANP), partindo da análise da competência
legislativa dos demais órgãos das três esferas da Federação, quais
sejam: a federal, a estadual e a municipal. A pesquisa partiu da premissa
de que a ANP possui tal competência normativa, desde que limitada
pela lei que a criou, e desenvolveu-se no sentido de investigar comparativamente
em quais situações serão obedecidas as suas determinações e em quais
prevalecerá a competência de cada um dos entes federados. A importância
desse estudo é identificada na imprecisão legislativa em regulação
ambiental das atividades de exploração e produção de petróleo e na
necessidade de tais entes agirem na prevenção de danos ambientais.
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| Avaliação de catalisadores para as unidades de
hidrotratamento de parafinas da Petrobras |
| Wlamir S. Nogueira, José Luis ZotinGustavo T. Moure, Consultor
Sênior – Petrobras/Cenpes; João B. Figueiredo Eng. Proc. Sênior –
Petrobras/Cenpes; Bruno Fragelli Consultor Sênior – Petrobras/INTER-DN
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Resumo
O presente trabalho descreve a avaliação de catalisadores para unidades
de hidrotratamento de parafinas, onde se buscou avaliar o efeito de
diferentes propriedades físicas, químicas e texturais do catalisador,
para fazer frente aos desafios de especificar parafinas macros e microcristalinas,
quanto aos aspectos de cor, estabilidade a oxidação e estabilidade
ao armazenamento, como também de promover aumento de campanha das
unidades industriais da Petrobras.
Para averiguação de seu desempenho, considerando-se como carga a parafina
desoleificada macro Neutro Pesado oriunda da Refinaria Duque de Caxias
(REDUC), foram então realizados testes em planta piloto de hidrotratamento
no Centro de Pesquisas da Petrobras (CENPES), comparando-se diversos
sistemas catalíticos para processamento de parafinas, incluindo um
desenvolvido no CENPES. Foram avaliados catalisadores à base de níquel-molibdênio
e níquel-tungstênio suportados em alumina, variando-se o tamanho e
a distribuição do volume de poros.
Os resultados demonstraram que para especificação da parafina no valor
de cor SAYBOLT igual a +30, o catalisador desenvolvido pelo CENPES
apresentou um bom desempenho, requerendo uma menor temperatura de
processamento, o que poderá garantir um maior tempo de campanha para
a unidade industrial. |
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