Edição 281 – Fevereiro de 2006
Pré-Tratamento por Fenton e coagulação de efluentes da Indústria Petroquímica, contendo Fenol
Cínthia Tiemi Muranaka, José Ermírio Ferreira de Moraes e Cláudio Augusto Oller do Nascimento
Departamento de Engenharia Química – Escola Politécnica – USP
André Luis Novais Mota, Osvaldo Chiavone-Filho
Departamento de Engenharia Química – UFRN
Resumo

O crescente aumento da poluição das águas, ocorrido nos últimos anos, tem sido acompanhado de um grande avanço nas pesquisas relacionadas ao tratamento de águas contaminadas. Para o tratamento de efluentes contendo compostos orgânicos tóxicos, nos quais o tratamento biológico não é aplicável, os chamados processos oxidativos avançados (POA) surgem como uma alternativa para a degradação de substâncias orgânicas tóxicas não biodegradáveis, pois são baseados na geração de substâncias muito reativas, os radicais hidroxila. Nos efluentes gerados pelas indústrias petroquímicas, o fenol é um dos poluentes mais comumente encontrado e, por apresentar uma biodegradabilidade baixa devido à sua alta toxicidade, faz-se necessário o tratamento destes efluentes fenólicos antes de serem descartados no meio. Neste trabalho foi proposta uma alternativa para o tratamento de efluentes fenólicos em alta concentração, através do emprego de um pré-tratamento do efluente, através de uma coagulação do ferro presente no efluente pré-oxidado pelo processo Fenton, que é uma combinação de H2O2 e íons Fe2+. Esse pré-tratamento permite uma remoção de cerca de 80% da carga orgânica, permitindo que esse efluente seja mais facilmente degradado por um processo fotoquímico, ou até mesmo por um processo biológico.
Fotodegradação através do processo UV/H2O2 em sistema contínuo de um efluente industrial contendo polímeros
Daniella C. B. de Lira, Isabela B. S. Will, Roberto Guardani, Cláudio A. O. do Nascimento
Departamento de Engenharia Química – Escola Politécnica – USP
Laerte do Nascimento
Polibrasil Resinas S.A
Resumo

A racionalização dos recursos hídricos tem sido uma das metas das indústrias do Pólo Petroquímico. Tais metas exigem inovações tecnológicas tanto para novos processos produtivos quanto para novas técnicas de tratamento e reuso de água na unidade de produção. Neste contexto, o objetivo principal deste trabalho é a aplicação de processos de tratamento de oxidação avançada para a reuso de água de processo visando o melhor aproveitamento da água e a redução da captação de água pré-tratada. Dentre as tecnologias de reuso, os processos oxidativos avançados (POAs) têm sido uma alternativa interessante aos processos convencionais (i.e. membranas), pois são capazes de degradar os poluentes presentes na água, ao contrário de transferi-los de uma fase a outra.

O objetivo deste trabalho é investigar a viabilidade de aplicação industrial do sistema UV/H2O2, avaliando os parâmetros operacionais, vazão e potência da lâmpada, na eficiência de remoção de carga orgânica e no custo total do processo. Experimentos foram realizados em um reator fotoquímico operando em sistema contínuo utilizando um efluente de uma indústria petroquímica contendo oligômeros de polipropileno. O escoamento no reator fotoquímico contínuo foi ajustado por modelos de reatores de mistura perfeita em série.

Resultados indicam a viabilidade da aplicação industrial do sistema UV/H2O2, alcançando níveis satisfatórios de remoção de carga orgânica para o reuso. O gráfico de superfície de resposta obtido mostrou-se adequado para avaliar o comportamento do sistema de reação e mapear as condições de processo.
Regulamentação do reuso da água em refinarias – análise do modelo americano e perspectivas para o cenário nacional
Fernanda Leite Barbosa, Alexandre Szklo, Alessandra MagriniPrograma de Planejamento Ambiental – PPE/COPPE/UFRJ
Resumo

Para o aproveitamento mais racional da água, tanto em termos quantitativos quanto qualitativos (talvez o fator mais preocupante da questão), a indústria de refino, grande usuária de água, enfrenta desafios crescentes.

Muitas comunidades no mundo aproximam-se dos seus limites de suprimento de água disponível. Nesse cenário, o reuso da água pode representar uma alternativa para o lançamento de efluentes, bem como promover a redução da poluição (EPA, 2004).

Nos Estados Unidos o reuso de água em refinarias já é uma realidade e, apesar da sua não obrigatoriedade legal, o país conta com muitos instrumentos de incentivos para sua prática.Adicionalmente, a maioria dos estados já prevê o reuso no seu ordenamento legal, além de contarem com diversas publicações, federais e estaduais, que orientam os usuários da água sobre as melhores formas para sua conservação e reuso.

No Brasil, o reuso, além de ser uma técnica pouco utilizada, ainda não é regulamentado. Porém, a legislação atual de recursos hídricos prevê diversos instrumentos de gestão que podem auxiliar na sua implementação.
Redução no consumo de água em plantas de processo pela substituição de resfriador a água por resfriador a ar
A.E.Bresciani, R. M. B. Alves, C. A. O. Nascimento
LSCP/CESQ – CEPEMA Departamento de Engenharia Química,
Escola Politécnica – USP
Resumo

As empresas que utilizam grandes quantidades de água em seus processos industriais precisam desenvolver fortes programas de redução de seu consumo. Dentre os vários usos de água em plantas de processo, aquele para torres de resfriamento representa parcela significativa do consumo global. O aumento do custo da água aliado a escassez em áreas com alta densidade industrial torna atraente solulções que envolvam reuso de água e de mudanças tecnológicas economicamente viáveis.

Este artigo apresenta um estudo para a substituição do resfriamento de correntes de processo a água por ar e por sistema ar-água. O estudo apresenta dados comparativos de custos para sistema somente com troca de calor com água e para sistema misto (resfriador a ar seguido de resfriador a água) envolvendo custos dos equipamentos, do tratamento da água e da operação. Os resultados mostram situações onde o sistema ar é mais vantajoso que o sistema ar-água.

A atuação para a redução no consumo de água representa, além de vantagens econômicas, a participação das empresas na solução de problemas da comunidade.
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