Edição 282 – Março de 2006
Sistema de Revestimentos de Tubos dos Fornos de Destilação
Eduardo A. B. Arnoni, Edneu Jatkoski, Flavio A. S. Serra
Engenheiro Mecânico – OGRAMAC
Rafael Nucci
Prof. Doutor – EESC/USP
Luiz Carlos Casteletti
Petrobras/UN-REPLAN
Carlos B. Eckstein, Laudemiro Nogueira Jr
Petrobras/CENPES
Resumo

O aumento de processamento de petróleo brasileiro, com características de elevada acidez, levou à necessidade do desenvolvimento de revestimentos resistentes à corrosão, em tubos usados no processamento desse petróleo. O presente trabalho aborda o desenvolvimento de revestimento interno de tubos de troca térmica em unidades de processo, com a finalidade de proteção, bem como em termos da tecnologia de soldagem, de forma a não danificar o revestimento nas uniões soldadas.
O processo consistiu do uso de revestimento de alumínio difundido e solda de outra liga nas uniões. Todo o processo foi desenvolvido por indústrias nacionais (Petrobras/UN-REPLAN/CENPES e OGRAMAC Metalização). Os resultados, após 15 meses, atenderam plenamente aos requisitos técnicos especificados, sendo a tecnologia aplicada a um forno de grande porte da Unidade de Destilação Atmosférica da Replan.
Influência de métodos de preparação de superfície no desempenho de esquemas de pintura
Fernando de L. Fragata
Electric Power Research Center
Maria José Saad
FURNAS Centrais Elétricas S/A
Cristina da C. Amorim
Padre Leonel Franca Foundation
Resumo

A preparação de superfície é uma das etapas mais importantes para que um esquema de pintura apresente o desempenho esperado, principalmente, no que diz respeito ao aspecto da proteção anticorrosiva. No presente trabalho estudou-se a influência do grau de limpeza superficial no desempenho de três esquemas de pintura epoxídicos de alta espessura. Os métodos de limpeza utilizados foram: jateamento abrasivo, com granalha de aço, hidrojateamento a hiperalta pressão e tratamento com ferramentas mecânicas. Os mesmos foram executados em chapas de aço oxidadas na presença de cloreto (Cl-). Com base nos resultados dos ensaios realizados, verificou-se que o hidrojateamento a hiperalta pressão foi o método de limpeza mais eficiente, no que diz respeito à remoção de contaminantes salinos e o que conduziu aos melhores resultados de desempenho dos esquemas de pintura. O tratamento com ferramentas mecânicas, como já era esperado, foi o que conduziu aos piores graus de limpeza da superfície e de desempenho dos esquemas de pintura.
Estruturas Espessas com alta impedância acústica – um desafio ao imageamento sísmico?
Bruno Mendes, Josias Silva, Eldues Martins, Jorge Costa; Luiz Landau
LAB2M/COPPE/UFRJ
Djalma Soares Filho,
Cenpes/Petrobras
Resumo

O imageamento sísmico sob estruturas com alta impedância acústica (produto da velocidade da onda pela densidade da rocha) tem sido há muito tempo um sério problema enfrentado pelos geofísicos na exploração petrolífera. As altas impedâncias de estruturas como os domos salinos e os derrames basálticos fazem com que os coeficientes de reflexão em suas interfaces sejam altíssimos e, conseqüentemente, pouca energia se propague para realizar um imageamento eficaz em camadas mais profundas. Em algumas bacias sedimentares há a presença de tais estruturas com espessuras muito grandes, como é o caso da Bacia do Paraná. Será que a espessura de uma camada pode influenciar no imageamento sísmico abaixo dela? O advento de novas técnicas de imageamento como o registro de famílias de múltiplas fontes, ou ondas planas, e de métodos de migração pré-empilhamento (prestack migration), mais onerosos computacionalmente que os pós-empilhamento, têm se mostrado promissores na tentativa de atenuar o problema do imageamento sísmico com baixas energias. Em uma modelagem acústica 2D foram utilizadas ambas metodologias. Com a técnica do registro de famílias de múltiplas fontes (Areal Shot Gather Record) mostrou-se que o imageamento de camadas delgadas (como são a maioria dos reservatórios) abaixo de estruturas como estas se mantêm com boa qualidade, mesmo quando aumentamos em quatro vezes suas espessuras. Dois modelos de velocidades foram utilizados numa outra modelagem, na qual migrações sísmicas pré-processamento foram realizadas por três métodos diferentes: Reverse Time Migration (RTM), Phase-Shift Plus Interpolation (PSPI) e Split-Step. Obtendo sempre bons resultados sob os corpos de alta impedância.
Uma estratégia que combina a filtragem multicanal com o método Crs de empilhamento para atenuação de reflexões múltiplas
Rosangela Maciel, Milton Porsani, German Garabito CPGG/UFBA, Campus Universitário Federação – Instituto de Geociências
Resumo

Neste trabalho, motivados pela busca de novas tecnologias capazes de produzir seções sísmicas de maior qualidade, aplicamos a deconvolução Wiener-Levinson (WL) multicanal em dados no domínio CRS combinando as duas técnicas. Numa primeira etapa o filtro foi aplicado na seção afastamento nulo (AN) obtida através do método de empilhamento CRS (Common Reflection Surface Stack). Este método é recente e se destaca quando comparado aos métodos tradicionais de empilhamento (DMO/NMO), por não necessitar de informações a priori do modelo de velocidades, já que o operador CRS é definido a partir da velocidade próxima à superfície (v0) e do trio de parâmetros das frentes de ondas hipotéticas 0, RNIP e RN, ângulo de emergência do raio normal, raio de curvatura da onda ponto de incidência normal (onda NIP) e raio de curvatura da onda normal (onda N), respectivamente. Parâmetros estes que são calculados diretamente sobre os dados multicobertura. Os resultados obtidos foram satisfatórios e bastante promissores. Na etapa atual do trabalho estamos introduzindo a correção de NMO utilizando a velocidade de empilhamento calculada em função do trio de parâmetros obtidos através do método CRS, com objetivo de gerar seções de afastamento comum, onde a filtragem multicanal de Wiener-Levinson é aplicada.
Visualização 2D e 3D de Propagação de Ondas Sísmicas
Josias J. Silva, Bruno M. da Silva, Eldues O. Martins, Jorge L. Costa, Luiz Landau
Laboratório Multidisciplinar de Modelagem de Bacias – LAB2M/COPPE/UFRJ
Universidade Federal do Rio de Janeiro
Introdução

A modelagem computacional é uma ferramenta extremamente útil na exploração geofísica voltada para a exploração e produção de reservas de óleo e gás. Um poço exploratório no mar pode custar dezenas de milhões de dólares. Por isso, a integração de várias áreas de conhecimento, como a geologia, geofísica, engenharia, etc., se torna necessária para o melhor entendimento das estruturas geológicas em subsuperfície. Uma destas áreas de conhecimento é a modelagem sísmica.
Quanto mais complexa for a área de estudo, maior é a importância do uso da simulação do levantamento sísmico. Toda a parametrização de um levantamento pode ser obtida com a utilização de dados sintéticos em um computador. O intervalo de aquisição, a taxa de amostragem, o número de traços necessários para o levantamento e tudo mais é fornecido para equipe sísmica através da simulação computacional.
Avaliação da Resistência à Corrosão de Aços Inoxidáveis Utilizados como Revestimentos de Torres de Destilação de Petróleo
Cleiton Carvalho Silva, José Mathias de Brito Ramos Júnior, João Paulo Sampaio Eufrásio Machado, Jesualdo Pereira Farias.
ENGESOLDA/DEMP/UFC – Universidade Federal do Ceará
Hosiberto Batista de Sant’Ana
LCL/DEQ/UFC – Universidade Federal do Ceará
Resumo

Este trabalho teve por objetivo avaliar a resistência à corrosão em meio contendo petróleo dos aços inoxidáveis AISI 316L e 410S, comummente empregados no revestimento de equipamentos nas unidades de processamento de petróleo, e do aço inoxidável superferrítico AISI 444, que está sendo estudado para aplicações na indústria petrolífera. Amostras dos aços foram submetidas a tratamentos térmicos imersas em petróleo pesado, por um período de 30 horas, em dois níveis de temperatura (200 e 300°C). A avaliação consistiu na caracterização da superfície empregando as técnicas de microscopia eletrônica de varredura (MEV) e análise de energia dispersiva de raio-X (EDX), e na determinação da taxa de corrosão por perda de massa. Concluiu-se que todos os metais de base apresentaram taxa de corrosão considerada severa. O aço inoxidável AISI 444 foi o metal de base que obteve a menor taxa de corrosão por perda de massa, quando comparado com os demais, e o aço inoxidável AISI 410S foi o que apresentou menor resistência à corrosão, principalmente na temperatura de 300°C.
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