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Edição 283 Abril de 2006
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| Sistema Instrumentado de Segurança garante funcionamento
seguro da planta |
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Desde a década passada, empresas e grupos industriais vêm
desenvolvendo e aprimorando normas para projetar, construir e manter
sistemas
instrumentados de segurança (SIS), de forma a garantir
que as variáveis estejam dentro de limites considerados seguros
para a operação da unidade.
Fruto dessa evolução tecnológica temos hoje vários
sistemas trabalhando com lógica redundante - o que proporciona
um nível mais elevado de segurança. Mesmo o conceito
de Safety Integrity Level - SIL, que é recente, mas demonstra
o cuidado que se tem com a segurança dos sistemas.
O conceito de Nível de Integridade de Segurança - SIL,
introduzido pelas normas ISA
84.01 e IEC
61508-1, estabelece uma ordem de grandeza para a redução
do risco - ou o nível de robustez necessário a ser implementado
de forma a reduzir o risco do processo a níveis aceitáveis.
O SIL é um número que varia de 1 a 4 - e quanto maior
o SIL mais crítico é o processo.
O SIL da malha é determinado pela soma das probabilidades de
falha em demanda de cada um dos componentes da malha. Todos os equipamentos
que fazem parte do SIS são certificados para determinar qual
o nível de integridade de segurança SIL do sistema e
sua probabilidade de falha em demanda.
As normas IEC e ISA não recomendam que as aplicações
de segurança e de controle de processo sejam realizadas no
mesmo equipamento. Para o engenheiro de equipamentos da área
de instrumentação da Petrobras, Marcelo Lopes Lima,
é possível integrar o sistema de segurança com
o sistema de controle desde que as funções de segurança
mão fiquem comprometidas. É preciso analisar até
que ponto essa integração é benéfica.
Há que se lembrar que são problemas distintos que necessitam
de ferramentas, soluções e conhecimentos distintos,
afirma Lima.
Todo esse debate sobre os conceitos normativos se deve pelo fato do
sistema de segurança ter como objetivo principal evitar acidentes
dentro e fora das fábricas como incêndios, explosões,
danos aos equipamentos, proteção da produção
e da propriedade e mais do que isto, evitar riscos de vidas ou danos
à saúde pessoal e impactos catastróficos para
a comunidade.
Lima afirma que a Petrobras emprega sistemas de segurança em
suas operações muito antes das normatizações
do setor. Pela atividade da Companhia é impossível
não ter um sistema de segurança. A Petrobras tem esses
sistemas antes mesmo das normatizações do setor. O sistema
de segurança é importantíssimo porque com ele
pode-se evitar acidentes nas plataformas, dano ambiental, dano econômico
e sobretudo risco a vidas humanas - por esse argumento já era
totalmente válido, ressalta.
O engenheiro de aplicações da Yokogawa, Fabrizio Bongiorno
concorda com Lima. Objetivamos com o SIS a preservação
de patrimônios, a principio imensuráveis como as pessoas
e o meio ambiente. Por consequência a preservação
de equipamentos, evitando avarias graves, preservação
da imagem da empresa, contra ações jurídicas
e melhorando o conceito para investidores, comenta Bongiorno.
Avaliando o risco do processo
O primeiro passo na implantação de uma solução
de segurança é executar a análise de risco do
processo (PHA - Process Hazard Analysis). Para a determinação
do nível de segurança exigido pelo processo, devem ser
analisadas, basicamente, a identificação do perigo envolvido
e a avaliação do risco de cada perigo identificado.
Para este trabalho podem ser aplicadas várias metodologias
- PHA e Hazop para identificação dos riscos, e Hazop
Modificado, Conseqüências do Acidente, Matriz de Riscos,
Gráfico de Riscos ou Análise Quantitativa para identificação
do nível de segurança que deve ser alcançado.
De acordo com a supervisora de Engenharia de Aplicação
de Sistemas da Yokogawa, Mônica Santana, o SIL adequado para
o SIS é o que faz com que o risco inerente do processo seja
igual ou menor ao nível de risco aceitável proporcionando
assim a segurança necessária para a operação
da planta. De forma simplificada pode-se dizer que para se implementar
uma solução SIL 3, cada componente da malha deve ter
uma probabilidade de falha em demanda compatível com SIL 3,
explica Mônica.
O risco do processo pode ser determinado como sendo o produto da Freqüência
com que um determinado evento ocorre (F) pelas Conseqüências
resultantes da ocorrência de um evento (C). Risco= F x C. |
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