Edição 284 • 2006

Tecnologia de ponta
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Refinamento na fabricação de válvulas e bombas atende a novos desafios tecnológicos
Eficiência energética, confiabilidade, restrições às emissões. O que vem norteando os avanços tecnológicos na fabricação de válvulas e bombas? Os usuários exigem: aumento da confiabilidade e eficiência, facilidade de manutenção. A sociedade exige: restrições às emissões. E os fabricantes perseguem eficiência energética tanto nos processos de fundição quanto na movimentação de fluídos.

“Existem algumas vertentes que devem ser consideradas: as restrições às emissões de produtos (responsável pela melhoria na parte de selagem de bombas e válvulas), melhorias nos materiais aplicados (principalmente com o advento dos materiais compostos) e as ferramentas de informática para melhoria nos projetos e de processo de fabricação”, explica o gerente de Manutenção, Projetos e Suprimentos da Riopol, Paulo Bade.

Isso se traduz na disseminação de ferramentas de software – tanto para simular as condições de projeto, visualizando os comportamentos de operação, quanto durante o processo de fabricação, com ferramentais que possibilitem a execução de várias operações sem que a peça seja reposicionada, melhorando as tolerâncias na fabricação.

A engenheira Livia Maria Laurino Ortiz, chefe do Núcleo de Manutenção da PQU, destaca a introdução de melhorias nos processos de fundição e de forja, avanços no projeto dos fundidos com a introdução de modelagem matemática e cálculos numéricos, e refinamentos no controle de composição química dos fundidos – permitindo melhor previsão do comportamento das ligas em condições críticas de temperatura, erosão e corrosão.

Ainda há muito espaço a ser conquistado quando o assunto é desenvolvimento tecnológico na fabricação de válvulas e bombas. Algumas ações funcionam como catalisadores desse desenvolvimento – exemplo disso é a norma N-2827, em fase final de elaboração na Petrobras, para homologação e validação de projetos de válvulas industriais. “Trata-se de uma norma bastante complexa e de grande impacto no mercado”, comenta o presidente da Câmara Setorial de Válvulas Industriais da Abimaq, Lourenço Righetti.

Por motivos óbvios – preço e assistência pós-venda – as indústrias petroquímicas têm preferência por equipamentos “Made in Brasil”. Mas não basta ser fabricado em território nacional: fabricar equipamentos com qualidade, confiabilidade e padronização é condição competitiva indispensável.

A Riopol é um bom exemplo dessa política: busca obter todas as válvulas entre os fabricantes nacionais, só recorrendo à importação para aplicações em vapores a altas pressões e temperaturas – tipo pressure seal. “As válvulas nacionais para esta aplicação ainda têm apresentado uma falta de confiabilidade operacional, sendo constantes os vazamentos pela caixa de gaxetas ou pelos furos testemunhas, ou não bloqueio do fluído circulante”.

Redução de emissões

É justamente essas restrições às emissões de produtos o norte a responsável pela melhoria na parte de selagem de bombas e válvulas.

“Hoje a preocupação maior de qualquer pessoa que faz um equipamento é o aspecto de saúde, segurança e meio ambiente. O fabricante sempre tem a preocupação com a estanqueidade, porque tem que evitar máximo a possibilidade de vazamento”, destaca Lourenço Righetti

No caso das bombas, as indústrias vêm conseguindo reduzir as emissões através da introdução de bombas herméticas, bombas com acoplamento magnético ou selos duplos.

Nas válvulas, é comum a redução de emissões atmosféricas, através do enclausuramento de toda a caixa de gaxetas com foles de aço inoxidável. “A melhoria tem sido uma conjunção de fatores, tanto no processo produtivo, máquinas com melhores precisões, como em alterações de projeto no sistema de engaxetamento”, comenta Paulo Bade.
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