Edição 287 • 2006

Petrobras: 24 novos projetos até 2011
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Nepomuceno: prioridade para campos de óleo leve e gás
O Plano de Negócios da Petrobras prevê que em 2015 a companhia esteja produzindo 2.812 mil barris por dia. Para atingir essas metas, a Petrobras elevou para US$ 40,7 bilhões os investimentos previstos na área de Exploração e Produção – 85% desse valor será absorvido pelas Bacias do Espírito Santo, Campos e Santos. Nos próximos cinco anos, a Bacia de Campos ainda responderá pela maior parte dos investimentos em E&P – já que, no período 2007-2011, das 21 novas plataformas que entrarão em operação, 12 serão alocadas em Campos.

A prioridade desses investimentos foi dada para campos de óleo leve e de gás. “Na hora de alocar uma sonda, a prioridade é colocar em produção campos de óleo leve”. Para cumprir a meta, alguns projetos foram antecipados – como a área do ESS-130, no Espírito Santo, que deverá ter um FPSO com capacidade de produção de 100 mil barris/dia de óleo e 2,5 milhões de m³ de gás a partir de 2008. Campos de óleo pesado tiveram seus projetos postergados – como a P-53 (Marlim Leste) e a P-55 (Roncador).

A partir da próxima década entram em operação as novas áreas descobertas em Santos e no Espírito Santo. “O campo de Mexilhão, por exemplo, começa a produzir gás em 2009”.

Nepomuceno destaca também as áreas de novas fronteiras – em particular as Bacias de Jequitinhonha, Camamu-Almada – na qual a Petrobras deverá expandir a atividade explotarória. “Estamos programando alocar uma sonda na costa Norte Equatorial, que vai perfurar nove poços naquela região, começando no final desse ano. A exploração em águas profundas na costa Norte Equatorial está começando”.

O executivo destaca que, apesar do aprendizado adquirido com a produção em águas profundas da Bacia de Campos, o desenvolvimento dessas novas bacias é, tecnologicamente, mais desafiador. “Na Bacia de Santos, os projetos são mais complexos, com horizontes mais profundos e poços mais caros. Não seria possível fazer com pouca tecnologia e pouco dinheiro”.

Em construção

No próximo mês a Petrobras deve receber as propostas de construção da P-55 (Roncador) e da P-57 (Jubarte). Onze grupos nacionais e estrangeiros foram convidados para a concorrência. As duas plataformas devem entrar em operação a partir de 2010.

Até lá, outras 22 unidades terão iniciado a produção – ainda este ano a P-34 entra em produção no campo de Jubarte e a plataforma de Manati começa a produção de gás na Bacia de Camamu.

A P-52 começará a produzir no campo de Roncador no próximo ano. Com capacidade de 180 mil barris diários, a plataforma está em fase final de montagem no estaleiro Brasfels, em Angra dos Reis /RJ.

Também em Roncador será alocada a P-54. A plataforma tem capacidade para produzir 180 mil barris diários e deve entrar em operação no final de 2007. A conversão do casco, originalmente o antigo navio-petroleiro Barão de Mauá, foi realizada pelo estaleiro Jurong, em Cingapura. No estaleiro Mauá-Jurong, a plataforma passa pela fase de instalação e integração dos módulos de compressão, geração, produção e utilidades.

Em fevereiro de 2008 entra em operação no campo de Marlim Sul a primeira plataforma semi-submersível construída integralmente no País – a P-51

O estaleiro Mauá Jurong deu início também a construção da plataforma de Mexilhão, que terá a capacidade de produzir 15 milhões de m³ de gás natural por dia. A primeira produção de gás está prevista para junho de 2009.

Uma outra leva de investimentos deverá ampliar esse valor, quando os 15 projetos em estudo – para entrada em operação após 2011 – forem aprovados pela companhia.
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