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Edição 290 2006
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| Adequado |
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| Escolha de compressor mais apropriado aos serviços na
indústria petroquímica depende de condições
operacionais. |
Em 2005, a Refinaria Alberto Pasqualini instalou um compressor
axial para ser integrado na sua recém-concluída planta
de craqueamento catalítico. A justificativa de sua aplicação
motiva-se pela adequação do equipamento para altas vazões,
conta o gerente de vendas da Man Turbo, Frank Stefan Schulz.
Saber o tipo de compressor aplicado à indústria petroquímica,
de refino ou em plataformas é uma abordagem que inclui a sensibilidade
de usuários e fornecedores de equipamentos. Alguns gaps como
o longo prazo de fornecimento destas tecnologias e os rumos da inovação
tecnológica para o setor se somam às variantes que condicionam
as estratégias das empresas quanto as suas decisões
de modernização de planta.
O gerente de Equipamentos e Serviços do Complexo Petroquímico
do Rio de Janeiro (Comperj), Fernando Lemos da Cruz, lembra que em
refinarias e unidades petroquímicas (centrais e 2ª geração)
são utilizados tanto os compressores de deslocamento positivo,
aí incluídos os alternativos e rotativos, bem como os
dinâmicos, dos tipos axial e centrífugo, chamados de
turbocompressores. Esses compressores são mais apropriados
aos serviços existentes nas citadas unidades industriais e
dependem de condições operacionais requeridas pelos
processos envolvidos em cada tipo de indústria.
No caso da Refap, o fabricante do compressor atribui ao trabalho certa
complexidade e precisão para chegar ao resultado desenvolvido
taylor made. Isso significa dizer que todo o projeto, da engenharia
básica ao start up da planta nova ou que sofreu revamp utilizando
determinado compressor, deve passar pelas etapas de fundação,
instalação, tubulação, parte elétrica
de instrumentação e controle cada parte deve
estar integrada ao Sistema de Controle Digital DCS.
A curva de funcionamento com testes de processo é feita
à plena capacidade, ou na medida em que se quer manter a rotina,
ou na escala percentual de produção escolhida, segue
a estratégia da empresa, conta Schulz. O especialista
relaciona o fato de as máquinas de compressão terem,
em geral, um custo elevado tornando-se anti-econômica
a obtenção de equipamentos reservas. É essencial
o pessoal envolvido na sua operação ter ciência
de detalhes básicos de construção, características
e manobras operacionais.
Uma aplicação de compressores centrífugos também
recente é o da Riopol. A petroquímica tem em sua planta
quatro grandes conjuntos completos de compressores centrífugos,
já integrados aos acionadores, ambos da Mitsubishi Heavy Industries
dois compressores têm média capacidade de 3 MW
e os outros dois variam de 20 MW a 28 MW. O conjunto tecnológico
volta-se para o sistema de refrigeração, processamento
de compressão de gás e craqueamento da planta de eteno,
conta o gerente do Setor Produtivo de Eteno da Riopol, Paulo Freitas.
Para quem está em busca desses fornecedores, a seleção
guia-se pela análise da eficiência operacional do equipamento
que deve apresentar o mínimo de falhas, vasta vida útil,
o menor prazo de entrega, além de assistência técnica
presente. O engenheiro da Riopol associa inovação tecnológica
a compressores por um elo chamado redução de consumo
energético constatação compartilhada pelo
fabricante de compressores Atlas Copco. Nossa prioridade em
oferecer redução de consumo energético foi concretizada
com a manufatura de compressores centrífugos de engrenamento
integral, solução mais eficiente que o axial em termos
energéticos, comenta o representante da empresa, Jean
Paul.
Se o axial gasta 100 kW, o outro usa 80 kW, cita Jean
Paul, dando como exemplo a implantação dessas máquinas
com acionamento integral para a planta de Liquefação
de Gás Natural da Gás Local, empresa situada em Paulínia
/ SP. O compressor importado dos Estados Unidos sob encomenda é
uma das galinhas dos ovos de ouro potencial para eles.
O executivo diz estar animado com novos projetos para São Paulo
e Nordeste.
Desde a evolução dos compressores a vapor, cada vez
mais os fabricantes de compressores embutem soluções
tecnológicas adequadas aos mais diversos rigores e normas,
conforme o setor. O compressor desenvolvido para a indústria
convencional é diferente do que é produzido para atender
a Petrobras, conta Paul, que relata ser três vezes maior
a diferença de custo entre um compressor API e o outro sem
essa característica. Isso se deve pela presença
de componentes internos em aço inoxidável, algo que
encarece a manufatura.
Mercado nacional
O mercado comprador de compressores para o setor petroleiro deve crescer.
O aumento da produção de petróleo nacional pede
novas plataformas e adequações de processo de refino
de petróleo brasileiro. Para fazer isso, é necessário
gerar mais ar comprimido, comenta Paul sobre a provável
e acentuada demanda por máquinas capazes para este fim.
Outro fator que contribui para esta demanda de compressores centrífugos
orienta-se pelas mudanças na qualidade do diesel e da gasolina
refinarias em geral trabalham numa vazão de ar de 4
mil m³/hora a 100 mil m³/ hora, por isso os centrífugos
são ideais para esta aplicação.
Há fabricantes nacionais que suportem esta demanda doméstica?
Considerando o uso de compressores alternativos,
exceto para serviços extremamente especiais, normalmente
os fabricantes nacionais atendem às necessidades
de serviços que requerem o uso
deste tipo de máquina, destacando, contudo, possíveis
importações de componentes especiais, responde
o engenheiro de Equipamentos da Comperj.
Quanto aos turbocompressores, geralmente de grande porte, suas principais
aplicações em refinarias de petróleo e unidades
petroquímicas, são geralmente importados.
Diante desta realidade importadora o maior dilema está no aquecimento
do mercado mundial para compressores que atendam às grandes
refinarias e petroquímicas. Tal adversidade se deve ao fato
de grandes plantas proliferarem na China e países do sudoeste
asiático locais onde se desenvolvem dez plantas a cada
dois anos.
Relatório do Grupo de trabalho E&P 19 do Prominp, constatou
que a fabricação local de Compressores Centrífugos
e Compressores rotativos não é viável, devido
a problemas ligados à transferência de tecnologia e demanda
reduzida tendo como única saída a importação.
Um fornecedor de marca alemã que já tentou se
instalar em Minas Gerais, se deparou a ociosidade do mercado, o boom
é sazonal, diz Paul. O pior é que os produtores
de compressores como os de turbomáquinas, que cobrem praticamente
todo tipo de aplicação deste porte na área de
petróleo vazões de 1,4 milhões de m³
ou altíssimas pressões de até 1000 bar
encontram a dificuldade de concorrer com estes fabricantes em preço.
O jeito é se defrontar com prazos de entrega antes estimados
em um ano, hoje se estendem para 18 meses, 24 meses, segundo o representante
da Atlas Copco. |
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