 |
|
Edição 290 2006
|
| Mapa das ameaças |
| Reunião de análise de riscos
de processo da Copesul |
|
Gerenciamento de riscos diminui vulnerabilidades
do processo industrial. |
Cada vez mais as indústrias se preocupam em manter estáveis
suas operações e minimizar a vulnerabilidade dos seus
processos. Os estudos de análise e gerenciamento de riscos
nas indústrias utilizam ferramentas que, de uma forma lógica
e ordenada procuram identificar perigos e desvios, principalmente
em novos projetos, modificações de projetos e atividades
críticas de manutenção e operações.
O processo de gerenciamento de riscos pode ser entendido como a utilização
dos recursos humanos, materiais, financeiros e tecnológicos
de forma preventiva com objetivo de evitar acidentes que possam causar
danos à saúde dos trabalhadores, ao processo industrial
e a impactos ambientais. Para criar este sistema de gerenciamento
é necessário a identificação dos riscos
do processo, planejamento de ações preventivas e de
bloqueio, controle e monitoramento e análise crítica
para melhoria continua e aprendizado.
O primeiro passo é identificar os possíveis desvios
de processos, condições inseguras, camadas de proteção
de falhas, falhas combinadas e possíveis efeitos dos danos
causados por um acidente. Para identificar estas variáveis
de processo, qualificar e quantificá-los em termos de conseqüências,
é necessário a utilização das técnicas
de análise de risco - Hazop, APR, AQR e SIL.
De acordo com o coordenador da Segurança de Processo da Copesul,
Luis Inácio Camargo Grè, os estudos de análise
de riscos são necessários para os projetos de modificações
na indústria. Essa análise é ferramenta
importante no gerenciamento de modificações em indústrias
de processo, conhecido como MOC - management of changes. E com base
na correlação entre causas e conseqüências
desses perigos se atribui o grau de risco para cada perigo. Grau este
que, comparado com a matriz de risco da empresa, nos indica se o risco
é aceitável ou não - não sendo aceitável
o grupo de análise emite recomendações com objetivo
de reduzir este risco para níveis aceitáveis. As recomendações
podem ter viés preventivo, atuando diretamente nas causas,
ou corretivo, atuando na minimização das conseqüências,
explica Grè.
Na Copesul, a metodologia Hazop é utilizada com maior freqüência
na implantação de novos projetos e nas modificações
desses projetos. O APR é empregado para a fase de montagem
de instalações e nas atividades críticas de operação
ou manutenção. O check-list é utilizado na liberação
de serviços e o AQR é implementado em estudos para apresentação
ao órgão ambiental e como apoio a área de seguros
da empresa. Além disso, a Copesul iniciou, recentemente, a
aplicação da metodologia SIL em sistemas instrumentados
de segurança - SIS.
Para o gerente de aplicações da DNV, Luiz Fernando Oliveira,
empresa fornecedora de serviços de gerenciamento de riscos,
as técnicas de análise de risco a serem utilizadas nas
indústrias dependem fundamentalmente dos objetivos de cada
projeto. Na análise de risco podem ser utilizadas técnicas
qualitativas quando se busca principalmente identificar os perigos
e priorizá-los de uma forma qualitativa, tais como Hazop e
APP - são técnicas simples, mas eficazes para a solução
de problemas de projeto, ressalta.
Oliveira afirma que as técnicas quantitativas devem ser utilizadas
quando o objetivo é ter um refinamento maior das medidas de
proteção a serem adotadas para a redução
dos riscos. No processo de licenciamento de instalações
da indústria petroquímica, normalmente são requeridas
análises quantitativas de risco, particularmente pela Cetesb-SP,
Feema-RJ, Fepam-RS e CRA-BA - o Ibama também está exigindo
análise quantitativa para o licenciamento de dutos.
Existem várias classificações de risco, porém
o importante é adotar uma política clara para gerenciar
os riscos catastróficos e críticos e manter sob controle
os riscos moderados. Para realizar uma análise de risco é
necessário que o processo seja mapeado para que possa entender
as interfaces internas e externas, o fluxo de produtos, tecnológico
e humano.
De acordo com Oliveira, algumas funcionalidades ajudam na avaliação
dos riscos de processo. Do ponto de vista de avaliação
de riscos, é necessário ter um bom banco de dados de
falhas, em particular, dados de freqüência de vazamentos
que sejam confiáveis e também softwares que incorpore
modelos para avaliação de conseqüências -
incêndios, explosões e vazamentos tóxicos - e
que permitam a avaliação de um grande número
de cenários de acidente, afirma.
Um dos erros mais comuns no gerenciamento de riscos é a realização
de ações isoladas, não configurando o processo
como um todo, ou seja, em algo sistematizado que permeie todos os
níveis da empresa. Para Oliveira a falta de estabelecimento
de critérios de tolerabilidade de risco é uma questão
comum entre a maioria das empresas nacionais. Embora os órgãos
ambientais já tenham especificado seus respectivos critérios
de tolerabilidade, a maioria das empresas do setor petroquímico
ainda não estabeleceram seus próprios critérios.
Se a empresa não tem seus critérios fica difícil
trabalhar com o gerenciamento de riscos de uma forma racional e consistente.
Na falta dos seus próprios, a empresa pode adotar os critérios
dos órgãos referidos, mas isso deve ser feito de forma
consciente e explícita, comenta.
Segundo o coordenador de Segurança da Copesul, o importante
é desenhar projetos simples e intrinsecamente seguros, que
utilizem tecnologias limpas. Para criar estes planos eficazes
é necessário que estejam internalizados nos projetistas
os conceitos de gestão de riscos - perigo, risco, medidas de
controle, integridade mecânica, níveis de aceitabilidade,
confiabilidade humana e operacional, conclui Grè. |
|
|
|
Na Edição
impressa |
| |
Shell iniciará
exploração de poços do BC-10 |
| |
Petrobras apresenta
Plano Diretor de Dutos |
| |
Com partes do
casco da
P-51, estaleiro realiza operação inédita
no País |
| |
Opep abre caminho
para corte na oferta |
| |
Gastos com petróleo
caem pela metade |
| |
Petróleo
e minério superam produtos industriais na AL |
| |
BNB lança
estratégia de financiamento voltada para fornecedores
da Petrobras |
| |
Comercialização
do GN bate recorde em outubro |
| |
Estado autoriza
Refinaria de Manguinhos a iniciar produção de
biodiesel |
| |
EMGS voltará
a realizar levantamentos eletromagnéticos no Brasil |
| |
Congresso da
Sobena discute desenvolvimentos em águas profundas |
| |
ANP encerra 8ª
Rodada após a oferta de 20% das áreas |
| |
Carbocloro realiza
audiência pública do EIA-Rima da Hidrovia |
| |
KSB Brasil inaugura
banco de provas de 5 megawatts |
| |
InterAtiva investe
em software de simulação |
| |
Tecnologia da
Automind otimiza operações |
| |
Bureau Veritas
abre novo escritório em Vitória |
| |
Investimentos
da Rhodia no Brasil crescem 30% |
| |
Clariant premia
melhores fornecedores de 2006 |
| |
Petroquímica
Paulínia prevê priorizar oferta ao mercado doméstico |
| |
Engezer fecha
parceria com Honeywell |
| |
Nanotecnolgia
movimenta indústria do plástico |
| |
Petrobras assina
convênios de prospecção no Peru |
|
| |
|