Edição 290 • 2006

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Parceria na manutenção: formas de contratação ajudam na conquista de bons resultados
O mercado de manutenção movimenta em torno de US$ 25 bilhões por ano no país, o que representa cerca de 4% do PIB nacional. A manutenção preditiva e preventiva deu forças para a indústria brasileira, alcançando índices de disponibilidade operacional de 88,77%, de acordo com dados da Associação Brasileira de Manutenção - Abraman. A média das empresas com disponibilidade operacional acima de 90% foi de 94% em 2005 contra os 93% obtido em 2003. Portanto, este segmento passou a desempenhar um importante papel no cenário industrial brasileiro.

Com o intuito de obter um desempenho satisfatório na atividade de manutenção, as empresas prestadoras de serviços e as indústrias contratantes estreitam os laços com o objetivo de buscar através de formas de contrato - performance ou serviço - melhores resultados para os dois lados. Partindo de um ponto de vista meramente econômico, o formato performance é mais interessante, mas a contratação por pacotes de serviços pode, às vezes, ser a mais aplicável.

A eficiência da manutenção é um elemento crucial na performance geral da empresa, com ela a indústria reduz perdas relacionadas com falha e gastos com equipamento, paradas na produção e retrabalhos. Diante disso, a programação e execução da manutenção fazem parte do planejamento empresarial de qualquer indústria, com reflexos na receita operacional, nos lucros e nos demais resultados financeiros. Para isso, as empresas contratantes realizam um processo seletivo criterioso junto às prestadoras de serviços de manutenção - nos projetos de contratação são analisados aspectos técnicos, econômicos, jurídicos, financeiros e sociais dessas empresas.

A manutenção por performance e por serviço são as duas principais formas de contratação entre empresas fornecedoras e indústrias contratantes. No primeiro modelo, fornecedor e indústria assumem responsabilidades compartilhadas com base em indicadores de resultados preestabelecidos - neste caso o sucesso do contrato de manutenção depende do comprometimento que as empresas tenham com os resultados. Já a manutenção por serviço, contratação mais utilizada nas indústrias, o cliente retém todo o conhecimento e atua como integrador das atividades, exercendo completo controle sobre os resultados - neste caso, o nível de relacionamento cliente-fornecedor é mínimo, pois os resultados da contratação podem ser estabelecidos ou controlados em documentos contratuais.

Para o diretor de administração da Abraman, José Eduardo Gorini Lobato, a contratação por performance é a mais indicada apesar de apresentar algumas dificuldades na hora da implementação. “A contratação por performance traduz uma relação do tipo “ganha-ganha” fazendo com que os objetivos do contratado estejam alinhados com as intenções do contratante. Porém implementar um contrato por performance não é uma tarefa das mais fáceis, pois depende de parâmetros de performance que nem sempre são disponíveis ou confiáveis - esta é uma explicação do porque a maioria dos contratos utilizados na indústria são feitos por serviços”, explica Lobato.
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