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Edição 290 2006
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Indústria química investirá
US$ 15,5 bi
até 2011 |
A indústria química brasileira planeja investir US$
15,5 bilhões até 2011. Serão US$ 14,1 bilhões
para ampliar a capacidade de produção de químicos
de uso industrial e US$ 1,4 bilhão em manutenção,
melhorias de processo, segurança, meio ambiente e troca de
equipamentos. Os dados fazem parte do levantamento realizado pela
Associação Brasileira da Indústria Química,
que constam da edição 2006 do Anuário da Indústria
Química Brasileira.
A maior parte dos investimentos em expansão, aproximadamente
US$ 11,6 bilhões, refere-se, no entanto, a projetos ainda em
estudo, dependentes do comportamento da economia brasileira e da disponibilidade
de matérias-primas. As estimativas são de que os projetos
de investimento previstos até 2011 poderão gerar cerca
de 5,8 mil empregos diretos.
A Abiquim consultou cerca de 800 empresas para realizar o levantamento
sobre as intenções de investimento até 2011.
Entre os projetos em fase de execução, estão
o de produção de ácido tereftálico em
Suape/PE, um investimento de US$ 500 milhões que deverá
estar concluído em 2009; o aumento da produção
de eteno na Petroquímica União, um investimento de US$
343 milhões; e a construção de uma planta de
polipropileno em Paulínia/SP, que representa investimentos
de US$ 310 milhões, com previsão de conclusão
em 2008.
O maior projeto em estudo, segundo o levantamento da Abiquim, é
a construção do Complexo Petroquímico do Rio
de Janeiro - Comperj. Os investimentos previstos nesse projeto, incluindo
a implantação da Unidade de Petroquímicos Básicos
e unidades de segunda geração, somam US$ 8,4 bilhões.
Outro projeto em estudo, que representa investimento de US$ 350 milhões,
é o de produção de ácido acrílico/acrilatos,
em Betim/MG.
Para o vice-presidente executivo da Abiquim, Guilherme Duque Estrada
de Moraes, apesar de expressivos, os investimentos planejados estão
abaixo da dimensão do setor e do potencial do mercado. O
déficit para este ano na balança comercial brasileira
de produtos químicos deverá ser superior a US$ 8 bilhões.
É um valor muito alto, que indica haver espaço para
o Brasil atrair mais investimentos na área química,
desde que algumas barreiras sejam removidas, como as deficiências
da infra-estrutura, a falta de garantia da disponibilidade de matérias-primas
a custo compatível, os altos custos de capital, a carga de
impostos e a complexidade do sistema tributário e dos regulamentos
que afetam o setor. |
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