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Edição 290 2006
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Prominp espera setor aquecido por mais
duas décadas |
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A indústria do petróleo e gás deverá
movimentar de US$ 8,3 bilhões a US$ 13,2 bilhões por
ano até 2025 - dependendo do crescimento médio da economia.
Segundo um estudo apresentado pelo professor Adilson de Oliveira,
do Instituto de Economia da UFRJ, durante o 4º Wokshop Nacional
do Prominp, a demanda por equipamentos e serviços continuará
aquecida pelos próximos 20 anos. O estudo leva em conta três
cenários de crescimento da economia, com índices de
5%, 3,6% e 2,4%. Temos modelos que permitem perceber qual o
efeito desse tipo de comportamento da economia sobre a demanda.
A perspectiva é que haja uma forte expansão da demanda
de gás natural e da estrutura associada particularmente
a partir de 2015, pelo esgotamento do potencial hidrelétrico.
Isso significa uma demanda mínima de 7,5 mil km de dutos até
2015, ou 14 mil km de dutos entre 2016 e 2025.
Na área do refino, se a economia crescer pouco, algo como 2,4%,
o aumento na capacidade de refino programada pela Petrobras
de chegar em 2011 processando 1.877 mil barris e colocando em operação
mais duas refinarias a partir de 2012 permitiria chegar até
2016 ou 2017 sem maiores problemas. Mas caso o País cresça
num nível pouco maior (3,6%), já em 2013 haveria a necessidade
de expansão no refino.
Se o governo conseguir alcançar o seu propósito de crescer
5% ao ano, já haveria necessidade significativa de investimentos
tanto na infra-estrutura de gás quanto na infra-estrutura de
refino para passar por 2015 sem grandes dificuldades. Claro que essas
decisões não seriam tomadas imediatamente, mas é
preciso começar a criar um ambiente propício para que
o parque industrial brasileiro comece a se preparar para isso.
No 4º Wokshop Nacional, realizado de 22 a 24 de novembro em São
Paulo, o Prominp fez um balanço das atividades do ano e elaborar
as diretrizes para 2007. O Programa mostrou que o País tem
problemas, sim, mas que geram muitas oportunidades. Tem também
entidades e empresas preparadas e dispostas a resolvê-los e
um governo que, até agora, mostra sinais de comprometimento.
Nunca vi tantos atores voltados para um mesmo objetivo,
disse o gerente regional da Abinee, Paulo Sérgio Galvão.
Expressando a preocupação da maioria das empresas, Newton
Araújo, presidente da Abimaq, lembrou que, ainda que o Prominp
aos poucos esteja apresentando bons resultados, grandes questões
desafiam a indústria nacional: um câmbio supervalorizado,
uma tributação que esmaga a competitividade, taxas de
juros muito altas e, para pontuar no setor de petróleo e gás,
a questão do Repetro onde o ICMS facilita a importação,
em detrimento do produto nacional. |
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