| Rio de Janeiro, 09 de dezembro de 2002 |
| De Dutra a Quintela, mercado especula nome da
Petrobras |
Enquanto o presidente eleito Luis Inácio Lula
da Silva não anuncia os nomes do ministro de Minas e Energia e do
presidente da Petrobras, as especulações correm soltas no mercado.
O nome mais falado é do senador José Eduardo Dutra (PT-SE). Geólogo
de formação, Dutra não conseguiu se eleger governador em seu Estado.
Outro nome cogitado para assumir a presidência da companhia é do deputado
Luciano Zica (PT-SP), que coordenou o programa para as áreas de Petróleo,
Álcool e Gás da campanha de Lula a Presidência da República.
Nos últimos dias, também se falou no Conselheiro do Tribunal de Contas
do Estado do Rio de Janeiro, desembargador Sérgio Quintella.
O certo é que o cargo deverá ser dado a um petista. E isso pode significar
um empecilho a outros nomes cogitados, como o do ex-secretário de
Petróleo do Rio de Janeiro, Wagner Victer.
Outro cargo indefinido, o Ministério de Minas e Energia também vem
sendo objeto de especulações. Nesse caso, o mais provável é que a
pasta seja negociada com algum partido que ajudou Lula a se eleger.
O nome mais cotado nos últimos dias tem sido o do ex-presidente de
Furnas, Marcelo Siqueira, que é ligado ao PMDB mineiro. Por parte
do PTB, o nome forte é o do deputado federal Walfrido Mares Guia.
Caso isso não ocorra, o próprio governo tem dois nomes para o cargo.
O primeiro é do físico Luis Pinguelli, que coordenou o programa de
energia do candidato Lula. "Ainda não fui convidado, mas estou disposto
a colaborar com o Governo Lula", afirmou Pinguelli.
Também cotada está a ex-secretária de Energia do Rio Grande do Sul,
Dilma Roussef, que integra a equipe de transição do futuro governo.
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