FEVEREIRO DE 2002 – Edição nº 66 – Controle & Instrumentação
TOP 2001
Eles são TOP

Apagão, ataques terroristas, colapso econômico-social no parceiro Argentina... 2001 seria um ano para se esquecer não fosse a capacidade humana de tirar sempre boas lições, de tudo. No caso do setor de automação, não apenas boas lições, como também boas oportunidades de negócios: segurança, redução de custos, aumento de competitividade.
Como acontece a cada ano, a Controle & Instrumentação consultou o mercado para eleger as melhores empresas: no site da C&I (www.controleinstrumentacao.com.br), por três meses, todos os players — clientes, fornecedores, concorrentes... — do mercado puderam votar, anonimamente ou não. Claro que o anonimato faculta votar em si mesmo mais de uma vez mas, com certeza, esse pessoal não consegue ultrapassar quem realmente apareceu no mercado e mais: como proibir um cliente bem atendido por mais de um fornecedor de colocar esses bons serviços de forma pública? No total, vinte e cinco empresas foram citadas; com votação expressiva, dezoito tornaram-se TOP 2001.
Simas: crescimento de 35% sobre o no anterior

Aquarius

Para Mario Simas Magalhães, Diretor Geral da Aquarius Automação Industrial Ltda., o ano de 2001 foi ótimo pois a empresa teve crescimento de 35% sobre o no anterior. “Em 2002, esperamos manter o mesmo ritmo e ter um crescimento similar”, comenta Magalhães, provavelmente já considerando o sucesso das novas versões de iFix – iBatch, além dos novos componentes da família Dynamics, em especial iWorkInstructions, iHistorian (PIMS) , iDownTime e infoAgent (mercado de MES).
No ano passado os setores mais significativos para a Aquarius foram os de Oil&Gas, Saneamento, Açúcar & Álcool, Siderurgia, Alimentos & Bebidas e Química. Os investimentos em 2002 estarão voltados para produtos de maior valor agregado, inovação tecnológica , educação e treinamento e canais. Magalhães promete compromisso com a solução para os clientes, mais serviços e superação de expectativas.

Fuchs: ano bom

Conaut

Importantes fornecimentos, principalmente para a indústria de petróleo e saneamento básico, marcaram o ano para a Conaut. “2001 foi um ano muito bom para a Conaut. Podemos dizer que a empresa teve um crescimento bastante significativo, tanto em vendas como em investimentos. Felizmente não vejo pontos negativos”, comemora o diretor da empresa, Ricardo Fuchs. Em 2002, a Conaut dará continuidade aos investimentos que vem sendo realizados no laboratório de vazão e em maquinários. “Espero que, em 2002, continuemos crescendo e que o mercado continue estabilizado. Quando o país está estabilizado, o mercado continua estável e nossos investimentos também”, avalia Fuchs.

Giojiani: 2001 marcado por muita luta
Conexel

A preocupação com a qualidade sempre foi uma das primícias da Conexel Conexões Elétricas, e este é o fator que a empresa pretende conservar e aprimorar cada vez mais em 2002. No ano passado a Conexel, como todo o Brasil, também teve que enfrentar o racionamento de energia elétrica e acredita que este fator pode ter prejudicado um pouco o desenvolvimento de algumas atividades. “O ano de 2001 foi marcado por muita luta, não foi fácil enfrentar o racionamento de energia e outros problemas que, de certa forma, acabaram afetando o país”, diz o gerente de marketing, Marcos Giojiani.
Mesmo com tantos contratempos a empresa não deixou de lançar produtos e novas linhas. “Foi o primeiro ano em que investimos em nossa linha de automação industrial Beckhoff e isso foi muito positivo. Reforçamos os investimentos em treinamento de pessoal, palestras e materiais de divulgação, essenciais para a continuidade do bom desempenho de nossos funcionários e qualidade de nossos produtos”, ressalta.
Para este ano os pensamentos também são positivos e os projetos da empresa continuam crescendo. “Esperamos que 2002 seja melhor que o ano passado, e que consigamos manter a boa promoção de nossos produtos, principalmente a marca Beckhoff. Vamos desenvolver e promover muitos projetos interessantes, entre eles, pretendemos dar continuidade ao de tecnologia de conectores com sistema de mola e conectores autodenudantes, além das ferramentas, é claro”, lembra o gerente.

Dresser

A Dresser Indústria e Comércio Ltda., multinacional americana, líder no Mercado de Instrumentos de Medição de Pressão e Temperatura das marcas Willy, Ashcroft e de Válvulas de Controle com a marca Masoneilan, estima crescimento do seu mercado no Brasil na ordem de 5%, em 2002, em relação a 2001. Apesar dos graves problemas mundiais e recessão em seus principais mercados de exportação (Estados Unidos e Argentina), a Dresser pretende manter o surpreendente incremento anual de exportação, verificado nos últimos 5 anos, de 50%.
Reestruturamos nossas plantas brasileiras para suprir por completo o mercado de instrumentos e de válvulas na América do Sul. Investimos também em pesquisas de satisfação e necessidades dos clientes, para irmos de encontro dos anseios do mercado. Nossa meta é nos tornar “Fornecedores de Solução” para nossos clientes e nosso maior investimento hoje é o atendimento à clientes, declara Mario Filippetti, Diretor Comercial.
Outro foco da Dresser é a área ambiental onde realiza um trabalho de conscientização junto aos funcionários, fornecedores e comunidade. Filippetti ressalta o programa de “Gerenciamento pela Qualidade Total”, a certificação “ISO 9001” e o Prêmio “Dresser Quality Award” que a unidade Brasil recebeu no ano passado da Corporação, reconhecendo a divisão como a 1ª colocada no Mundo, após a avaliação dos auditores sob os critérios do Prêmio Nacional da Qualidade Americano. “Tudo isso vai de encontro à preocupação da empresa em atender às expectativas dos clientes de funcionários e da comunidade.”
Para 2002, a Dresser planeja, ainda ampliar a linha de Manômetros à prova de vibração sem enchimento de líquido “Plus Performance”, o sistema anti-vibração “Belleville” para pressostatos e os novos atuadores para Válvulas de Controle “87 e 88”. Mas a principal novidade serão as Válvulas de Segurança Consolidated, líder mundial de mercado — agora totalmente fabricadas no Brasil — e seu completo Centro de Manutenção, na planta de Jacareí (SP).
Claudia: E3 como principal ferramenta da empresa
Elipse

O ano de 2001 representou um crescimento de 50% do faturamento para a Elipse Software o que a consolidou como umas principais empresas fornecedoras de tecnologia na área de software para automação industrial. Entre os principais fornecimentos de 2001 estão o sistema de supervisão da Elektro e da Brasil Telecom; no primeiro projeto o E3 controla 86 subestações monitoradas, através de uma única localidade, na nova sede corporativa em Campinas - SP.
“Para o ano de 2002 a Elipse espera consolidar o E3 como a principal ferramenta da empresa para médios e grandes projetos SCADA”, adianta Claudia Messias, gerente de Marketing da Elipse.
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