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Schneider
Um ano difícil, mas de resultados positivos para a Schneider Electric
Brasil. Assim avalia o diretor comercial da empresa, Luis Antônio Valente.
“A Schneider Electric conseguiu atingir seus objetivos, mas com muita
luta e sacrifício”.
No ano passado, a subsidiária brasileira recebeu a terceira colocação
- a melhor da América - no prêmio Scneihder 2000+. Esse prêmio foi criado
como forma de incentivar a participação de todas as subsidiárias a atingirem
seus objetivos de excelência e crescimento. Os principais pontos analisados
foram satisfação do cliente, motivação profissional, crescimento, redução
de custos, rapidez nos processos, eficiência e produtividade. “Todos os
anos a corporação entrega prêmios a empresas que se preocupam e buscam
desenvolver casos de sucesso. A Schneider Electric do Brasil mostrou seu
projeto de desenvolvimento comercial e foi premiada com o terceiro lugar
no mundo”, conta Valente.
O diretor explica que, apesar de ter um primeiro semestre interessante,
quando a Schneider conseguiu atingir bons resultados, o segundo semestre
do ano foi conturbado. “Por tudo isso, temos uma imagem racional de que
o ano de 2002 será cheio de indeterminações, motivo pelo qual devemos
continuar agindo com cuidado".
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Siemens
Com novo gerente geral vindo da China — Sr. Claus Peter Lehnert —, a divisão
de automação e drives, responsável também por controles para máquinas-ferramenta,
analítica e soluções para o setor automobilístico, exceto produtos elétricos,
teve crescimento surpreendente . “Estou oficialmente nesta gerência desde
março de 2001 e mesmo com as dificuldades da língua, os negócios não foram
afetados, ao contrário, o ano de 2001, que fechou em setembro, foi muito
bom. Ultrapassamos as metas, crescendo 53% no total, incluindo os projetos
automobilísticos”, afirmou o Sr. Lehnert. A Siemens Brasil, em 2001, alcançou
um faturamento de 4 bilhões de reais, sendo a 21ª empresa no Brasil —
a Siemens mundo fatura 80 bilhões de euros.
Para 2002, esse resultado deve ser ligeiramente menor já que os grandes
projetos na área automobilística estão encerrados mas, para o gerente
geral de A&D, é possível crescer 21% em equipamentos e 45% com a automobilística
seguindo a filosofia de trabalho da Siemens. O foco continua sendo vender
soluções, projetos, e manter o atendimento a quem busca apenas equipamentos,
commodities.
Entre as soluções, está o retroffiting — atualização de máquinas ou sistemas.
“Em todo o mundo, a tendência é fazer mais com menos, incluindo-se aí
a modernização ou atualização de sistemas que já existem. Às vezes não
se precisa aumentar a capacidade de produção mas sim a eficiência com
que se produz. Mas a Siemens não pretende mudar seu jeito de fazer negócios:
não somos agressivos e inconseqüentes, não fazemos nossos preços pelos
preços alheios”, afirma o Sr Lehnert.
A equipe da Siemens segue as diretrizes de seu presidente mundial, Von
Peter, que implantou uma nova cultura na empresa, com a premissa de que
a empresa tem que permanecer no mercado por mais 150 anos porque essa
é a única maneira de garantir aos clientes que eles terão o apoio necessário
pelo mesmo tempo! O gerente geral reforça, contudo, o firme propósito
de que sua equipe quer crescimentos altos mas não colocará em risco suas
parcerias. “Cabe a nós descobrirmos novas maneiras de atender o mercado,
e esse mercado já começa a perceber que nos posicionamos melhor. Só cresceremos
agregando valor ao produto, gerando soluções para empresas de vários tamanhos”.
Para a equipe do Sr. Lehnert, o mercado de automação no Brasil não está
saturado, existem muitos clientes a atender, ainda que a maioria dos nichos
seja para produtos de baixo valor agregado. Ele lembra que o mercado de
software ainda deve crescer, que existe a polêmica na automação — que
cria demandas — sobre usar PC based Automation ou não, área de drives
ainda é pouco explorada...
A Siemens continua trabalhando com integradores, com o Simatic Solution
Provider desde 1998, para que o integrador sinta-se mais confiante usar
seus produtos mas deixa em aberto a possibilidade de escolher a melhor
solução. E sempre chama um integrador quando ele é o especialista no assunto.
Por trás da estratégia de aquisições que a empresa vem mostrando, está
a necessidade de atender o cliente com uma solução, algo completo; a necessidade
de ter um amplo range de produtos a oferecer. Associações como a feita
com a Kolbach ajudam a Siemens a atender melhor o mercado de motores,
apenas aumentando o range oferecido. Foram adquiridas ainda a Applience,
Moore, Miltronics para completarem a gama de produtos oferecidos ao mercado.
Faz parte da estratégia da Siemens complementar seu portfólio de produtos
ou know how com a aquisição de empresas. Também faz parte dessa estratégia
se desenvolver na área de MES, dentro da divisão IT, onde as competências
específicas adquiridas neste ou naquele setor industrial são muito valorizadas.
A expertise é importante nesse mercado, onde a Siemens adquiriu a brasileira
Chemtec e o grupo italiano Orsi.
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Smar
Vendas expressivas, disponibilidade, lucratividade, melhorias nas qualidades
dos equipamentos, contratos expressivos e expressivas parcerias. Assim avalia
o presidente da Smar, Edmundo Rocha Gorini. “2001 foi um ano muito bom para
a Smar. Comparando com o ano anterior, tivemos um crescimento de 68,9% no
lucro. A expectativa é que essa tendência se mantenha em 2002”.
No ano passado, a empresa firmou importantes parcerias, e forneceu vários
projetos relevantes para vários setores industriais. Um desses lançamentos
foi o Asset View, um aplicativo Web que possibilita a manutenção, diagnóstico
e gerenciamento de informações de equipamentos no campo.
O ano 2001 foi marcado por grandes fornecimentos. Dentre eles, o gerente
comercial Paulo Lorenzato destaca a monitoração de dutos e a automação da
plataforma PNA-1, para a Petrobras, a automação nas estações de tratamento
de água da Copasa, a implantação do Fieldbus na Rhodia e na Cebrace, e a
automação nas usinas de álcool e açúcar do Grupo Alto Alegre.
O ano 2002 mal começou, mas a Smar já firmou importantes contratos para
suprir tecnologias para a Petrobras, para a iraniana NPC e para a americana
Duke Energy. |
Yokogawa
“Apesar do pessimismo gerado em decorrência de todos os fatos que marcaram
o ano de 2001, entre eles os atentados nos USA, as crises política e econômica
na Argentina e em outros países da América do Sul, a crise energética no
Brasil, e tantos outros fatos marcantes, podemos dizer que o ano de 2001
foi superado com surpreendente sucesso”, comenta José Natalino P. Neto,
gerente geral de automação industrial da Yokogawa.
No Brasil, a empresa registrou crescimento de mais de 20% no faturamento
total em relação ao ano 2000, consolidando sua posição no mercado de automação
industrial. A Yokogawa realizou o fornecimento dos sistemas de controle
CS 1000 e CS3000 para importantes novos clientes como a Refinaria de Manguinhos,
Prosint, Usina Termelétrica de Juiz de Fora e Panamericana, além de projetos
em empresas como a Cenibra, Petrobras, Metacril, Acrinor, FCC, Suzano, Açominas,
Usiminas, Copene, Solvay, Copebras, Nobrecel, Nitrocarbono, Rhodia, Carbocloro,
Kraton, entre outros.
Na área de instrumentação, consolidou liderança em transmissores de pressão,
com o já consagrado transmissor com tecnologia de silício ressonante EJA,
equipamento que possui contrato de fornecimento global para unidades da
Petrobras. Vale lembrar também o fornecimento de transmissores e medidores
magnéticos de vazão para o projeto de expansão da Alunorte. Na divisão de
instrumentação analítica, a Yokogawa consolidou presença nas usinas siderúrgicas
com o fornecimento de analisadores de gases para a Cosipa, CST, Usiminas
e Belgo Mineira. “Tivemos, ainda, significativos fornecimentos utilizando
a tecnologia fieldbus, com destaque para o projeto da Acrinor, com mais
de 200 malhas interligadas”.
Para o ano de 2002, a empresa prevê crescimento nas vendas da ordem de 15%
em relação a 2001 visando manter sua participação no mercado de automação
no Brasil, com lançamento de novos equipamentos como a Unidade de Aquisição
de Dados e Controle de Processos - CX 2000, com capacidade para 6 malhas
de controle analógicas, expansíveis para 16 malhas, além de pontos de supervisão
analógicos e discretos, dispondo de canais de comunicação serial e Ethernet
para comunicação com outros sistemas.
Ainda dentro de seu conceito ETS, que significa fornecer soluções globais
em automação no estado da arte, com a melhor relação custo benefício, a
empresa vai reforçar atuação como provedora de soluções de software e serviços,
bem como de soluções que se utilizem da tecnologia “Foundation Fieldbus”.
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