| Edição 234 – Fevereiro de 2002 |
![]() |
|
Eles são TOP |
|
|
|
Petrobras, El Paso, OPP, Rohm and
Haas, Politeno e MPE são as empresas vencedoras do Prêmio TOP 2001. De
acordo com pesquisa realizada pela Editora Valete junto aos leitores da
Revista Petro & Química, as seis empresas foram as companhias que mais
se destacaram em seus setores, no ano passado. |
|
|
|
| Segundo Álvaro Cunha, presidente da OPP –
braço petroquímico do grupo Odebrecht – o objetivo será formar uma empresa
única, de capital aberto no pólo petroquímico de Camaçari, envolvendo Copene,
OPP, Trikem, Polialden e Proppet. “Vamos passar por um processo de integração
das empresas envolvidas, para formar uma grande companhia petroquímica”,
disse Cunha, logo após o leilão. A Braskem, que deverá ser o maior negócio petroquímico da América Latina, começa a ser formalizada. O início da operação, na previsão do diretor de Relações Institucionais, Alexandrino Alencar, deverá ocorrer ainda no primeiro semestre de 2002. A OPP é uma das empresas nacionais que mais investem em pesquisa e desenvolvimento tecnológico. O orçamento anual para pesquisa está na casa das dezenas de milhões, desde o desenvolvimento de sistema catalítico até controle de processo. O objetivo é proclamar a independência tecnológica – ou a empresa investe, ou continua tendo que arcar com licenças tecnológicas. A Politeno é Top pelo terceiro ano consecutivo – desta vez na categoria Qualidade. Em 2001 a empresa chegou pela segunda vez seguida à categoria de Finalista do Prêmio Nacional da Qualidade – PNQ, considerado o mais importante prêmio de reconhecimento à excelência empresarial no país. No ano passado, a Politeno concorreu, com outras 29 candidatas, à avaliação da Fundação para o Prêmio Nacional da Qualidade. “Este ano os critérios do PNQ foram mais rigorosos. Se continuamos finalistas, é sinal de que evoluímos”, avalia Jaime Sartori, superintendente da empresa. Desde 1994, com a troca na direção da empresa, a Politeno decidiu implantar uma filosofia empresarial voltada para a Qualidade Total, visando dar um salto de excelência nos seus processos e resultados. O primeiro passo foi a certificação ISO 9000, que implantou procedimentos para garantir ao cliente a qualidade do produto que estava adquirindo. Como apenas a ISO 9000 não era suficiente para a excelência dos processos da Politeno, a diretoria decidiu pela adoção do modelo de Gestão pela Qualidade Total, designado internamente de Qualidade Total Politeno – QTP. Para Sartori, sem o envolvimento de todos os setores da fábrica, esta conquista não seria possível. “O ponto forte da Politeno é a união da equipe. O fato de recebermos vários prêmios, como reconhecimento de nosso trabalho, dá a motivação ao pessoal. Este é o terceiro ano que a empresa se candidata ao PNQ e o pessoal da Politeno pediu que avisasse ao Presidente que no próximo ano, ele irá nos entregar o prêmio”. O interessante é que os reconhecimentos ocorrem apesar das indefinições no controle acionário da empresa. Os sócios Suzano, Sumitomo, Itochu e o consórcio Odebrecht/Mariani ainda não definiram uma solução definitiva. Estar integrada na nova estrutura da Copene poderia ser um bom negócio para a Politeno. Já o Grupo Suzano poderia transformá-la em uma companhia que abrigue as operações de polietileno do grupo, englobando os ativos que o grupo possui no Pólo Gás-Químico do Rio de Janeiro. Por limitações no suprimento de eteno – sua principal matéria-prima – a produção atual é de 330 mil toneladas/ano, embora a Politeno tenha capacidade para produzir 340 mil toneladas/ano de polietilenos. A categoria Química ficou com a Rohm and Haas. Desde 1999, quando a empresa de especialidades químicas pôs em marcha seu novo planejamento estratégico, o objetivo tem sido bastante claro: ser a número um nos segmentos em que atua. “Temos um plano bastante agressivo para crescer e este prêmio realça que estamos fazendo a coisa certa e nossos clientes estão reconhecendo”, avalia Guillermo Novo, vice-presidente da empresa para a América Latina. Primeiro foi a aquisição da Morton International, uma empresa que agregou à Rohm and Haas o negócio de adesivos e selantes. Em seguida as negociações se voltaram para a compra de empresas formuladoras de biocidas – dentre eles a suíça Acima. Um desses investimentos está se concretizando no Brasil: a unidade de adesivos à base de poliuretano e poliéster, que está sendo construída em Jacareí, um investimento de US$ 15 milhões. “Nos últimos anos estamos investindo pesado para crescer na América Latina. A região é um mercado importante para nós, e vamos continuar investindo, porque possuímos muitas tecnologias que ainda não têm presença aqui na região. Na área de emulsões, temos agora fábricas no México, Colômbia, Brasil, e também na Argentina. Isso já foi feito, e estamos com uma posição bastante sólida”, conta Guillermo. No ano passado, a Rohm and Haas lançou-se ao e-commerce para seus negócios na América Latina. Numa primeira fase, os clientes brasileiros – e já a partir deste mês os mexicanos – poderão acessar o catálogo de produtos da empresa, fazer compras e realizar consultas sobre contas a pagar. |
|
|
|
| A competitividade
de um segmento também depende de seus fornecedores Os investimentos em vários projetos de montagens e manutenção de sistemas industriais e de infra-estrutura reforçaram o portfólio de obras do grupo MPE. Dono de companhias de engenharia, serviços industriais e produção agropecuária, o grupo tem em sua carteira a manutenção de plataformas da Petrobras e obras na geração e distribuição de energia. O grupo se reestruturou em 2001, criando duas holdings. Uma volta para engenharia, serviços e indústria, além de participações em empresas de ferrovias e energia, e outra para gerir o setor de agronegócios, que inclui empresas de criação de camarão e tilápias, na Bahia, suínos e gado de corte no Mato Grosso e Rio de Janeiro, além de produção de soja, algodão e milho, também no Mato Grosso, e frutas e sucos, no norte do Estado do Rio. “O crescimento do grupo como um todo mostra resultados positivos e nos dá a certeza que os próximos anos serão bastante produtivos. O grupo tem participado ativamente do desenvolvimento da infra-estrutura brasileira. Temos em nossa meta a busca de resultados melhores para engenharia nacional”, explica Luis Cláudio Santoro, presidente da MPE. O grupo realiza grandes obras, como a montagem da Usina Termelétrica da Refinaria Alberto Pasqualini – Refap, que vai gerar 160 MW. Em parceria com a Setal, irá construir três unidades da Refinaria Duque de Caxias – Reduc. Cada unidade vai tratar um resíduo proveniente da retirada de enxofre do óleo bruto – águas ácidas, gases e o próprio enxofre. A estratégia da empresa também será privilegiar os serviços de manutenção. A MPE possui contratos para fazer manutenção de redes de alta e média tensões da Companhia de Eletricidade do Rio de Janeiro – CERJ e da Companhia Energética do Ceará – Coelce. O grupo também vem negociando com a Petrobras e outros investidores a participação acionária em uma usina termelétrica a ser instalada no Rio de Janeiro. “Para nós do Grupo MPE, ter esse reconhecimento como melhor empresa de serviço do ano, é uma grata satisfação. E é também um grande desafio, porque iremos trabalhar para melhorarmos ainda mais. Acreditamos que o respeito pelos nossos clientes, entendendo suas necessidades e trabalhando para contribuir com soluções, são alguns de nossos objetivos. Sempre temos desafios a vencer e queremos que os nossos clientes sejam os grandes beneficiados pelo nosso trabalho, pelo nosso empenho. Eu quero dividir este prêmio com cada um dos nossos funcionários, que contribuem no dia a dia para mais esta vitória”, conta Santoro. Homenagens especiais Neste ano, duas personalidades e uma entidade ligadas ao setor são homenageadas pela Revista Petro & Química. O primeiro é o ex-presidente do Instituto Brasileiro do Petróleo e Gás e vice-presidente da Associação Brasileira das Indústrias Químicas, Otto Vicente Perrone, pelos inestimáveis anos dedicados à indústria petroquímica brasileira. Luiz Carlos Delben Leite, presidente da Associação Brasileira das Indústrias de Máquinas e Equipamentos também teve seus méritos, pelo constante trabalho junto ao setor de máquinas e equipamentos. Mais uma vez, a DNV é destacada por seus serviços prestados em Análise de Risco e Confiabilidade e Certificação de Sistemas da Qualidade, Meio Ambiente e Materiais e Componentes. |