A indústria naval brasileira já foi uma das mais competitivas do
mundo, chegando a ocupar o terceiro lugar no ranking de países construtores.
No seu auge, em meados da década de 1970, só no Estado do Rio de Janeiro,
a construção naval e de marinha mercante chegou a empregar mais de
40 mil trabalhadores.
Analisando o início do processo que levou a indústria de construção
naval até estes patamares, nota-se que o crescimento deste segmento
da economia nacional passou por momentos distintos. Até o final dos
anos 50 o setor naval seguiu um caminho desigual, intercalando períodos
de maior atividade com outros de completa paralisia. Excluindo a atuação
do Arsenal de Marinha do Rio de Janeiro durante o Império e algumas
outras iniciativas isoladas, como a de lrineu Evangelista de Souza
– o Barão de Mauá – no século passado, pouco havia sido feito até
então. Nesta época, o setor dedicava-se predominantemente a reparos
navais e construção de pequenas embarcações, e os principais estaleiros
que atuavam na atividade, que depois seriam expandidos ou convertidos
para a construção, eram o CCN-Mauá (fundado em 1845 pelo Barão), Estaleiro
Só (1850), Caneco (1886) e Emaq (1944).
O marco do início da moderna indústria de construção naval brasileira
é considerado o ano de 1958. Na ocasião as necessidades de uma frota
mercante moderna acabaram por determinar medidas importantes para
o setor dentro do Plano de Metas do governo Juscelino Kubitschek.
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| Victer: metas estabelecidas pelo governador Anthony Garotinho
significaram o início da revitalização do setor |
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De acordo com o secretário de Energia, Indústria Naval e Petróleo
do Rio de Janeiro, Wagner Victer, nos anos 70 a política de rápida
expansão da marinha mercante e da indústria naval atingiu o seu auge.
“Com isto, foram verificados ganhos de produtividade. Porém, não era
o suficiente para se atingir um patamar que justificasse o enorme
valor dos recursos gastos a fundo perdido com o setor”, lembra o secretário.
Já nos anos 80 a indústria naval nacional entrou em completa decadência,
a falta de novas encomendas e os escândalos de corrupção no setor
abalaram sua credibilidade afastando novas encomendas e investidores
internacionais. O declínio da indústria naval foi rápido e já no início
dos anos 90 os números comprovavam tal efeito. De acordo com o presidente
do Sindicato dos Metalúrgicos do Rio, Luís Chaves, no Estado do Rio
restavam apenas 600 trabalhadores no setor. “O Estaleiro Verolme,
de Angra dos Reis, era o melhor exemplo da falência que tomou conta
da indústria naval. O local, que chegou a abrigar 12 mil trabalhadores,
contava com apenas seis, que eram os seguranças que vigiavam o matagal
que havia se apoderado do local. Atualmente, o estaleiro já conta
com 2600 trabalhadores, portanto um número 400 vezes maior”, comemora
o sindicalista.
Esta conjuntura se manteve e, durante toda a década de 1990, o setor
de construção naval continuou estagnado. Milhares de trabalhadores
desempregados, estaleiros fechando as portas e investidores internacionais
fugindo do país.
O secretário Wagner Victer conta que em janeiro de 1999, quando o
governador Anthony Garotinho assumiu o Estado do Rio de Janeiro, foram
estabelecidas algumas metas, que significaram o início da revitalização
do setor. “Em primeiro lugar a questão da tributação deveria ser alterada,
já que nos principais competidores internacionais é comum reduzí-la
ao máximo ou até mesmo eliminá-la, principalmente quando a embarcação
é destinada à exportação”, lembra Victer.
Na época foi discutido que os financiamentos para o setor também deveriam
ser modificados, cobrindo a maior parte possível do valor do navio,
com as menores taxas de juros possíveis e um bom prazo para a amortização.
Além disso, seria necessária a pontualidade no repasse dos recursos.
“Outra grande mudança deveria ser a integração da indústria naval
com institutos, universidades e empresas, para propiciar o desenvolvimento
tecnológico do setor. Foi analisado também que os fornecedores de
navipeças deveriam garantir preços competitivos e qualidade em seus
produtos. Também seria um grande impulso se os outros estados do Brasil
desonerassem de ICMS toda a cadeia de produtos para a indústria offshore,
desde os insumos até as árvores de natal molhadas, pois muitas indústrias
de navipeças ficam localizadas em São Paulo e as peças chegam ao Rio
cerca de 18% mais caras”.
É importante destacar que, além dos estaleiros, atualmente localizam-se
no Rio de Janeiro grande parte das sedes de empresas de navegação,
cerca de 45% dos fabricantes de navipeças e quase todos os órgãos
e entidades técnicas e reguladoras do setor, destacando-se a presença
do maior armador estatal, a Transpetro / Fronape e do principal órgão
de financiamentos, o BNDES. Assim, a construção naval constitui-se
numa das principais forças da indústria fluminense, representando
uma enorme fonte de receita e empregos para o Estado.
Segundo Victer, a quebra do monopólio estatal da Petrobras e as rodadas
de licitação já realizadas pela Agência Nacional do Petróleo, aliadas
as novas descobertas de mega campos de petróleo no Rio de Janeiro,
têm condições de continuar alavancando o setor de construção naval
no Estado. Para isto, bastaria que as metas estabelecidas pelo Governo
Garotinho fossem concretizadas. “Um dos objetivos que buscamos nesses
Rounds de Licitação da ANP foi o de aumentar o conteúdo local das
aquisições de bens e serviços a serem feitas pelas companhias de petróleo
que começariam a operar no Estado do Rio de Janeiro. Para isso, foram
organizados e apoiados vários seminários e congressos estrangeiros
e nacionais, para mostrar aos novos investidores a capacitação da
indústria fluminense de bens e equipamentos, assim como de sua mão-de-obra,
além de ter sido apresentada a redução da carga tributária incidente
neste segmento”, ressalta o secretário.
Com intuito de alavancar essas novas encomendas para a indústria nacional,
o Governo do Estado propôs, nas três rodadas de licitação de campos
de petróleo realizadas pela ANP, um patamar mínimo a ser exigido das
vencedoras dos leilões. “Além disso, temos participado ativamente
de vários comitês da Organização Nacional da Indústria do Petróleo,
sempre atuando para apoiar a indústria local de bens e os prestadores
de serviços aqui localizados. Afinal, como os critérios adotados nos
editais não foram objetivos, os resultados referentes a aquisição
de bens e serviços foram pífios diante do potencial da indústria nacional”.
O diretor da Onip, Alberto Machado, recorda que um dos fatores preponderantes
para a decadência da construção naval brasileira foi a desestruturação
empresarial. “Com isto, as empresas nacionais perderam o poder de
capacitação da mão-de-obra e a credibilidade perante o mercado internacional.
Porém, através de parceria com o Governo do Estado, criamos cursos
visando capacitar e treinar trabalhadores para o setor. Os resultados
foram imediatos e, atualmente, os estaleiros fluminenses têm capacidade
para atender a cerca de 70% da demanda da indústria petrolífera, preparando
mão-de-obra cada vez mais especializada para o setor, como pode ser
visto com as sucessivas quebras de recordes, pela Petrobras, em exploração
de petróleo em águas profundas”.
Victer conta que, com a intenção de capacitar cada vez mais os trabalhadores
do setor, várias instituições começam a criar cursos de especialização
nos setores de indústria naval e petróleo. “É o caso da Coppe/UFRJ
e da PUC-Rio, entre outros. Para dar a exata noção de como o mercado
está a procura de novos profissionais capacitados para atuar nestes
segmentos, a primeira turma de Gestão em Petróleo da PUC tinha 95%
dos alunos empregados antes da formatura”.
As recentes modificações nas condições de financiamento para o setor
naval, que eram constantemente pleiteadas pelo governo estadual e
apoiadas pela bancada federal do Rio de Janeiro, de forma suprapartidária,
foram aprovadas em novembro de 2000, através da medida provisória
1.960-67. “Este foi um marco fundamental na retomada da indústria
de construção naval e marinha mercante do país. Afinal, os prazos
para amortização dos empréstimos passaram de 15 para 20 anos, as taxas
de juros caíram de 6% para 4% e o valor máximo dos financiamentos
aumentou de 85% para 90%”, avalia o presidente do Sindicato de Construção
Naval do Estado – Sinaval, Ariovaldo Rocha.
“Considerando que na década de 70 chegamos a ter a terceira indústria
de construção naval do mundo, que praticamente foi reduzida a pó em
meados dos anos 90, já podemos afirmar que as recentes modificações
institucionais têm sido fundamentais na revitalização do setor, deixando-nos
em plenas condições de competitividade”, concluiu Rocha.
A deputada federal Jandira Feghalli (PCdoB-RJ) lembrou que as novas
condições de financiamento representam um excelente avanço para o
setor, porém ainda não são ideais.
Para o secretário o melhor seria que o financiamento abrangesse 95%
do valor total do empreendimento e que o tempo de amortização fosse
de 25 anos, “assim estaríamos realmente nos equiparando com as condições
disponibilizadas pelo mercado americano”, completou.
Ariovaldo Rocha destaca que neste processo de revitalização da indústria
naval fluminense outro passo importante, facilitado pela nova realidade
cambial, foi a busca do aumento da competitividade, que começou com
a decisão do governador Anthony Garotinho de desonerar de ICMS os
setores de construção e de reparos navais, atendendo histórica reivindicação
do segmento.
Segundo o secretário Wagner Victer, outras medidas impulsionaram a
remobilização do setor, como o reparo das frotas da Petrobras e da
Docenave, ocorrida no início de 1999, quando estas empresas priorizaram
os estaleiros nacionais. “Tais encomendas permitiram um nível de demanda
mínimo, que alavancou mais de uma centena de outras encomendas, muitas
do exterior, em estaleiros nacionais”, recorda o secretário.
Outro fator decisivo para a revitalização da indústria naval fluminense
foi a criação de critérios a serem observados no afretamento de navios
que viessem a operar no país, tanto na cabotagem quanto no apoio marítimo
offshore. A emissão da portaria 444, de 10/12/99, do Ministério dos
Transportes, disciplinou tais operações, marcando um avanço na regulação
da entrada no país de empresas de navegação estrangeiras. Para Victer,
com o aumento da frota própria, fugindo dos navios afretados e registrados
de “bandeira de conveniência”, certamente o País está agregando mais
qualidade e segurança ambiental nestas operações".
Porém, para o secretário Wagner Victer, o fomento principal foi a
eliminação da “sangria” dos recursos do Fundo de Marinha Mercante,
que por força da Lei 9530/97, vinham sendo desviados para outros fins.
“Somente em 1997 e 1998, cerca de US$ 1 bilhão deste fundo, que não
depende de recursos do Tesouro e que foi criado por Juscelino Kubitschek,
foram ‘sangrados’. Portanto, a Medida Provisória nº 2010-27 de 30/12/99,
que eliminou tal desvio de recursos foi essencial para a consolidação
do setor”.
A reboque do petróleo
Alberto Machado afirmou que, com as questões tributárias e de financiamento
resolvidas, só faltava o aparecimento de demanda para que os estaleiros
fluminenses voltassem a operar e contratar mão-de-obra. “Foi o que
aconteceu através do casamento da demanda da indústria do petróleo,
que cresce fortemente no país, com a indústria de construção naval
fluminense”.
A expectativa é que até 2010 sejam perfurados mais de dois mil poços
em águas profundas no Brasil, o que elevará o número de plataformas
em operação. Hoje são 129 existentes e o número pode chegar a mais
de 300 plataformas.
O ato emblemático da união entre estes dois segmentos foi o contrato
correspondente aos campos de Barracuda/Caratinga, na Bacia de Campos,
estimado em US$ 2,5 bilhões, com compromissos contratuais da execução
dos serviços navais no país e a antecipação da contratação de embarcações
de apoio offshore pela Petrobras. Com isto, foi estabelecida uma demanda
firme, com grande potencial para atrair novos investidores.
Sobre a desoneração do ICMS na construção e os reparos navais, o governador
do Rio de Janeiro, Anthony Garotinho, enfatizou que tal medida rapidamente
surtiu efeito: os estaleiros Mauá (Niterói) e Verolme (Angra dos Reis)
receberam algumas encomendas para reparos de embarcações e plataformas,
em sua grande maioria voltadas para o uso offshore. “Percebendo que
o mercado de exploração de petróleo em águas profundas crescia no
Estado, e que este já despontava como um dos mais promissores do mundo,
o Governo iniciou negociações para atrair investidores estrangeiros,
com o objetivo de criar joint-ventures que aumentariam o poderio tecnológico
dos estaleiros fluminenses. Assim estes estariam preparados para receber
o boom do petróleo no Rio”, recorda o governador.
O primeiro grupo internacional a arrendar um estaleiro fluminense
foi o Keppel Fels, maior empresa estatal de construção naval de Cingapura
e uma das mais poderosas do mundo, que formou uma joint-venture com
a empresa paulista Pem Setal e arrendou o estaleiro Verolme por 30
anos com possibilidade de renovação por mais 30, criando o Estaleiro
BrasFels. O outro grupo existente em Cingapura, o Jurong Shipyard,
que disputa o título de maior do mundo com o Fels, rapidamente entrou
em negociação para arrendar o Mauá. “Afinal, eles perceberam que o
mercado do momento era aqui e não queriam ficar de fora”, afirmou
o governador.
A meta destes dois gigantes da construção naval mundial era a mesma:
a construção dos dois FPSO (unidade flutuante de produção, armazenamento
e escôo de petróleo), que estavam em fase de licitação, para atender
ao campo de Barracuda/Caratinga, na Bacia de Campos, onde estão sendo
disponibilizados cerca de US$ 2,5 bilhões para a exploração e produção
de petróleo.
Augusto Mendonça, presidente da Pem Setal, recorda que a primeira
obra colocada no Estaleiro Brasfels depois de sua reabertura foi a
plataforma de perfuração “Stena Tay”, a mais moderna do mundo deste
tipo, pertencente às empresas Stena Tay Limited, Hamilton e Bermuda,
e que encontra-se afretada à Shell. “A plataforma recebeu reparos
gerais visando atender aos requisitos da Shell e da legislação brasileira,
para poder atuar na perfuração de poços na Bacia de Campos. Esta reforma
gerou cerca de 200 empregos e consumiu investimentos de US$ 5 milhões”,
explicou Mendonça, ressaltando que a formação da joint-venture foi
fundamental, pois a Keppel Fels agregou tecnologias e conhecimento
na área de construção naval e a Pem Setal fortaleceu a parceria com
sua vocação na construção de plantas de processo.
Segundo o secretário Wagner Victer, a segunda conquista do Governo
do Estado para o estaleiro BrasFels foi a encomenda feita pela empresa
Transocean/Sedco-Forex, visando o upgrade da plataforma Sedco-135,
que gerou cerca de 400 empregos diretos e utilizou recursos da ordem
de U$ 40 milhões. “Porém, a obra de maior importância para a retomada
definitiva do estaleiro de Angra foi a encomenda da conversão do navio
petroleiro Stena Concordia, que está sendo transformado em um dos
dois FPSO que irão operar os campos de Barracuda / Caratinga. A conversão
envolve investimentos da ordem de US$ 73 milhões e deve estar concluída
até o início de 2003, gerando cerca de 1500 empregos diretos.
O Estaleiro Mauá, em Niterói é outro armador que foi reativado impulsionado
por ações do Governo do Estado. Após sua reabertura em junho de 1999,
e seu arrendamento pelo Jurong, o estaleiro já está realizando diversos
reparos e a construção dos módulos operacionais dos FPSO que irão
operar nos campos de Barracuda / Caratinga, obra com investimentos
de cerca de US$ 100 milhões e a geração de 1500 empregos diretos.
A cotação dos módulos offshore para os FPSOs de Barracuda / Caratinga
também beneficiou o Estaleiro Ultratec, de Niterói. O estaleiro foi
reaberto em outubro de 2001, com o início da construção de alguns
destes módulos. As obras têm investimentos da ordem de US$ 30 milhões
e estão gerando aproximadamente 1000 empregos diretos.
O grupo Jurong também fechou parceria com outro estaleiro fluminense,
adquirindo o controle acionário de 80% do Estaleiro Ilha S.A. – Eisa,
antigo Emaq, na Ilha do Governador. “O Eisa será responsável pela
construção de uma série de novas embarcações, entre elas dois navios
do tipo Suezmax e dois Panamax, para a Transpetro, e dois porta-contêineres
para o grupo alemão Aliança/ Hamburgsud, envolvendo cerca de US$ 350
milhões e gerando mais de dois mil empregos diretos no Estado, além
dos mil postos de trabalho atuais”, anunciou Victer.
Outro estaleiro fluminense beneficiado pelos incentivos fiscais concedidos
pelo Estado, pelas novas condições de financiamento e por formação
de parceria internacional é o Promar, de Niterói, que se associou
a empresa norueguesa Aker Brattvaag AS, após a construção de três
embarcações de apoio do tipo PSV para a Petrobras, projetados para
transportar água, óleo diesel, cimento a granel, fluidos de perfuração,
peças e componentes, tubos, alimentos e qualquer outra coisa necessária
para a manutenção e vida nas bases em alto mar.
Os navios de apoio entregues pelo Promar são o CBO Campos, o CBO Rio
e o CBO Vitória, que apesar de ser um PSV, também funcionará como
um Oil Recovery, com capacidade de recolher óleo do mar no caso de
algum derramamento. A outra inovação será o Stand By, um sistema de
socorro que contará com lanchas rápidas e um mini hospital a bordo.
Estes três PSV juntos representaram investimentos equivalentes a US$
45 milhões e proporcionaram a criação de 1000 empregos diretos e indiretos,
contratando produtos e serviços em mais de 250 fornecedores locais.
Outra obra importante realizada no Promar foi a construção de cinco
plataformas de águas rasas tipo Jaquetas, para os campos de Pescada
e Arabaiana, que envolveram recursos da ordem de R$ 18 milhões e geraram
cerca de 500 empregos diretos. Atualmente, o estaleiro Promar está
construindo o quarto PSV. Esta nova embarcação, que foi encomendada
pelo grupo americano Tide Water, será a primeira embarcação contratada
ao Promar após a sociedade com a Aker Brattvaag AS.
Estaleiros de menor porte também voltaram as atividades, como no caso
do Estaleiro Transnave, na Ilha do Governador, que assinou contrato,
no final do ano passado, com os armadores Solstad Shipping AS, Stolt
Offshore S.A. e Jumbo Cat. Estas empresas venceram a licitação internacional,
aberta pela Petrobras, referente a construção de três embarcações
de apoio a produção de petróleo offshore. O empreendimento representa
um investimento total de cerca de US$ 7 milhões e criou aproximadamente
400 empregos diretos por embarcação.
O município de Niterói teve outros estaleiros reabertos e modernizados,
como no caso do Cruzeiro do Sul que, em parceria com o estaleiro italiano
Rodriguez Cantieri Navali está construindo embarcações para a empresa
Barcas S.A e recuperando as que já realizam o trajeto Rio-Niterói.
O projeto, que está empregando cerca de 400 trabalhadores, tem investimento
de US$ 73 milhões e está sendo executado com a cooperação tecnológica
do estaleiro italiano, especialista em embarcações de transporte de
passageiros e construções navais em alumínio.
O Ministério dos Transportes, por intermédio da Secretaria de Transportes
Aquaviários e de seu Departamento de Marinha Mercante, teve papel
fundamental no apoio à operação, que visa à construção de dez catamarãs,
sete com capacidade para 1.300 pessoas e três com 200 lugares, e de
dois pontões flutuantes de acesso. “Também serão modernizadas 16 lanchas,
nove com capacidade para 2 mil passageiros, quatro com mil lugares,
duas com espaço para 500 pessoas e uma com 370 lugares. Além disto,
serão reformados oito pontões de acesso flutuante”, conta Victer.
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