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ABahia quer voltar a ter destaque no cenário nacional de
petróleo. Um esforço conjunto entre o Governo do Estado,
Federação das Indústrias e Agência Nacional
do Petróleo é a injeção de ânimo
que faltava para revitalizar a atividade de exploração
e produção de petróleo no Estado.
Até mesmo a Petrobras que andou meio afastada
resolveu reavaliar a exploração nas bacias localizadas
no Estado.
Vivemos uma situação de transição:
por um lado os campos maduros localizados na Bahia têm importância
relativamente menor para as grandes companhias. Mas por outro lado,
essa quantidade de campos maduros cria uma situação
nova, que é a possibilidade de se revitalizar esses poços,
e da criação de uma nova categoria de pequenos produtores
de petróleo, avalia o diretor da ANP, Haroldo Lima.
O diretor cita como exemplo o Canadá, onde existem cerca
de três mil empresas convivendo ao lado das grandes majors.
Só no Texas, existem cerca de oito mil pequenos produtores,
com até quatro poços. Aqui na região do Recôncavo
existem mais de 1.500 poços maduros.
Entusiasmado com a idéia de atrair empresas nacionais para
o negócio, Haroldo Lima prepara um encontro com empresários
nordestinos, a ser realizado na sede da Fieb em abril. O tema: 6ª
Rodada de Licitações. Realizamos uma audiência
sobre a 6ª Rodada no Rio de Janeiro. Apareceram 91 grupos,
nenhum nordestino.
O trabalho, no entanto, não será fácil: inclui
desde a abertura de linhas de crédito junto a bancos de fomento
até a criação de uma rede de fornecedores de
produtos e serviços. O potencial é fantástico.
O que está faltando é estímulo, conta
o consultor Eduardo Rappel, sócio da SGB, empresa nacional
especializada em aquisição sísmica terrestre
um dos serviços que serão demandados por essa
nova categoria de empresas.
A proposta do Estado prevê, por exemplo, a cessão de
instalações em São Roque do Paraguaçu
para abrigar canteiros de obras de plataformas.
Para se ter uma idéia, equipamentos que em outros tempos
eram produzidos na Bahia como as unidades de bombeio conhecidas
como cavalo-de-pau hoje são importados da Noruega
e da Argentina. A Bahia já possuiu canteiros de produção
de plataformas, e agora, com a expansão das atividades, tem
condições de voltar a ter produção local,
comenta o presidente da Fieb, Jorge Lins Freire.
Incentivo ao know how
Em outra frente, o Governo do Estado, através da recém-criada
Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação,
vem trabalhando no desenvolvimento tecnológico. Energia
é uma atividade econômica science base, intensiva em
conhecimento. Daí a importância de soluções
de conhecimento, explica o secretário Rafael Lucchesi.
Uma das ações é a criação da
Rede Bahia de Tecnologia, uma articulação entre empresas
e universidades que, a exemplo da Rede Brasil de Tecnologia
da qual é integrante terá como objetivo fomentar
o desenvolvimento de tecnologias que hoje são importadas.
A idéia é avançar nas soluções
de constituição do pacote tecnológico e a disseminação
na produção onshore e energias renováveis,
conta o secretário.
Em paralelo, a Secretaria desenvolve outros projetos voltados para
as áreas de biocombustíveis e plásticos. O
desenvolvimento da área de energia vai passar pela combinação
de um esforço de soluções na área de
conhecimento. E o Governo do Estado tem essa percepção,
e trabalha com a visão estratégica e estruturante
dessas ações, explica Rafael Lucchesi.
A Escola Politécnica da UFBA, com o apoio da ANP, vem desenvolvendo
o Projeto Campo-Escola, na Bahia, através da reabilitação
do poço QB 4A, situado no Campo de Quiambina, na Bacia do
Recôncavo. Revitalizamos aquele poço com tecnologia
desenvolvida na Bahia. A idéia é desenvolver aquele
tipo de iniciativa em outros poços, conta Haroldo Lima.
Atualmente, a produção diária é de 20
barris, que são adquiridos pela Petrobras. Os recursos arrecadados
com a produção destinam-se ao desenvolvimento do Projeto
Campo-Escola.
Grande potencial sob o solo baiano
Engana-se quem pensa que a produção de petróleo
e gás já esteja se exaurindo nas bacias baianas. Até
o final do próximo ano, entrará em operação
o campo de Manati, com a produção diária de
até 6 mil m³ de gás natural.
O Projeto prevê a perfuração de sete poços,
instalação de uma plataforma fixa não habitada,
construção de um duto de 117 km e implantação
de uma unidade de processamento de gás natural.
Existe um conjunto de oportunidades não só na
Bahia, mas em toda a região Nordeste. Essas novas descobertas
na Bacia de Camamu são promissoras, e fortalecem toda a cadeia,
avalia o diretor-geral da Onip, Eloy Fernandez.
Outro projeto importante, anunciado dias atrás, foi a perfuração
do poço MP-22, no campo de Massapé onde a Petrobras
irá produzir 1.300 barris por dia.
Além disso, a empresa vem perfurando um poço em águas
profundas no bloco BM-J-1, na Bacia de Jequitinhonha.
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