WPC CONSOLIDA POSIÇÃO DO BRASIL NO MERCADO MUNDIAL DE PETRÓLEO
A nata do setor de petróleo mundial invadiu o Rio de Janeiro para participar do 17.º Congresso Mundial do Petróleo, realizado pela primeira vez no Brasil. Mais do que discutir o futuro do combustível, ministros dos países membros da Opep e executivos das grandes companhias do setor transformaram o Congresso numa grande vitrine para os seus negócios.

A venezuelana PDVSA anunciou que vai distribuir combustíveis e lubrificantes nas regiões Norte e Nordeste do Brasil. A Shell poderá investir em downstream. E a Saudi Aramco - a maior petrolífera do mundo - procura novas oportunidades. "O Brasil pode ser uma delas", disse o presidente da Aramco Abdallah Jum'ah.

A Nigéria também procurou atrair empresas para exploração de petróleo em águas profundas - o país espera elevar a sua atual produção de 1,8 milhão para 4 milhões de barris por dia em 2010. O presidente da Petrobras, Francisco Gros, convocou os investidores internacionais a participarem de projetos de refino no Brasil. "Continuaremos comemorando os resultados desse congresso durante muito tempo. O que presenciamos aqui foi uma troca de oportunidades, não apenas para a Petrobras, mas para toda a indústria fornecedora de equipamentos e serviços", discursou Gros, na cerimônia de encerramento do Congresso.

Executivos vestidos de terno e gravata se misturavam aos delegados africanos trajando túnicas e indianos usando turbantes. Esta edição do Congresso registrou um total de 3.461 participantes, de 78 países - superando em 15% o número registrado na última edição do WPC, realizada em Calgary / Canadá, em 2000.

"Estamos muito orgulhosos, por termos feito o máximo esforço para oferecer um congresso à altura das expectativas de todos os participantes", disse o presidente do Instituto Brasileiro do Petróleo e Gás, João Carlos de Luca.

Responsabilidade social e desenvolvimento tecnológico na indústria do petróleo foram os principais temas discutidos no Congresso. As discussões sobre a contribuição do setor para o desenvolvimento sustentável e sua responsabilidade mostraram que a indústria está empenhada em desenvolver tecnologias limpas, que reduzam o impacto ambiental, e exercer sua função social de forma transparente. "Nossa intenção foi despertar o início da discussão sobre responsabilidade social. Isso foi um ponto diferente em relação aos outros congressos".

De acordo com o presidente do IBP, o "feedback dos delegados estrangeiros foi o melhor possível", o que serviu para demonstrar que o Brasil entrou definitivamente para o roteiro internacional de feiras e congressos no setor de petróleo.

A cerimônia de encerramento do 17º Congresso de Petróleo Mundial foi marcada pela passagem da bandeira do WPC para o embaixador sul africano Mbulelo Rakwema e um show com a cantora Bianca Le Grange. A África do Sul será o país sede da próxima edição do Congresso, em 2005.

A maior Rio Oil & Gas da História
Uma grande vitrine de equipamentos, sistemas e serviços. Essa foi a edição 2002 da Rio Oil & Gas, a maior exposição do setor de óleo e gás da América Latina, que pela primeira vez em vinte anos de história ocorreu paralelamente ao Congresso Mundial de Petróleo.

Para as empresas, foi uma grande oportunidade para apresentar seu negócio para os executivos de todo o mundo. Os quatro dias de exposição contabilizaram um público de 40 mil visitantes - o que representa um crescimento de 60% sobre a edição realizada há dois anos. O espaço ocupado pelas empresas foi quase 50% superior, atingindo 31 mil m². Estiveram presentes 850 expositores de 32 países. "Isso mostra a pujança da indústria brasileira", comemorava João Carlos de Luca, presidente do IBP.

Segundo Álvaro Teixeira, secretário-geral do IBP, o grau de interesse dos expositores pode ser medido pelo fato de pelo menos 13 mil m² já terem sido negociados para a edição 2004 da Rio Oil & Gas. "Essa Feira foi a mais bonita que já vi em minha vida".

Veja o que as empresas apresentaram durante a Rio Oil & Gas

Veja o que as empresas estarão apresentando na Rio Oil & Gás

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