A necessidade de aumento na capacidade de refino de petróleo no
País foi abordado na primeira plenária do 17º World Petroleum Congress,
que acontece até quinta-feira no Rio de Janeiro. O diretor-geral da
ANP, Sebastião do Rego Barros, disse aos congressistas que encaminhou
ao governo o estudo sobre o problema que o refino no Brasil deverá
enfrentar a partir de 2005. caso não haja investimento em refino,
a demanda externa passará de 17% para 30%".
"Esse crescimento no refino deve ser conduzido por novos investimentos
privados. A Petrobras vai se colocar como minoritária no que for preciso
e se for preciso", ressaltou Francisco Gros, presidente da Petrobras.
Gros lembrou que a companhia é a quinta maior refinadora entre empresas
que têm ações no mercado aberto. Segundo o presidente, a Petrobras,
que tem custo de refino girando em torno dos US$ 0,98 / barril, irá
investir US$ 5,9 bilhões até 2005 em suas refinarias. O presidente
do Instituto Brasileiro de Petróleo e Gás, José Carlos de Luca, disse
que poucas empresas investem em refino. "A Repsol-YPF é uma das poucas,
presente no Rio Grande do Sul e em Manguinhos".
"Quem apostar na indústria petrolífera no Brasil vai ganhar, e muito.
A realização desse Congresso é mais um sintoma desse ciclo virtuoso",
finalizou Rego Barros. (FB) |