Edição 241 – Setembro de 2002 – Revista Petro & Química
WPC consolida posição do Brasil no mercado mundial de petróleo
Flávio Bosco
João Carlos de Luca passa a bandeira do WPC ao embaixador Mbulelo Rakwema
A nata do setor de petróleo mundial invadiu o Rio de Janeiro para participar do 17.º Congresso Mundial do Petróleo, realizado pela primeira vez no Brasil. Mais do que discutir o futuro do combustível, ministros dos países membros da Opep e executivos das grandes companhias do setor transformaram o Congresso numa grande vitrine para os seus negócios.

A venezuelana PDVSA anunciou que vai distribuir combustíveis e lubrificantes nas regiões Norte e Nordeste do Brasil. A Shell poderá investir em downstream. E a Saudi Aramco – a maior petrolífera do mundo – procura novas oportunidades. “O Brasil pode ser uma delas”, disse o presidente da Aramco Abdallah Jum’ah. (veja as reportagens no inside Petróleo & Gás).

A Nigéria também procurou atrair empresas para exploração de petróleo em águas profundas – o país espera elevar a sua atual produção de 1,8 milhão para 4 milhões de barris por dia em 2010. O presidente da Petrobras, Francisco Gros, convocou os investidores internacionais a participarem de projetos de refino no Brasil. “Continuaremos comemorando os resultados desse congresso durante muito tempo. O que presenciamos aqui foi uma troca de oportunidades, não apenas para a Petrobras, mas para toda a indústria fornecedora de equipamentos e serviços”, discursou Gros, na cerimônia de encerramento do Congresso.

Executivos vestidos de terno e gravata se misturavam aos delegados africanos trajando túnicas e indianos usando turbantes. Esta edição do Congresso registrou um total de 3.461 participantes, de 78 países – superando em 15% o número registrado na última edição do WPC, realizada em Calgary / Canadá, em 2000. “Estamos muito orgulhosos, por termos feito o máximo esforço para oferecer um congresso à altura das expectativas de todos os participantes”, disse o presidente do Instituto Brasileiro do Petróleo e Gás, João Carlos de Luca.
Gros: “Continuaremos comemorando os resultados desse congresso durante muito tempo”
Responsabilidade social e desenvolvimento tecnológico na indústria do petróleo foram os principais temas discutidos no Congresso. As discussões sobre a contribuição do setor para o desenvolvimento sustentável e sua responsabilidade mostraram que a indústria está empenhada em desenvolver tecnologias limpas, que reduzam o impacto ambiental, e exercer sua função social de forma transparente. “Nossa intenção foi despertar o início da discussão sobre responsabilidade social. Isso foi um ponto diferente em relação aos outros congressos”.

De acordo com o presidente do IBP, o “feedback dos delegados estrangeiros foi o melhor possível”, o que serviu para demonstrar que o Brasil entrou definitivamente para o roteiro internacional de feiras e congressos no setor de petróleo.

A cerimônia de encerramento do 17º Congresso de Petróleo Mundial foi marcada pela passagem da bandeira do WPC para o embaixador sul africano Mbulelo Rakwema e um show com a cantora Bianca Le Grange. A África do Sul será o país sede da próxima edição do Congresso, em 2005.
Veja mais sobre o 17º WPC e a Rio Oil & Gas
Edição 241 - setembro / 2002
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