| Rego Barros: atração de empresas de diferentes
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A Agência Nacional do Petróleo deverá aumentar a freqüência das
rodadas de licitações para exploração e produção de petróleo e gás
no País, atualmente realizados uma vez por ano. Segundo o diretor
da Agência, John Forman, duas rodadas devem ser realizadas por ano,
a partir de 2004.
Outra mudança acontecerá já a partir do próximo ano, e diz respeito
à modelagem das áreas: as empresas poderão escolher o formato das
áreas que disputarão. Com as áreas divididas em células, as empresas
terão opção de desenhar uma área com o formato de seu interesse.
O número de células em que serão divididos os blocos dependerá da
quantidade de informação disponível e do grau de dificuldade da exploração.
Para as áreas localizadas em terra, ou próximas a regiões produtoras,
as células terão 32 km² – em outras regiões, os blocos serão formados
por duas ou mais células. Esse modelo, segundo Forman, atrairá empresas
de menor porte.
“Estamos estudando a adição de mais blocos em terra e em águas rasas.
Estamos estudando também a possibilidade de apresentar alguns blocos
em módulos – que podem ser atrativos para empresas menores, porque
poderiam comprar apenas um bloco e ter algo adequado à seus recursos
financeiros”, completa o diretor-geral da ANP, Sebastião Rego Barros.
Ao todo, serão licitadas áreas em nove bacias – Pelotas, Santos, Campos,
Espírito Santo, Jequitinhonha, Recôncavo, Potiguar, Barreirinhas e
Foz do Amazonas. As regras para a quinta rodada, que será realizada
em junho de 2003, devem ser divulgadas entre novembro e dezembro deste
ano. “Espero que tenhamos mais ou menos o mesmo calendário de sempre”,
diz Rego Barros.
O diretor-geral da ANP adiantou que, para aumentar o interesse dos
investidores, a Agência pretende estender o prazo de exploração das
áreas onde o óleo é pesado – Atualmente este prazo varia entre sete
e nove anos, e não leva em conta o tipo de óleo, mas a dificuldade
na exploração. A decisão sai até o final do ano.
ANP anuncia plano decenal de geologia
Rego Barros anunciou também o lançamento de um Plano Decenal de Estudos
e Serviços de Geologia e Geofísica, a ser implementado até 2011. “É
o maior levantamento das reservas existentes já feito no País”, disse
o diretor.
Para a ANP, o principal resultado do Plano Decenal será o aumento
no acervo sobre as bacias sedimentares brasileiras e seu potencial.
Os dados servirão para atrair novos investimentos na área de exploração
e produção, principalmente em bacias pouco conhecidas, como Parnaíba,
Paraná, Amazonas e Barreirinhas. “Os investidores terão levantamento
mais preciso sobre o potencial nacional, hoje ainda pouco explorado.
É preciso um melhor conhecimento geológico do subsolo brasileiro para
ampliar a área sob concessão, hoje não superior a 5% dos 4,8 milhões
de km² de bacias terrestres e 3,5 milhões de km² de bacias marítimas
existentes no País”.
A previsão é de que uma média anual de 480 mil km² passem a ser estudadas.
Apenas em 2003 deverão ser investidos R$ 1,2 bilhão – o investimento,
porém, está condicionado à liberação de recursos pelo governo. |
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